quinta-feira, 25 de junho de 2015

Subsídio - da lição 13

SUBSÍDIO -1  A Ressurreição de Jesus

E, estado elas muito atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? (Lc 24.5).
As palavras, as obras e a morte do Senhor Jesus foram confirmadas na ressurreição. As palavras do Messias não teriam valor algum se o mesmo não ressuscitasse dos mortos. As obras de Jesus foram confirmadas no momento em que a morte foi vencida pela ressurreição. O ápice do ministério terreno de Cristo foi a morte, porém, significado algum teria se Jesus dormisse com os mortos. Portanto, no momento que Jesus ressuscitou Ele tinha suas palavras, obras e morte confirmada pelo Pai.
Há provas internas e externas que comprovam a ressurreição do Senhor Jesus. Porém, são inúmeras as teorias levantadas para tentar desmentir o fato que marca e diferencia o cristianismo das outras religiões, mas todas as teorias são vencidas pela ressurreição.

I – A DOUTRINA DA RESSURREIÇÃO

1- No contexto do Antigo Testamento.
2- No contexto do Novo Testamento.
Comentário:
Ressurreição significa “volta miraculosa à vida”. E no contexto Sagrado há três tipos de ressurreição: ressurreição de mortos, ressurreição dentre os mortos e ressurreição dos mortos.
1- Ressurreição de mortos. É o tipo de ressurreição que abrange todos aqueles que por milagre divino tiveram suas vidas restabelecidas. Os exemplos são: o filho da viúva de Sarepta (1 Rs 17.21-22), o filho da Sunamita (2 Rs 4.34,35), o homem que tocou os ossos de Eliseu (2 Rs 13.43,44), o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17), a filha de Jairo ( Mc 5. 40-42), Lázaro (Jo 11.43,44), Tabita (At 9.40,41) e o jovem Êutico (At 20.9-12).
2- Ressurreição dentre os mortos. Neste segundo tipo de ressurreição encontra pela ordem a ressurreição do Senhor Jesus (1 Co 15.23), os que ressuscitarão no momento do arrebatamento da igreja (1 Co 15.23,24), as duas testemunhas (Ap 11.11,12) e a ressurreição dos mártires da grande tribulação (Ap 20.4).
3- Ressurreição dos mortos. É o tipo de ressurreição que abrange a todos aqueles que morreram em seus delitos e pecados, ou seja, é a ressurreição geral (Jo 5.29).

II – A NATURIEZA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS

1- Uma ressurreição literal.
2- Uma ressurreição corporal.

Comentário:

Confirmação das palavras do Messias. No testemunho da morte e ressurreição prevista o mestre expressou as seguintes palavras: “derribai este templo, e em três dias o levantarei” (Jo 2.13-25). Se o Messias não tivesse ressuscitado estas palavras não teriam a confirmação.
As obras messiânicas são divididas nas seguintes partes: vida do Messias, morte do Messias e a ressurreição do Messias. Porém, quando é citado que as obras de Jesus são confirmadas pela ressurreição, as obras inseridas são: os milagres e os ensinos. Portanto, na ressurreição do Senhor Jesus as suas obras foram confirmadas.
Nenhum efeito teria a morte de Jesus se não houvesse a ressurreição, pois na morte do Messias a lei, o pecado, a enfermidade, satanás e a própria morte seriam vencidos, mas caso Ele não ressuscitasse não haveria vitória. Portanto, com a ressurreição de Jesus sua morte foi confirmada como sacrifício aceitável para salvação de todos aqueles que nEle crerem.

III – EVIDÊNCIAS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS

1- Evidências diretas.
2- Evidências indiretas.

Comentário:

Cinco evidências são necessárias para compreender a veracidade da doutrina da ressurreição do Senhor Jeus.
1- O sepulcro vazio. A primeira prova da ressurreição do Messias é o sepulcro vazio “mas ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus” (Jo 20.1-8). A pedra que estava no sepulcro pesava em média duas toneladas e possuía o selo romano, fato que impedia a qualquer um de tocar na pedra. A pedra foi removida e o sepulcro ficou vazio.
2- As aparições do Messias. Jesus apareceu a Maria – como consolador, às mulheres – como restaurado da alegria, a Pedro – como restaurador, aos dez discípulos – como doador da paz, aos dois discípulos no caminho para Emaús – como instrutor, aos onze e a Tomé – como confirmador da fé, a Pedro e a João – como interessado nas atividades da vida e, aos quinhentos – como chefia e com autoridade.
3- Os discípulos foram transformados. Pedro agia por impulso, porém após a ressurreição de Jesus o apóstolo passou a pensar conforme o querer do Espírito Santo. Logo esta é mais uma prova da ressurreição de Jesus.
4- A mudança do dia de descanso. Na Antiga Aliança o sábado era o dia em que as atividades religiosas eram realizadas, porém com a ressurreição de Jesus os discípulos não mais observaram o sábado como dia santo, mas utilizaram do domingo para as principais celebrações da igreja (At 20.7).
5- A existência da igreja. A igreja existe não por ser uma organização perfeita, mas porque Jesus ressuscitou dos mortos. O trabalho do Senhor Jesus continua a ser realizado na terra, sendo que esta atividade nos dias atuais é desenvolvida pela igreja, portanto porque Jesus vive a igreja continua.
IV – O PROPÓSITO DA RESSURREIÇÃO DE JESUS
1- Salvação e justificação.
2- A redenção do corpo.

Comentário:

Jesus ressurreto é a prova na qual todas as nações haviam de ser abençoadas, sendo também, a confirmação da promessa feita aos fieis da Antiga Aliança. Portanto, o cristianismo é a única religião que apresenta provas históricas que confirmam suas mensagens. E a mensagem da ressurreição do Senhor Jesus ensina que há salvação sim e também haverá em um dia futuro a redenção total do crente em Deus.

Por;EV.Anderson Côrte


SUBSIDIO - 2


A RESSURREIÇAO DE JESUS

TEXTO ÁUREO = E, estando elas muito atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos

VERDADE PRATICA = A ressurreição de Jesus e a garantia de que todos os  que morreram em Cristo se levantarão do pó da terra.

LEITURA BIBLICA = Lucas 24.1-8

CONTRASTES HUMANOS QUANTO À RESSURREIÇÃO DE CRISTO

O ser humano tem dificuldade cm admitir a realidade dos grandes leitos do Criador; por isso, tenta ligar a veracidade dos fatos comprovados.

1. A incoerência dos guardas. Viram a manifestação do poder de Deus na ressurreição de Cristo e negaram. Declararam que Cristo fora retirado do túmulo, enquanto dormiam (Mt 28.11-15). Nisto há duas contradições:

a. Os guardas estavam sujeitos à morte, se dormissem e ocasionassem a fuga do preso (At 12.19).

b. Nada sabiam sobre o fato, se realmente dormiam. Receberam suborno, para negarem a ressurreição (de Cristo, com que Deus coroara a obra da redenção, consumada na cruz. A mentira, aceita por muitos, não impediu que a verdade prevalecesse, para felicidade dos que crêem.

2. A contradição das mulheres:

a. Constrangidas pelo amor, na madrugada do domingo, foram ao sepulcro, e levavam aroma para embalsamar o corpo de Jesus. Na sua incredulidade, entretanto, choravam, quando deviam estar alegres.

b. Discutiam como remover a pedra da entrada do sepulcro, quando esta já fora retirada (Mc 16.3,4).

c. Imaginavam que Jesus estivesse morto, quando Ele predissera que ressuscitaria ao terceiro dia.

3. Os discípulos no caminho de Emáus. Pensavam ser aquele “estrangeiro” o único que não conhecia os fatos ocorridos em Jerusalém, a respeito da morte de Cristo (Lc 24.17,18).

No entanto, Ele tudo sabia, pois havia morrido e ressuscitado. Os fatos se sucederam conforme as Escrituras registraram (Lc 24.25- 27).

PROVAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO

1. Provas incontestáveis. Lucas escreve que, aos discípulos, “depois de ter padecido, [Jesus] se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias” (At 1.3).

Aos dois discípulos, no caminho de Emáus, Ele falou de sua ressurreição, ao afirmar que se cumpriram as predições, e, “então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lc 24.45).

2. O testemunho dos anjos às mulheres. Ao reprová-las, disseram:
“Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galiléia, quando disse: importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de pecadores e seja crucificado e ressuscite no terceiro dia”
(Lc 24.4-7).

