domingo, 23 de agosto de 2015

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Presença marcante do Eterno !neste culto!

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Sossegai HC 578 - Coral de Casa Amarela - 55º EBO - 2011

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Aprovados por Deus em Cristo Jesus

Lição 8:
Data: 23 de Agosto de 2015

TEXTO ÁUREO
 “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15).
 VERDADE PRÁTICA
 O obreiro aprovado por Deus tem as marcas do Senhor Jesus Cristo.
 LEITURA DIÁRIA
 Segunda — Tt 3.9-11
Paulo ensina como tratar o homem herege
 Terça — Mt 5.13
O discípulo de Jesus é “sal da terra” e “luz do mundo”
 Quarta — 1Tm 3.2
O obreiro deve ter uma conduta irrepreensível
 Quinta — Sl 119.63
Companheiro dos que guardam os preceitos de Deus
 Sexta — 1Tm 6.11
De que o obreiro do Senhor deve fugir
 Sábado — Mt 13.36-43
A explicação da parábola do “trigo” e “joio”

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Timóteo 2.1-18.

1 — Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.
2 — E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.
3 — Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo.
4 — Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.
5 — E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.
6 — O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos.
7 — Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo.
8 — Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo o meu evangelho;
9 — pelo que sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa.
10 — Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna.
11 — Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos;
12 — se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará;
13 — se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo.
14 — Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes.
15 — Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
16 — Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade.
17 — E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto;
18 — os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns.

HINOS SUGERIDOS

75, 151 e 432 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Contrastar o obreiro aprovado e o “vaso de honra” com os falsos mestres.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Apresentar a pureza e a humildade do obreiro aprovado por Deus.
II. Explicar as expressões “vaso de honra” e “vaso de desonra”.
III. Propor uma postura ministerial equilibrada.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Caro professor, nesta lição estudaremos o capítulo 2 da segunda Epístola de Timóteo.
É importante que você faça uma apresentação panorâmica do capítulo dois à luz de todo o conteúdo da epístola de Timóteo. Lembre-se de que o objetivo desse trimestre é expor o texto bíblico das cartas pastorais. De modo que o conteúdo geral das três epístolas deve ser estudado com o auxílio de uma boa Introdução ao Novo Testamento e um bom Comentário Bíblico do Novo Testamento.
Uma informação importante para preparação do seu plano de aula é a informação de que no capítulo 2, dos versículos 1 a 18, o apóstolo Paulo faz dois contrastes: obreiro aprovado x falsos mestres; vaso de honra x vaso de desonra. Estes dois encontros de personalidade, na igreja local, permeariam o relacionamento dos crentes, de modo que o objetivo do apóstolo é orientá-los em como se portarem diante de tal realidade.

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje estudaremos alguns temas importantes que são relatados no segundo capítulo da Segunda Carta de Paulo a Timóteo. Paulo fala, além do que vimos na Leitura Bíblica em Classe, a respeito do obreiro aprovado e dos vasos de honra na Casa do Senhor (2Tm 2.19-21). Ele faz um contraste com os falsos mestres que tanto prejudicavam a obra do Senhor em Éfeso.
Que sejamos sempre vasos de honra, servindo ao Senhor com amor e zelo, a fim de que muitas vidas sejam ganhas para o seu Reino e que sua Igreja seja edificada.

 PONTO CENTRAL

O obreiro aprovado por Deus é equilibrado, vivendo em pureza e humildade diante do Senhor e diante dos homens.

I. OBREIROS APROVADOS POR DEUS

1. Pregam e ensinam sem engano. Paulo nunca usou de engano em suas pregações, diferente de alguns falsos mestres de sua época que pregavam e ensinavam com argumentos falsos e logro. É preciso ter muito cuidado com os “lobos” vestidos de ovelhas, que andam a enganar os crentes incautos, sob a capa de “muito espirituais”. Paulo exortava a igreja através da mensagem do evangelho, mostrando-lhes as verdades desconhecidas. Para os novos crentes ele tornou conhecido o “mistério de Deus” — Cristo (Cl 2.2). Paulo era um líder zeloso que levava a mensagem de modo claro, obedecendo à revelação que recebera do Senhor. Aliás, era esse também o cuidado dos demais apóstolos (1Jo 4.6; 2Pe 1.16).
2. Pregam com pureza. Paulo pregava por amor a Cristo. Jesus era o seu alvo. Atualmente, há muitos falsos obreiros que só visam lucro e bens financeiros. Estes se aproveitam da fé dos fiéis para obter ganhos. Na primeira carta a Timóteo, Paulo coloca como um dos requisitos para aqueles que almejam o ministério pastoral, não ser “cobiçoso de torpe ganância” (1Tm 3.3). Pedro também exortou que o obreiro deve apascentar o rebanho do Senhor “tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância” (1Pe 5.2). O obreiro aprovado não visa lucro material, pois sabe que a sua recompensa vem do Senhor.
3. Não buscam a glória de homens. “E, não buscamos glória dos homens [...]” (1Ts 2.6). Quando Paulo estava com os tessalonicenses, ele afirmou que não buscou o elogio deles. Infelizmente muitos buscam glória para si. Estes são movidos a elogios e bajulações. Isso é um perigo para o ministério pastoral e para qualquer servo ou serva de Deus. Tem pregadores e mestres que não aceitam convite para falar para um pequeno auditório. Só se sentem bem se estiverem diante de grandes plateias, pois querem ser vistos pelos homens e não abençoar as pessoas. O obreiro aprovado pelo Senhor busca apontar tão somente o Senhor, e não ele mesmo.