3. O testemunho de Maria Madalena. João registra a chegada de Maria Madalena ao túmulo vazio eo seu diálogo cornos dois anjos, que lhe certificaram da ressurreição do Senhor e que, logo após, viu Jesus em pé, o qual falou com ela, levando-a exclamar, convicta: “Rabôni! que quer dizer Mestre” (Jo 20.11-18).

4. Jesus, ressuscitado, apareceu várias vezes aos discípulos. Durante os quarenta dias que antecederam a sua ascensão, o Senhor Jesus apareceu aos seus discípulos em dez ocasiões, sendo as cinco primeiras no dia da ressurreição.

O Dr. Scofield expõe isto na seguinte ordem:

1) a Maria Madalena (MC 16.9- 11);

2) às mulheres que voltavam da sepultura com a mensagem do anjo (Mt 28.8-10);

3) a Pedro, provavelmente à tarde (Lc2 4.34 1 Co 15.5);

4) Aos discípulos, no caminho de Emáus, à tarde (Mc 16.12,13; Lc 24.13-32);

5) aos discípulos, na ausência de Tomé (Mc 1614; Jo20.19- 25);

6) no domingo seguinte, à noite, na presença de Tomé (Jo 20.26-29);

7) aos sete, junto ao mar da Galiléia(Jo 21.4-1). ).                                                                                                                                                                8) aos apóstolos e a mais de 500 irmãos (Mt 28.16-20; 1 Co 15,6);

9) a Tiago (1 Co 15.7)e

10) seu último aparecimento registrado em sua ascensão no monte das Oliveiras (Lc 24.44-53; At 1.3-12).

5. O túmulo vazio. Se os inimigos tivessem leva4o o corpo de Jesus, eles o teriam destruído e nunca mais seria visto por alguém, como aconteceu várias vezes. Se os discípulos tivessem roubado o corpo do Mestre, não sacrificariam seus bens e suas vidas pela causa do Evangelho, pois pregariam uma mentira. O túmulo vazio revela que Jesus ressuscitou e é verdadeiramente o Filho de Deus (Rm 1.4).

6. O poder, a alegria e a devoção da Igreja. Estas qualidades existentes na Igreja primitiva constituem provas reais da ressurreição de Jesus. Se Ele não houvesse ressuscitado, não fosse visto pelos discípulos e nem tivesse falado com eles, estariam tristes, desapontados, escondidos, como procederam antes de vê-lo ressuscitado.

7. Os escritos do Novo Testamento. O Novo Testamento foi escrito por homens capazes de sacrificar suas vidas pela verdade e a justiça ensinadas por Jesus. Eles jamais escreveriam acerca de Cristo e seus ensinos, se Ele tivesse terminado sua missão em morte e desilusão (1Co 15.12-19).

8. O batismo no Espírito Santo. O batismo no Espírito Santo e as manifestações sobrenaturais na igreja constituem provas irrefutáveis da ressurreição de Cristo. Jesus falou da vinda do Espírito, em plenitude, logo após sua glorificação (Jo 7.38,39).

Pedro, no dia de Pentecoste, disse que Jesus fora exaltado à destra do Pai, e derramara o Poder do Alto sobre os discípulos (At 2.32,33). O Espírito Santo não teria descido no dia de Pentecoste, se Cristo não houvesse ressuscitado e subido ao Céu.

9. A regeneração dos que crêem em Cristo. Se Cristo não tivesse ressuscitado, o Cristianismo seria apenas uma das muitas religiões, sem algum poder regenerador. Os milhares de pessoas transformadas, regeneradas e salvas, são provas autênticas de que Cristo voltou para o Céu e enviou-nos o Espírito regenerador (Tt 3.5).

EFEITOS IMEDIATOS DA RESSURREIÇÃO

1. Trouxe alegria aos tristes. Maria Madalena chorava, ao pensar que Jesus falecera. A simples expectativa de um Cristo morto lhes trazia tristeza; porém, tinham maior angústia, ao imaginá-lo defunto. À Maria Madalena e aos demais discípulos se aplicam estas palavras: “Alegraram-se, portanto, os discípulos, ao verem o Senhor” (Jo 20.20).

2. Alertou a fé dos discípulos. Entre os duvidosos, Tomé parecia ser o mais incrédulo; mas, diante da real manifestação de Cristo ressuscitado, foi o primeiro a confessar: “Senhor meu, e Deus meu!” (Jo 20.28).

Todos seriam esmagados pelas dúvidas e perplexidades, incertezas e desapontamentos, se Jesus não houvesse ressuscitado.  Quanto a nós, não venceríamos as nossas dúvidas, se o corpo de Jesus continuasse no túmulo, ou tivesse sido roubado.

3. Mudou o rumo da vida dos discípulos. Entre a morte e a primeira aparição de Cristo, ressuscitado, muitos pensamentos negativos e pessimistas dominaram as mentes dos discípulos, que já se afastavam de Jerusalém, ao parecer-lhes terem abraçado uma causa perdida. Dois deles iam para Emáus, provavelmente ao retomo de suas atividades comuns. No entanto, ao ouvirem as palavras de Cristo, ressuscitado, mudaram de idéia (Lc 24.31-35).

a. Tiveram seus olhos abertos, para reconhecerem a Jesus (v.31);

b. Seus corações, frios e insensíveis, tornaram-se ardentes (v.32);

c. Ao invés de permanecerem em Emáus, voltaram a Jerusalém, para testemunharem da ressurreição de Cristo aos discípulos e ao mundo, posteriormente. A certeza da ressurreição de Cristo nos anima a cumprir a nossa missão de testemunhar esta verdade.

EFEITOS REDENTIVOS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO

Os efeitos da ressurreição de Cristo são experimentados e vividos por aqueles que nele crêem como Salvador pessoal.

1. Separa o pecador dos seus pecados (At 3.26). Em Jesus cumpriu-se o predito pelo salmista: “Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões” (Sl 103.11,12).Leia Miquéias 7.18,19.

2. Constrange-nos a pensar nas coisas lá do alto (Cl 3.1). Pensar nas coisas do Céu é um eficiente método de comunicar-se com Deus. Em nós estão os meios de contato com o Senhor ou com o Diabo. com o Céu ou com inferno. Porque cremos em Cristo, que ressuscitou e está à direita do Pai, onde intercede por nós, torna-se possível ocuparmos o nosso pensamento em “tudo o que é verdade, tudo o que é respeitável, tudo o que justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável” (Fp 4.8); porque a nossa vida está escondida com Cristo, em Deus (Cl 3.3).

3. Cristo, ressuscitado, tornou- se as primícias dos que dormem (1Co 15.20). O termo primícias tem relação com a ordem dos grupos que compõem a primeira ressurreição. Paulo explica isto ao escrever: “Cristo, as primícias; depois os que são de Cristo, na sua vida (1Co 15.23).

4. A ressurreição de Cristo e a vida nova. Como efeito da ressurreição de Cristo, ressuscitamos espiritualmente para uma vida nova (Rm 6.5-1 1). Portanto, a ressurreição de nosso Senhor não significa que o Jesus humano tornou-se apenas um personagem da história passada, e, sim, que existe, como sua conseqüência, a extensão da palavra e da obra de Jesus em nossas vidas atualmente.

5. A ressurreição de Cristo é a garantia da nossa justificação. “Aquele que foi entregue por nossos pecados, ressuscitou para a nossa justificação” (Rm 4.25).

6. A ressurreição de Cristo é a certeza da nossa também. Como efeito da ressurreição de Cristo, ressuscitaremos em corpos incorruptíveis e imortais (1Co 15.50-53). Se- temos semelhantes a Ele (1Jo 3.2), Nos céus, em corpo idêntico ao de sua glória (Fp 3.20,21).

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO, VERDADE CENTRAL DO EVANGELHO

Paulo escreve que “Cristo morreu... foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Co 15.3,4). A importância da ressurreição de Cristo, para os que crêem, é revelada nisto:

1. Prova que Ele é o Filho de Deus. Jesus disse: “O Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir... Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la” (Jo 10.17,18). Paulo, por sua vez, afirma que Jesus foi designado Filho de Deus, pela ressurreição dos mortos (Rm 1.4).

2. A ressurreição de Cristo é a garantia de sua morte redentiva. Está escrito: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1Co 15.17). Amém

O Sepulcro Vazio (Lucas 24:1-12)

Lucas 24 consiste numa série de aparecimentos de Jesus, após sua ressurreição a vários seguidores seus, culminando com sua ascensão (v. 51). Diferentemente da narrativa da paixão, em que de certo modo se consegue algum acordo, as narrativas da ressurreição nos evangelhos divergem muito. Os evangelhos aproximam-se bastante ao narrar a descoberta do túmulo vazio (Lucas 24:1-12). A razão disso é que se trata de parte da narrativa preservada por Marcos (16:1-8).