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

O obreiro aprovado por Deus prega e ensina sem engano, com pureza e humildemente, buscando sempre a glória de Deus.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, após fazer uma ou duas leituras desse primeiro tópico (refiro-me a leitura pessoal de estudo da lição, não em classe), medite na seguinte reflexão acerca da pregação, a fim de internalizar mais a ideia do que representa um arauto do Rei, o pregador do Evangelho: “São inúmeros os requisitos exigidos de um bom mensageiro de Jesus Cristo, uma vez que desempenha o papel de arauto do Rei. Por outro lado, para que lhe demos tão alto qualificativo (de bom pregador), precisa ele preencher certas exigências indispensáveis. Entre outras, que possua grande piedade, e seja homem de oração, portador de dons naturais, cultura — geral e específica — e habilidades, especialmente na Palavra de Deus; que ame ao Senhor e às almas; que tenha vida espiritual plena, pois o batismo no Espírito Santo é ponto de partida e imprescindível.
Íntima comunhão com Deus. Um ardente amor ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo manterá o pregador ligado com o Céu e ‘as coisas que são de cima’ (Cl 3.1). Só assim conseguirá levar uma vida de oração, consagração e fé, procedimentos indispensáveis a um homem de Deus. Haja em seu interior a chama divinal, grande amor pelas almas e profundo desejo de conhecer cada vez melhor a Palavra de Deus, que é a mensagem a ser pregada para alimentar tanto a sua alma quanto a de seus ouvintes (1Tm 4.16). Se o desejo de Deus é a salvação das almas também deve ser esta a vontade do pregador, seu mensageiro. Como depositário do conhecimento da Palavra e intérprete do divino querer, deve esforçar-se para desincumbir-se fielmente de tão sublime missão. Para isto, naturalmente, precisa ser cheio do Espírito Santo. Com dom inefável, sua palavra será cheia de graça e poder, capaz de apontar a todo viajor o caminho da vida — Jesus Cristo” (DANTAS, Anísio Batista. Como Preparar Sermões: Dominando a arte de expor a Palavra de Deus. 22ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.23).

II. DOIS TIPOS DE VASOS (2.20,21)

1. Vasos de honra (2.20). Paulo estava preocupado com a situação confusa que prevalecia na igreja em Éfeso. Ele então usa a analogia dos vasos para mostrar que na igreja existem pessoas sinceras e obedientes aos ensinos de Cristo (vasos de honra). Estes adornavam e adornam a Casa de Deus, com sua santidade e pureza. Deus deseja usar este tipo de vaso, limpo e sem contaminação. Tem você sido um vaso de honra na Casa do Senhor? O crente deve ter uma vida irrepreensível. Isso só é possível na vida do crente através do poder redentor, libertador e purificador do sangue de Jesus mediante a fé.
2. Vaso de desonra. Quem são estes? Paulo estava se referindo aos falsos mestres, Himeneu e Fileto (2.17). Himeneu também foi mencionado em 1 Timóteo 1.20. Podemos igualmente afirmar que são os crentes infiéis, que causam problemas e escândalos na Casa do Senhor. Os vasos de honra são “o trigo” e os “vasos para desonra” são o “joio” a que se referiu Jesus (Mt 13.24-30).

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Na igreja local, há dois tipos de vaso, de honra e desonra.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A próxima analogia de Paulo diz respeito à variedade de artigos em uma próspera casa antiga. Existem artigos caros, como os vasos ‘de ouro e de prata’; mas existem também aqueles que são baratos, como os vasos “de madeira e de barro”. Alguns servem ‘para honra’, para propósitos nobres, como por exemplo, para serem admirados pelos convidados durante os banquetes; alguns servem ‘para desonra’, a propósitos humildes, comuns, como conter o lixo que será eliminado. A metáfora era comum na antiguidade, tanto no Antigo (Jr 18.1-11) como no Novo Testamento (Rm 9.19-24), mas a aplicação do apóstolo neste contexto é nova.
A expressão ‘De sorte que’, no início do verso 21, liga a aplicação desta analogia ao verso 19, que diz que ‘qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade’, ‘Se alguém se purificar destas coisas’ — do reino do ignóbil, ou seja, do falso ensino — essa pessoa ‘será [um] vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra’. Somente o vaso ‘santificado e idôneo’, nobre e honorável é que possui o mais elevado valor. O que importa não é o valor dos vasos ou do material de que são feitos, mas o conteúdo de cada um. Então, a fim de se enquadrar nesse perfil, cada um deve ser ‘santificado’, isto é, separado para os propósitos sagrados, afastando-se dos ensinos e da prática do mal” (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 1ª Edição. R: CPAD, 2004, p.1495).