Visto que Marcos interrompe um tanto abruptamente a narrativa das mulheres diante do túmulo, que nada falam, os demais evangelistas não têm um guia comum; é por isso que divergem. (A divergência entre Mateus e Lucas em suas narrativas sobre a infância de Jesus é um caso análogo.) Diferentemente do relato da prisão, julgamento e crucificação de Jesus, em que razões de ordem apologética tornaram necessário que se desse um relato mais minucioso e cronológico para explicar por que Jesus, o Messias, foi rejeitado e condenado à morte pelo seu próprio povo, não existe nenhuma necessidade de tal apologia no caso das narrativas da ressurreição.

Essas revelam as distintas ênfases dadas pelos evangelistas (v. Grani R. Osborne, The Resurrection Narratives: A Redactional Study [As Narrativas da Ressurreição: Um Estudo Textual], Grand Rapids: Baker, 1984). Tudo dc que se precisa é um ou dois relatos convincentes dos aparecimentos de Jesus. Os evangelistas Mateus, Lucas e João 1 rncccm esses relatos (um escriba mais tarde acrescentaria um relato semelhante ao final do texto de Marcos, i.c., Marcos 16:9-20).

E possível que o relato de Lucas seja o mais eloqüente de todos, consistindo dos quatro componentes seguintes: (1) a descoberta deque o túmulo está vazio (vv. 1- 12); (2) a ida a Emaús (vv. 13-35); (3) o aparecimento aos discípulos (vv. 36-43) e (4) a despedida e ascensão (vv. 44-53). Nessa seção trataremos das mulheres diante do túmulo vazio.

24:1-12 /Os principais pontos de divergência entre os relatos de Marcos e Lucas giram em torno do aparecimento de dois homens (24:4), em vez de “um jovem” em Marcos (Marcos 16:5), a referência de Lucas às predições anteriores de Jesus sobre a paixão (Lucas 24:7) e a inspeção que Pedro fez na sepultura (24:12).

Tendo preparado “especiarias e ungüentos” e descansado no sábado “conforme o mandamento” (23:56), no primeiro dia da semana, bem cedo, elas [as mulheres] foram ao sepulcro [era domingo]. Encontram o túmulo aberto e vazio; o corpo do Senhor Jesus não estava ali. Estando elas perplexas a esse respeito, de repente pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes. Lucas gosta de falar de “dois” em vez de “um”; provavelmente se deve de novo à sua preocupação quanto a ter duas testemunhas da ressurreição.

Essa idéia de haver duas testemunhas prossegue por todo o capítulo 24 de Lucas (dois homens no caminho de Emaús, dois aparecimentos do Senhor ressurreto, duas vezes o apelo ao testemunho das Escrituras). Os dois homens, cujas vestes brilham (cf. 9:29), sem dúvida alguma devem ser entendidos como anjos (como se declara em Mateus 28:2,5 e depois em Lucas 24:23). Eles anunciam às mulheres que Jesus ressuscitou e fazem que elas se lembrem do que o próprio Jesus havia predito, a saber, sua crucificação seguida da ressurreição (v. 9:22), A profecia do Senhor acaba de cumprir-se.

As mulheres se lembraram das suas palavras e, assim, voltaram do sepulcro e anunciaram todas estas coisas aos onze e aos outros. Lucas identifica essas mulheres: Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago (v. a nota abaixo). Essas e as outras que com elas estavam relataram o que haviam descoberto aos apóstolos. No entanto, a reação dos apóstolos é a incredulidade. O relato delas não foi aceito: tais palavras lhes pareciam como um delírio. Pedro, porém, tendo sua curiosidade aguçada, levantando-se, correu ao sepulcro. Ao examinar o interior do túmulo, viu só os lençóis de linho, os panos de enterro que ali estavam (cf. João 20:3-6).

Nem mesmo a visão desses fatos produziu alguma fé. Pedro ficou maravilhado com esse enigma, e retirou- separa casa (cf. João 20:10).

Ao narrar sua história dessa maneira, Lucas, o evangelista, colocou seus leitores à frente dos próprios apóstolos. Os leitores ficam sabendo que Jesus ressuscitou, mas os apóstolos ainda não sabem. Serão necessárias “muitas e infalíveis provas” (Atos 1:3) para que os apóstolos sejam persuadidos. Lucas apresentará algumas dessas provas nos parágrafos restantes do capítulo 24.