III. REJEITANDO AS DISSENSÕES E QUESTÕES LOUCAS

1. Rejeitando “questões loucas”. O que eram as “questões loucas”? Eram as questões levantadas pelos falsos mestres, que traziam confusão e não edificavam ninguém (1Tm 1.3,6,7). O obreiro deve rejeitar questionamentos que não edificam (2Tm 2.23). Atualmente, muitos estão levantando indagações que em nada vai edificar a fé dos irmãos. Outros, ainda estão cometendo o terrível pecado de adicionar, subtrair e modificar partes das Escrituras. A Palavra de Deus é completa e infalível e não precisa de quaisquer acréscimos ou revisões em seu conteúdo e mensagem.
Há, em nossos dias, diversas “novas teologias” que precisam ser combatidas pela liderança, pois agridem diretamente a mensagem bíblica.
2. Não entrando em contenda. “E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor” (2Tm 2.24). Paulo exorta a Timóteo a fim de que ele não contendesse com os falsos mestres, pois brigas e discussões são obras da carne e envergonham a Igreja do Senhor. Uma pessoa espiritualmente cega não pode ser convencida de seus erros pela força. Pregamos e ensinamos, mas só o Espírito Santo podem convencê-las dos seus erros.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

A natureza dos demônios declara que eles são seres criados, limitados, espirituais, malignos e imundos.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Caro professor, o princípio destacado neste tópico é importante para fazermos uma autocrítica em nossa jornada no magistério cristão. Quantas vezes perdemos tempo com temas sem importância, por exemplo, coisas como “o tamanho da arca de Noé”, “o cumprimento da roupa do sacerdote”, etc.? E muitas vezes não nos apropriamos do princípio da Palavra. Um exemplo clássico são as parábolas de Jesus. Quando deveríamos, por exemplo, na parábola do filho pródigo, focar o princípio do reconhecimento da miséria humana e de seu pecado e de um verdadeiro arrependimento, gastamos tempo no comportamento do irmão mais velho, da postura do pai, etc. Por isso, é importante estudarmos bem qualquer passagem bíblica a fim de termos o pleno domínio sobre o que é essencial ensinarmos e o que são informações secundárias.

CONCLUSÃO

Na administração das igrejas, por vezes, surgem conflitos de ordem espiritual e doutrinária. Por isso, os líderes precisam de preparo bíblico e teológico. Como obreiros aprovados devem conduzir o rebanho do Senhor. Seja você um vaso de honra na Casa de Deus.

PARA REFLETIR

A respeito das Cartas Pastorais:

Segundo a lição, quais as duas características do obreiro aprovado?
Obreiros que ensinam sem engano e com pureza.

O que motivava Paulo a pregar o Evangelho?
A motivação do apóstolo Paulo era pregar o Evangelho por amor dos santos (2Tm 2.9).

Qual era o alvo de Paulo?
Jesus Cristo (Fp 3.13-14).

De acordo com a lição, o que visam os falsos obreiros?
Enganar os incautos com argumentos falsos e logro.

Quais os dois tipos de vasos citados por Paulo?
Vaso para honra e para desonra.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Aprovados por Deus em Cristo

Caro professor, a Escola Dominical é uma grande parceira do Evangelho na formação do caráter de cada crente que a frequenta. Além de preparar pessoas para seguirem Jesus, a Escola Dominical prepara oficiais, pessoas que vão ministrar à igreja local. Por isso, prezado professor, tenha a clareza que os alunos a quem você ministra poderão tornar-se pastores, missionários, principalmente, pregadores da Palavra, segundo a vocação que eles forem chamados.
Atualmente, é notório que a Igreja Evangélica Brasileira vive uma crise nos púlpitos. As mensagens neles expostas, na sua maioria, são antropocêntricas, de auto-ajuda, barganhistas, apresentando um Deus que “comercializa” bênção com os homens, sem compromisso com a Bíblia, isto é, lê-se o texto bíblico sem o compromisso de explicá-lo corretamente e fazer a sua devida aplicação. Por isso, nesta lição é importante você destacar a característica de uma boa pregação. Além do compromisso pessoal do pregador, há uma necessidade de formarmos na mente e no coração dos nossos jovens e adolescentes a cultura da boa pregação. Ainda que eles não sejam chamados por Deus a serem os seus arautos, formaremos ouvintes que saibam distinguir o bom do ruim, o cristocêntrico do antropocêntrico etc.
Basicamente, a pregação que glorifica a Deus confronta o caráter do ser humano. É uma pregação descompromissada com as barganhas e dissimulações do nosso tempo. Era a tal postura que Paulo se referia quando disse: “instruindo com mansidão os que resistem, a ver se, porventura, Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade” (2Tm 2.25).
Ler o texto, “explicar” o texto e “aplicar” o texto é o trabalho objetivo de todo arauto de Deus. Mas para isso, exige-se dele uma profunda disciplina pessoal para o estudo. Estude a pregação e a tradição dos puritanos (você pode encontrar um rico material na internet) , mergulhe no mundo da Bíblia e na cultura do seu tempo e cultive uma vida de oração e devoção a Deus. Assim começa nascer o arauto do Senhor.
As pessoas andam aflitas esperando algo da parte de Deus para cultivar uma vida cristã autêntica. A pregação da Palavra ainda é o meio pelo qual o Altíssimo fala, orienta e conduz seu povo. Por isso, no segundo capítulo de 2 Timóteo, o apóstolo Paulo condenou os obreiros que perdem o seu tempo com aquilo que é “comezinho”, que traz somente confusão e contenda e em nada edifica ou constrói, pelo contrário, “a palavra desses roerá como gangrena”.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015


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EXAMINAIS AS ESCRITURAS,POQUE VÓS CUIDAIS TER NELAS A VIDA ETERNA,
E SÃO ELAS QUE DE MIM TESTIFICAM.
JOÃO 5:39

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A EXPERIÊNCIA PENTECOSTAL DE GUNNAR VINGREN
Gunnar Vingren, pioneiro da obra pentecostal no Brasil, foi para Chicago em 1904, a fim de estudar quatro anos de teologia no seminário sueco. Em maio de 1909, foi diplomado e, no mês seguinte, assumiu o pastorado da 1ª Igreja Batista em Menominee, Michigam. No verão desse mesmo ano, Deus o encheu de uma grande sede de receber o batismo com o Espírito Santo e com fogo. Em novembro de 1909, Vingren dirigiu-se até Chicago a fim de participar de uma conferência realizada pela Igreja Batista Sueca. Foi com o firme propósito de buscar o batismo com o Espírito Santo. Depois de cinco dias buscando o Senhor, Jesus o batizou com o Espírito Santo e com fogo, falando em novas línguas conforme está escrito em Atos 2. Assim se expressou Vingren em seu diário: ‘É impossível descrever a alegria que encheu meu coração. Eternamente o louvarei, pois Ele me batizou com o seu Espírito Santo e com fogo’. Depois que recebeu o batismo com o Espírito Santo na conferência em Chicago, retornou para a Igreja da qual era pastor em Menominee, Michigan. Vingren começou a ensinar a verdade pentecostal de que Jesus batiza com o Espírito Santo e com fogo. Alguns creram, outros duvidaram, mas alguns não desejaram aceitar a mensagem. O grupo que recusou a pregação, obrigou o jovem pastor a deixar a congregação. Deixando-a, Gunnar dirigiu-se a igreja em South Bend, Indiana. Nessa Igreja, todos receberam a verdade e creram nela. Na primeira semana Jesus batizou dez pessoas com o Espírito Santo e com fogo, e naquele verão, vinte. Assim, afirma Vingren: ‘Deus transformou a igreja batista de South Bend em uma igreja pentecostal’.

A EXPERIÊNCIA PENTECOSTAL DE DANIEL BERG
Daniel Berg, outro pioneiro da obra pentecostal no Brasil, nasceu no dia 19 de abril de 1884, na cidade de Vargon, na Suécia. Em 1889, converteu-se na Igreja Batista sueca e foi batizado nas águas. Em 25 de março de 1902, Berg desembarcou em Boston a procura de novas oportunidades de emprego. Quando estava em Boston, soube que um de seus amigos de infancia, L. Pethrus, recebera o batismo com o Espírito Santo e com fogo. A convite de sua mãe, Berg viajou até a Suécia para encontrar-se com Pethrus. Depois do encontro, ao regressar aos Estados Unidos, em 1909, Daniel Berg orou insistentemente a Deus pedindo o batismo com o Espírito Santo. Antes de chegar ao seu destino, Deus ouviu a oração batizando-o com o Espírito Santo. Nesse mesmo ano, encontrou-se com Gunnar Vingren. Os dois conversaram muito tempo a respeito da convicção que tinham no batismo com o Espírito Santo, nas Sagradas Escrituras e na chamada missionária. Os dois missionários não tinham qualquer dúvida de que Deus os havia unido para um propósito específico. Foi assim, que após quatorze dias de viagem, no dia 19 de novembro de 1910, Daniel Berg e Gunnar Vingren aportaram em Belém, Pará. Em 1911, a irmã Celina de Albuquerque recebe o batismo com o Espírito Santo, seguida da irmã Nazaré que ao ser batizada, cantou um hino espiritual. No dia 18 de junho de 1911, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus é fundada.



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Eu sei em quem tenho crido

Lição 7:
Data: 16 de Agosto de 2015
 TEXTO ÁUREO
 “[...] porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2Tm 1.12).
 VERDADE PRÁTICA
 O crente, assim como o líder, precisa ter convicção de sua chamada e de sua condição de salvo em Jesus Cristo.
 LEITURA DIÁRIA
 Segunda — Pv 25.13
O mensageiro fiel para com os que o enviam
 Terça — At 24.14
Crendo em tudo quanto está escrito na Lei e nos Profetas
 Quarta — Jo 6.69
Crendo em Jesus Cristo, Filho de Deus
 Quinta — 1Co 4.2
Os despenseiros devem ser achados em fidelidade
 Sexta — 1Tm 1.12
Para que o nome do Senhor Jesus Cristo seja glorificado
 Sábado — Hb 10.22
Crendo com inteira certeza de fé e tendo o coração purificado

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Timóteo 1.3-8; 2.1-4.

2 Timóteo 1
3 — Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com uma consciência pura, porque sem cessar faço memória de ti nas minhas orações, noite e dia;
4 — desejando muito ver-te, lembrando-me das tuas lágrimas, para me encher de gozo;
5 — trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.
6 — Por este motivo, te lembro que despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição das minhas mãos.
7 — Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.
8 — Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes, participa das aflições do evangelho, segundo o poder de Deus,

2 Timóteo 2
1 — Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.
2 — E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.
3 — Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo.
4 — Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.