Notas Adicionais

24:1 / elas foram ao sepulcro: Lucas omite o relato de Marcos sobre as mulheres que tentavam imaginar quem lhes removeria a pedra do túmulo. É possível que Lucas sentisse urna dificuldade aqui, mas, uma vez que a pedra estaria removida (v. 2), ele preferiu abreviar seu relato.

24:2 / acharam a pedra removida do sepulcro: Um túmulo escavado na rocha era selado por uma pedra em formato de roda, que podia ser rolada numa espécie de trilho cavado em baixo relevo, no chão, para que se pudesse abrir o túmulo.

24:4 / dois homens, com vestes resplandecentes: Lucas apela a uma linguagem semelhante à de Lucas 9:30,31, pelo que Leaney (p. 71) acredita que Lucas crê serem os dois homens Moisés e Elias. Talvez. Mas aos dois se dá a designação específica de “anjos” (ou “mensageiros”) no v. 23. De acordo como apócrifo Evangelho de Pedro (v. 9:35—l0:42), dois homens descem dos céu se ajudam a Jesus ressurreto a sair do túmulo.

24:6 / ressurgiu: Lucas quer dizer que Jesus ressuscitou mediante o poder de Deus (v. Atos 3:15; 4:10) e não pelo seu próprio poder. Essa ressurreição, como haveremos de ver, deve ser entendida em termos físicos. Não foi um fantasma que ressurgiu. De outra forma, por que estaria vazio o túmulo?

A respeito de Galiléia, v. a nota sobre 17:11, acima.

24:7 / Filho do homem: V. a nota sobre 5:24, acima. Quanto à alusão à predição do sofrimento de Cristo, v. o comentário e a nota sobre 9:22, acima.

24:9/os onze: Embora Lucas não se refira à morte de Judas senão em Atos 1:16-19, o evangelista com toda a clareza menciona o número de apóstolos depois da saída dc Judas Iscariotes. De acordo com Mateus 27:3-10, Judas cometeu suicídio antes da ressurreição de Jesus. A cronologia da versão de Lucas é vaga. Além do mais, o modo de Judas morrer, de acordo com Atos, não se harmoniza facilmente com o relato de Mateus.

24:10 / Maria Madalena: V. a nota sobre 8:2, acima.

Joana: V. a nota sobre 8:3, acima.

Maria, a mãe de Tiago: Lit., “Maria, a de Tiago”. Ela poderia ter sido a esposa, a mãe ou até mesmo a irmã de Tiago. Prefere-se dizer “mãe”, visto ser talvez a mesma Maria mencionada cru Marcos 15:40, em que se menciona uma tal “Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José”, que está com Maria Madalena. Embora não tenha sido mencionada antes, talvez seja uma das mulheres que haviam seguido a Jesus desde a Galiléia (8:2,3; 23:49,55).

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus  
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS                      

BIBLIOGRAFIA

Comentário Bíblico Contemporâneo Edição Contemporânea de Almeida
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lições bíblicas CPAD 1994


A RESSURREIÇÃO DE JESUS

Texto Áureo = “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.” 1 Co15.20

Verdade Prática = Cristo ressurreto é c glória da Igreja, a prova da vitória total do Cristianismo e o regozijo constante de cada salvo.

LEITURA BIBLICA = Marcos 16: 1-16

INTRODUÇÃO

O milagre da ressurreição de Jesus é o âmago da fé cristã e da sua mensagem à humanidade. Sem ela a fé não teria valor. “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a nossa fé” (1Co 15.14). A morte de Cristo na cruz parecia ser o fim de tudo. Seus parentes pensaram assim; seus discípulos julgaram a mesma coisa, e seus inimigos, muito mais. Outras religiões reverenciam os restos mortais de seus fundadores, mas o Cristianismo tem um Cristo vivo! Em Medina, na Arábia, tudo o que resta de Maomé é um resto de pó; na Índia, cultuam um dente de Buda etc. A morte tragou cada fundador de religião, mas com Jesus foi diferente! O Cristianismo não tem relíquias de Jesus. porque Ele ressuscitou, vencendo a morte e reinando à destra da Majestade divina nas alturas.