HINOS SUGERIDOS

62, 369 e 577 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Evidenciar que, uma das provas de que o líder é chamado por Deus, refere-se a sua capacidade de suportar o sofrimento por amor a Cristo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Refletir a respeito das orações e ação de graças em favor da liderança.
II. Saber que o líder e o crente necessitam ter convicções fortes em Deus.
III. Compreender que o sofrimento também faz parte da vida cristã.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado professor, a partir desta lição estaremos estudando a respeito da Segunda Epístola de Timóteo. É importante ressaltar que esta foi a última carta de Paulo. Esta epístola foi escrita em uma época em que os crentes estavam enfrentando uma forte oposição por parte do imperador Nero. Paulo estava sob a custódia do governo romano, sendo tratado como um criminoso comum e abandonado por alguns amigos (1.15). O apóstolo tinha consciência de que sua carreira estava chegando ao fim, porém diante de todas as adversidades e sofrimentos, ele não perdeu a esperança. Paulo se despede do amigo Timóteo, exortando-o a perseverar na fé cristã como um bom soldado cristão.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Com a lição de hoje estaremos dando início ao estudo da Segunda Epístola de Timóteo. Esta segunda carta foi escrita enquanto Paulo se encontrava preso. A prisão é lugar que destrói a fé e a esperança de muitos, levando-os ao desespero e à descrença. No entanto, Paulo comprova que podia estar preso fisicamente, confinado a uma cela romana, mas seu espírito e sua fé estavam perfeitamente livres para continuar servindo a Deus e que “a palavra de Deus não está presa” (2Tm 2.9). Esta foi a última vez que ele esteve na prisão, pois veio a perder nela a sua vida. Nesta epístola, ele faz um balanço de sua trajetória. Também aproveita para se despedir de Timóteo e dar suas últimas exortações e advertências.


PONTO CENTRAL

O líder precisa ter segurança de sua salvação em Jesus Cristo.


I. ORAÇÕES E AÇÃO DE GRAÇAS (1.3-5)

1. “Ao amado filho” (v.2). Paulo dá início a Segunda Carta a Timóteo chamando o jovem pastor de “amado filho”. A palavra no original é agapatos e significa “muito amado”. Paulo sabia que logo morreria, talvez por isso, tenha demonstrado, de uma forma tão intensa, sua afeição e amor por Timóteo. Isso nos mostra que o líder precisa ter afeição, amor e saber demonstrá-los por aqueles que estão ao seu lado, cooperando na obra do Senhor.
Paulo sabia das necessidades e lutas que Timóteo enfrentava como líder, por isso, orava constantemente em favor de seu amigo (v.3). Será que atualmente oramos em favor daqueles que fazem a obra de Deus? Precisamos orar sempre por todos os que estão empenhados na obra do Senhor.
2. A sensibilidade de Paulo. Paulo diz para Timóteo, que estava cumprindo sua missão em Éfeso, que desejava muito vê-lo de perto, pessoalmente (v.4). A saudade era grande! Paulo se lembrava das lágrimas de Timóteo quando da despedida deles. As lágrimas nos mostram quão profundo era o relacionamento entre eles. Hoje em dia, infelizmente, os relacionamentos parecem cada vez mais superficiais.
3. A fé de Timóteo (v.5). Timóteo era um jovem obreiro de caráter exemplar. Seu discipulado começou no lar, com o exemplo de sua avó, Loide, e de sua mãe, Eunice, ambas judias, mas convertidas ao evangelho. Seu pai era grego. Não se sabe se ele se converteu ao evangelho. Mas sua formação foi motivo de referência para Paulo. Na Segunda Carta, o apóstolo diz: “[...] trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti” (v.5). A educação familiar de Timóteo serve de exemplo para as famílias cristãs atuais.

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Paulo ora e agradece a Deus pela vida de Timóteo, seu filho na fé.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Desejando muito ver-te (1.4). Paulo agora está encarcerado em Roma, aguardando a morte, abandonado por muito dos seus amigos e desejando ver Timóteo mais uma vez. Roga a este seu fiel cooperador que permaneça fiel à verdade do evangelho e que se apresse a ir até ele, nos seus últimos dias aqui na terra (2Tm 4.21).
Despertes o dom de Deus (1.6). O ‘dom’ (gr. charisma) concedido a Timóteo é comparado a uma fogueira (cf. 1Ts 5.19) que ele precisa manter acesa. O ‘dom’ era, provavelmente, o poder específico do Espírito Santo sobre ele para realizar o seu ministério. Note aqui que os dons e o poder que o Espírito Santo nos concede não permanecem automaticamente fortes e vitais. Precisam ser alimentados pela graça de Deus, mediante nossa oração, fé, obediência e diligência” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.1877).