BUSCANDO A VIDA ENTRE A MORTE (Mc 16.1-3)

A sepultura de Jesus vazia é a glória do Cristianismo. Se Ele não ressurgiu, a nossa fé é vã; mas Ele ressurgiu, aparecendo vivo aos seus. Agora, pela fé O contemplamos à destra da Majestade nas alturas, onde Ele está coroado de honra e glória. A nossa certeza e gozo procedem de um Salvador poderoso, cujas últimas palavras na terra foram “Estou convosco para todo sempre”.

1. Dia e hora da ressurreição (Mc 16.1,2). Havia passado o sábado judaico que findava ao por do sol(v.1; Lv 23.32). “Muito cedo, no primeiro dia da semana” (v.2). Nisto vemos uma demonstração de amor dessas mulheres por seu Salvador. O verdadeiro amor não perde tempo e anseia estar com o Senhor. Que diremos daqueles que sempre se atraem no que diz respeito a Deus, sua casa, seu culto, sua obra e sua Palavra? O próprio Jesus costumava levantar-se cedo para executar a obra que veio consumar (Mc 1.35; Lc 21.38; J0 8.2). A Bíblia registra o fato de muitos homens de Deus se levantarem cedo para buscar o Senhor, como Abraão (Gn 19.27); Davi (Sl 5.3); os apóstolos (At 5.21), etc.

Foi nessa hora, muito cedo, que as mulheres foram ao túmulo para embalsamar o corpo de Jesus (v.1).

2. O obstáculo inexistente (Mc 16.3). “Quem nos removerá a pedra da entrada do sepulcro?” Aqui temos uma preocupação diante de um problema já resolvido. Muitas vezes nos preocupamos com uma dificuldade, quando esta já foi solucionada por nosso Pai Celestial. Essas mulheres na manhã da ressurreição, apesar do problema que martelava suas mentes avançaram para o alvo. E isso que devemos fazer quando as lutas atingirem nossa mente e coração. As vezes o problema não é de frieza na fé, mas de preocupação mental, que termina bloqueando a fé “que é por amor” em nossos corações (Ef 6.23).

II. A SURPREENDENTE DESCOBERTA (Mc 16.4,5)

Esta foi a maior descoberta de todos os tempos: o túmulo de Jesus vazio! durante os dias em que Jesus esteve sepultado, seus discípulos também estiveram sepultados na tristeza, na dúvida, no sentimento de derrota, e na incredulidade. Tudo isso e muito mais continuaria a escravizar a humanidade se Jesus não tivesse ressuscitado.

1. O túmulo vazio (Mc 16.4). Um anjo veio do céu e removeu a pedra do sepulcro de Jesus. O anjo, além de remover a pedra, sentou-se sobre ela, falando assim do domínio completo da situação (Mt 28.2). Quando o anjo removeu a pedra, Jesus já tinha saído do túmulo. Ele, que criou as altaneiras montanhas, não ficaria retido por uma simples pedra.

A GLORIOSA BOA NOVA (Mc 16.6-8)

“Não vos atemorizeis buscais a ,Jesus o Nazareno que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui” (v.6). O que o anjo estava a dizer às mulheres era que elas estavam buscando a Jesus no lugar errado. Ainda hoje milhões, que por ignorância, por falso ensino, e por incredulidade pensam encontrar o Salvador exatamente onde Ele não está.

1. Um pouco de retrospecto. A morte passou a existir a partir do pecado. que teve origem com o Diabo, A morte é o salário do pecado (Rm 512) ,Jesus com sua morte e ressurreição derrotou o Diabo, o primeiro inimigo, e também derrotou o ultimo a morte.

2. A mensagem do anjo. “Não vos atemorizeis’ (Mc 16.6). Pela mensagem do anjo, conforme vemos nos vv. 6 e 7, as mulheres viram que ele sabia tudo sobre Jesus e seus discípulos. ,Jesus sabia o que se passava nos corações dos discípulos, e por meio de um anjo, agora os confortava. Quando Ele nasceu, um ono acalmou os pastores, anunciando-lhes que nascera o Salvador:gora um anjo acalma as mulheres, assegurando-lhes que o Senhor ressuscitara.

3. A mensagem a Pedro (Mc 16.7). “Dizei a seus discípulos, e a Pedro, que...’ Pedro havia negado oMestre. Na paixão de Cristo um o traiu (Judas, Mt 27.3); um fugiu (anônimo, Mc 14.51,52); um negou (Pedro Mt 26.70; um ficou (João, Jo 19.26). Pedro além de negar a Jesus também dormiu quando devia vigiar (Mt 26.40); e sentou-se entre os inimigos de Jesus (Jo 1818). Após a ressurreição de Jesus, Pedro ainda falhou, como vemos em J0 21. Ele e outros discípulos, quando deviam pescar almas para o reino de Deus. voltaram à sua antiga profissão de pescadores de peixes, sem nem sequer consultarem ao Senhor! Nós não somos melhores do que Pedro. Quantas falhas, fraquezas e pecados cometemos, e Ele sempre nos recebe como “filhos” (Jo 21.4).

4. A atitude das mulheres (Mc 16:8)

a. Saíram do sepulcro. Devemos fugir da morte e correr para a vida. Ler Cl 3.1; Fp 3.13,14. Nossa mensagem é a da vida vitoriosa com Cristo ressurreto. Nada temos com a morte e sim com a vida em Jesus.

b. Tiveram temor e assombro. Diante do celestial, o que é humano se curva. Os anjos são seres celestiais e poderosos, que habitam junto ao trono de Deus, de onde recebem ordens, mas sua esfera de ação envolve a terra e seus habitantes, Certamente naquela manhã milhões de anjos esvoaçavam ali para saudarem. o seu Senhor. “E todos os anjos de Deus o adorem” (Hb 1.6), O pasme das mulheres não vinha apenas da visão e das palavras do anjo, mas do ambiente saturado do sobrenatural,

O SENHOR RESSURRETO (Mc 16.9-18)

Jesus ressuscitou no mesmo local onde morreu e foi sepultado: num jardim no Gólgota (Jo 19.41 42), traduzido Calvário em Lc23,33. Gólgota é termo grego derivado do aramaico e significa crânio Mt 27:33; Mc 15 22;  Jo 19:17. Calvário è derivado do latim, significando crânio portanto. equivalente Golgota. Após ressuscitar, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena (Mc 16.9; J0 20.14), e logo depois às demais mulheres que tinham ido ao sepulcro naquela manhã da ressurreição. Nessa ocasião, não somente o anjo, mas também o próprio Jesus ordenou que elas levassem aos discípulos as boas-novas da sua ressurreição (Mt 28.7,10).
As mulheres se tornaram mensageiras dos discípulos - uma recompensa por seu amor, sua fidelidade, seu serviço constante e amoroso (Mc 15.40,41; Lc 8.2,3; 23.49), sua caminhada até à cruz (Lc 23. 27,28), sua permanência ali (Mt 27.55,56; Lc.23.49; Jo 19.25), e junto à sepultura (Mt 27.61; Mc 15.47; Lc 23.55).

1. A ordem urgente. Mateus acrescenta que a mensagem entregue as mulheres era urgente. “Ide depressa, e dizei a seus discípulos” (Mt 28.7).

A mensagem dizia que Jesus ia adiante deles para encontrá-los na Galiléia, como Ele já havia profetizado antes de morrer (Mt26.32).

2. O encontro com Maria Madalena (Mc 16.9). Ela foi a primeira testemunha da ressurreição de Cristo. Antes de conhecer Jesus ela fora escrava de Satanás. Duas vezes está dito que ela tivera sete demônios. Que estado terrível não era o seu, mas foi salva e liberta por Jesus. Sua devoção a Cristo é notável, inclusive nas últimas horas da paixão de Cristo. Ela ao chegar ao sepulcro e ver a pedra removida, correu à cidade para notificar os discípulos.

Voltou ao túmulo e aí permaneceu chorando por não encontrar logo o seu Senhor. Logo a seguir Jesus a encontrou ali mesmo.

3. A ordem de evangelização mundial (Mc 16.15-18). Há dois “Ides” ligados à ressurreição de Jesus. O “ide” dos anjos, que tem haver com os salvos. “Ide, dizei a seus discípulos” (Mc 16.7). Foi transmitido pelo anjo e confirmado por Jesus (Mt 28.10). Isto nos ensina que os anjos têm um ministério a favor dos santos, como já mostramos noutra parte desta lição. O segundo “ide” é o de Jesus. “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura” (Mc 16.15).

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus    
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

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