II. A CONVICÇÃO EM DEUS (vv.6-14)

1. Dons espirituais (v.6). Paulo lembra a Timóteo o momento em que ele foi ordenado ao santo ministério. Ele relata que nesta ocasião o jovem pastor recebeu dons espirituais que o capacitariam no serviço de Deus. O que Paulo desejava afirmar a Timóteo quando disse: “despertes o dom de Deus, que existe em ti”? Certamente Paulo estava encorajando Timóteo a perseverar em seu ministério. Este texto nos mostra também que a imposição de mãos sempre foi um gesto de grande valor na vida ministerial da igreja cristã. Jesus usou as mãos para efetuar várias curas (Lc 4.40). É uma prática solene que é seguida, e ainda hoje utilizada em todas as igrejas evangélicas.
2. “Espírito de fortaleza, e de amor, e de moderação” (v.7). Ao que parece Timóteo estava enfrentando uma grande oposição a sua liderança. Paulo então exorta a Timóteo para que ele tenha coragem. Um líder precisa ser corajoso. O medo paralisa e acaba por neutralizar as nossas ações em favor da obra de Deus. O Espírito Santo nos ajuda a superar o medo e nos encoraja a prosseguir. Por isso, o líder precisa ser alguém cheio do Espírito Santo (Ef 5.18). Ele é o nosso ajudador. Sem sua presença é impossível ser bem-sucedido na liderança. Conte com a ajuda do Espírito Santo e tenha coragem para seguir em sua caminhada, realizando a obra para a qual você foi vocacionado e chamado pelo Senhor.
3. Apóstolo dos gentios (v.11). Paulo tinha consciência de que recebeu, da parte de Deus, a vocação e o chamado para pregar aos gentios. Tem você também consciência da sua vocação e chamado? Paulo exorta Timóteo a manter-se firme na fé, conservando “o modelo das sãs palavras” que o jovem discípulo recebeu, da parte de Paulo, “na fé e na caridade que há em Cristo Jesus” (2Tm 1.13).

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

O pastor, assim como os crentes, necessita ter convicção de sua salvação em Jesus Cristo.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação (1.7). A palavra deilia significa ‘covardia’. Em contexto com outras passagens destas duas cartas, ela indica a natureza tímida e hesitante de Timóteo. Mas Timóteo não está limitado por sua fraqueza, da mesma forma como nem você nem eu estamos limitados pela nossa. Deus nos deu seu próprio Espírito — um Espírito que transmite poder, amor e autodisciplina à vida do crente” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.475).

III. UM CONVITE AO SOFRIMENTO POR CRISTO (2.1-13)

1. O fortalecimento na graça (v.1). Todo cristão precisa ser forte, principalmente no aspecto espiritual. Timóteo certamente enfrentava desafios além de suas forças. Diante dessa realidade, estando tão distante, Paulo diz que ele devia fortificar-se “na graça que há em Cristo Jesus”, ou seja, confiar inteiramente em Cristo e em seu poder. Diante das lutas, tribulações e tentações, o crente só vence se tiver a força que vem do alto. Escrevendo aos efésios, Paulo disse: “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10).
2. Soldado de Cristo (v.3). A vida cristã é um misto de alegrias e tristezas; de lutas e vitórias. Jesus advertiu seus discípulos sobre as aflições da vida cristã (Jo 16.33). Para os que aceitam tomar a cruz (Mt 16.24), renunciando a si mesmos, a vida cristã é uma luta sem tréguas. Sua vida pode ser comparada a de um soldado que está na frente da batalha. É na luta, nos combates espirituais, “pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3), que o servo de Deus se fortalece e acumula experiências que lhe capacitam a ser mais que vencedor (Rm 8.37).
3. O lavrador (v.6). O agricultor precisa trabalhar com afinco a fim de preparar a terra para receber as sementes. Depois, precisa regar, adubar a semente para que surjam os frutos. Muitos querem colher sem esforço ou onde não plantaram. Esses não merecem a recompensa do Dono da “lavoura” espiritual que é a Igreja do Senhor Jesus. É preciso labutar na “lavoura de Deus” (1Co 3.9) até que os frutos apareçam. Há uma recompensa para aqueles que labutam com afinco. Paulo diz para Timóteo que quem primeiro deve gozar dos frutos da plantação é o “lavrador que trabalha” (2Tm 2.6).

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

A nossa fé em Jesus não nos isenta de enfrentar perseguições e sofrimentos.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Seja bom soldado de Jesus Cristo (2.3,40). ‘De que forma o líder cristão pode se condicionar para esta tarefa?’. A resposta de Paulo está nestes versículos: ‘Sofre, pois, comigo (suporta comigo, NVI), as aflições, como bom soldado de Cristo’. Aqui e nos versículos seguintes, o apóstolo se serve de três analogias: o soldado, o atleta e o agricultor. A analogia militar é a favorita de Paulo, não porque ele fosse de mente militar, mas porque no império romano era comum as pessoas verem soldados, e, ainda, porque a vida de soldado era uma analogia esplêndida para a vida cristã. Felizmente, nós também estamos familiarizados com as exigências impostas ao soldado. Servir nesta atividade rigorosa requerer um extensivo condicionamento físico. Todos que passam pelo campo de treinamento de recrutas sabem como é difícil fortalecer o corpo ao ponto em que a força seja igual às exigências requeridas. Mas é necessário algo comparável a isso para o cristão sobretudo para o ministro. ‘Sofre... as aflições’, diz Paulo. Aceita as dificuldades, privações e perigos com um espírito submisso como parte da tarefa de soldado no exército de Cristo.
Quando o indivíduo se torna soldado, ele é separado da sociedade, com a qual esteve familiarizado por toda a vida, e apresentado a uma comunidade nova e altamente especializada. Ele é despido de roupas próprias com um equipamento fornecido pelo governo. Suas idas e vindas são feitas unicamente sob ordens ou com permissão expressa. Dorme onde lhe dizem para dormir e come o que lhe for dado. Na verdade, sua vida está à disposição do governo” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 9. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.518).

CONCLUSÃO

Mesmo sabendo que em breve iria morrer, Paulo não perdeu sua esperança e fé. Até em seus últimos momentos procurou incentivar e orientar seu filho amado e companheiro de ministério, Timóteo. Seja você também um intercessor e incentivador daqueles que estão labutando na obra do Mestre.

PARA REFLETIR

A respeito das Cartas Pastorais:

Como Paulo chama Timóteo na Segunda Carta?
“Amado filho”.

De acordo com a lição, qual o significado da palavra “agapatos” no original?
A palavra no original significa “muito amado”.

O que as lágrimas de Paulo por Timóteo revelam?
Revelam uma profunda afeição e cuidado.

Quando teve início o discipulado de Timóteo?
Ainda na sua infância.

A educação familiar de Timóteo deve servir de exemplo para quem?
Deve servir de exemplo para os líderes e para os pais.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Eu sei em quem tenho crido

Caro professor, esta lição iniciará a abordagem da segunda Epístola de Paulo a Timóteo. Nesta oportunidade, o apóstolo encontrava-se preso. É a última vez que ele falara da sua prisão, pois de onde estava o apóstolo, este iria para o “matadouro”, isto é, o martírio.
Uma das características mais tocantes nesta carta é a comprovação da fé inabalável do apóstolo Paulo. Numa prisão, e do ponto de vista humano, perder a esperança é explicável. Na história da Igreja de Cristo, ao longo das perseguições do império romano, muitos cristãos negaram oficialmente a sua fé, pelos menos apenas de lábios, para não perderem as suas vidas e protegerem a integridade da sua família. Mas a vida do apóstolo, ainda que “presa” em sua dimensão física, confinada pela prisão romana, tinha liberdade plena e confiança em Deus para propagar livremente a palavra divina.
O apóstolo dos gentios tinha uma convicção internalizada na alma de que estava cumprindo sua missão, mesmo preso numa prisão abjeta. Toda a sua vida se dava em torno da dimensão proclamatória do Evangelho a todos os povos. Isso fazia Paulo compreender que tudo o que acontecia com ele, direta ou indiretamente, levaria prosperar o Evangelho nas regiões habitadas por povos gentílicos. Paulo cria firmemente que Deus, segundo a sua maravilhosa graça, estava conduzindo a sua vida e a expansão do Evangelho como um tapeceiro que, por intermédio de movimentos ondulado, tece o tapete. Então, como o “tapeceiro da vida”, Deus “tecia” a existência do apóstolo. Por isso, é possível vermos na epístola expressões como “dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com uma consciência pura, porque sem cessar faço memória de ti nas minhas orações, noite e dia” (v.3). Diante de todas as circunstâncias que o apóstolo estava imerso, ele dava “graças a Deus”, o servia “com uma consciência pura”, e fazia “memória de ti [Timóteo] nas minhas orações, noite e dia”. Ou seja, o jovem pastor de Éfeso constantemente era objeto das orações do apóstolo Paulo, mesmo este preso.
Ao longo dos capítulos 1 e 2, o apóstolo expõe uma série de conselhos que perpassa pelo despertamento da vocação de Timóteo (v.6), de sentir-se valorizado por testemunhar o Senhor pela mensagem que o apóstolo pregava (v.8), da conservação do modelo das sãs palavras aplicadas pelo apóstolo (v.13), do fortalecimento na graça que há em Cristo Jesus (2.1), um convite a sofrer as aflições como um bom soldado de Cristo (2.3) etc. Eis os convites de um preso do Senhor!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

SUBSÍDIO

Subsidio-lição 6

I   – DEFINIÇÃO DE CONSELHO
O Aurélio define conselho como “advertência que se emite; aviso; admoestação; censurar ou repreender com brandura” (FERREIRA, 2004, p. 528). Já o Houaiss define a palavra conselho como “opinião”, “parecer”, “sabedoria”, “bom senso”. O dicionário Vine diz que do grego “gnome” relacionado a “gnosko”, quer dizer: “opinião sobre algo que deve ser feito”, “saber, conhecer, perceber”, “julgamento”, “conselho” (VINE, 2002, p. 495).
II   – CONSELHOS QUANTO AO TRATO COM OS IRMÃOS
No capítulo cinco de sua primeira carta, o apóstolo Paulo orienta ao jovem pastor Timóteo que a igreja, como uma grande família de Deus (Ef 2.19), possui membros de diversas faixas etárias, e que na relação interpessoal essa diferença deveria ser considerada com relação ao trato, porém, sempre alicerçada no amor, respeito e consideração (Lv 19.17,18; Mt 22.39; Mc 12.31; Gl 5.14; Fp 2.3).
2.1 Tratamento com pessoas idosas (I Tm 5.1,2­a). “Não repreendas asperamente os anciãos (idosos), mas admoesta­os como a pais,(...) mulheres idosas com a mães”. O apóstolo ensina que devemos tratar as pessoas idosas com amor e ternura. A palavra admoesta­os no grego “parakalei” significa: “chame­o a parte”, “console­o”, “exorte­o”. O AT orientava o respeito aos idosos: “Fiquem de pé na presença de pessoas idosas e os tratem com todo respeito” (Lv
19.32 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje). A honra, consideração e amor aos idosos sempre foi um ensino no AT (Lv 19.32; Sl 71; Pv 16.31; 23.22), ratificado por Jesus (Mt 15.3­9; Jo 19.26,27), e propagado por Paulo (I Tm 5.1,2).
Tratamento com os mais jovens (I Tm 1­b). “(...) a jovens, como a irmãos;” ­ aos de menos idade, Paulo orienta que o relacionamento com esses irmãos deveria ser com amor, respeito e consideração (Jo 13.34; 15.17; 1 Co 14.1; 16.14; Fp 2.3; 1 Pe 1.22).
 Tratamento com os de sexo oposto (I Tm 2). “(...) às moças, como a irmãs, com toda pureza (…)”. O apóstolo ressalta que no que tange ao relacionamento com sexo oposto, além do amor, respeito e consideração, abordado no tópico acima, o cristão deve enxergá­las como filhas de Deus, noiva do Cordeiro, tendo zelo por elas com “(...) zelo de Deus (...)” (II Co 11.2), com a finalidade de prepará­las, ajudá­las, incentivá­las na Igreja, a constituírem família, a amarem os maridos, terem filhos, serem sensatas, honestas e boas donas de casa (Tt 2.4,5).
 2.4.Trato com as viúvas (I Tm 5.3­16). “Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas...” Nestes versículos, o apóstolo aborda sobre dois tipos de viúvas: as idosas e as jovens. Às viúvas idosas obedeceriam a um critério de inscrição na lista dos necessitados da igreja (vs. 4,5,9,10). Se ela, mesmo tendo sessenta anos, tivesse filhos, netos, ou até mesmo algum parente crente, tal viúva deveria ser sustentada por sua família (v. 4,16), para não ser pesada à igreja (v. 16). Já para às viúvas novas, o apóstolo recomenda que “(...) Se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não deem ao adversário ocasião favorável de maledicência” (v. 14). A Igreja em Pernambuco, por meio do PROAT – Programa de Apoio a Terceira Idade, tem procurado identificar e ajudar as necessidades dos viúvas idosas.
Trato com os obreiros (I Tm 5.17­25). “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na .. Não aceites acusação contra o presbítero”. Com relação aos obreiros, Paulo orienta a Timóteo a não aceitar qualquer acusação contra ele; deveria se observar um critério (v.19), pois não há quem seja mais exposto a calúnia e a ultraje do que os líderes da igreja. Isto porque no exercício de seu ofício, sempre haverá pessoas insatisfeitas com a doutrina, inimigos do Evangelho que procurarão “se vingar” dos obreiros da Igreja (Dt 13.13; At 15.24; II Co 11.13; Gl 2.4; Fp 3.2,18,19; 1 Jo 2.9). Uma vez
 cometido uma falta, o obreiro é disciplinado como qualquer outro membro, pois ele só é obreiro, porque é membro da Igreja. Sua disciplina é realizada pela igreja, como ensina o apóstolo Paulo: “(...) já determinei (...) que o que tal ato praticou, em nome do Senhor Jesus Cristo, junto vós e o meu espírito (...) seja entregue a Satanás (...)” (1 Co 5.3­5). A Igreja é quem disciplina, reconcilia, aclama e exclui qualquer membro da igreja (II Co 2.5­11; Hb 12.11).

Trato com os senhores (I Tm 1­2). “Todos os servos que estão debaixo do jugo estimem a seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados” Nas relações de trabalho, as recomendações paulinas é que os servos “empregados”, obedeçam aos empregadores, respeitando­o, cumprindo com os compromissos de seu trabalho (Fp 4.8), para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados. Pois a rebeldia, preguiça, ineficiência no trabalho são atitudes que vão de encontro ao princípio estabelecido por Deus para a vida humana, que criou o trabalho (Gn 2.15; Dt 8.11­18), e que o mesmo deveria ser utilizado para a glória de Deus (Rm 11.36; I Co 10.31; Cl 1.15,16; Hb 2.10,13,20,21).

III – CONSELHOS GERAIS QUANTO A FALSOS MESTRES
 Paulo orienta a Timóteo a tomar cuidado com os falsos mestres, e elenca algumas características desses falsos obreiros. Vejamos:

 Traz outra doutrina (I Tm 3). “Se alguém ensina alguma outra doutrina (...)”. Uma das grandes características do falso mestre é a difusão de outra doutrina. Algumas pessoas tem se desviado da fé por não observarem os conselhos paulinos com relação a preservação doutrinária (Gl 1.7,8,9; 1 Tm 1.5­7, 18­20; 4.1,6,7,14­16; 6.11­16, 20; 2 Tm 1.13; 2.14; 3.14­17).

Não concorda com a doutrina (I Tm 3). “(...) e não concorda com as sãs palavras” (Almeida Revista Atualizada). No NT, temos homens como Himeneu e Alexandre (1 Tm 1.20; 2 Tm 4.14,15); Fileto (1 Tm 6.21; 2 Tm 2.17); Demas (2 Tm 4.10); Diótrefes (3 Jo 9­11), que são exemplos de maus obreiros que procuravam desestabilizar a unidade da igreja.
 Seu ensino busca apenas sua autopromoção (I Tm 4). “(...) É soberbo, nada sabe (...)”. O estrelismo sempre será o objetivo do falso mestre. Para ele, os que estão ao seu redor, sabem menos que ele, são ignorantes, desinformados, e por isso, caem na armadilha da soberba que foi o pecado de Satanás (Is 14.13­15; Ez. 28.13­18). Entretanto, toda soberba sempre precederá uma ruína (Pv 16.18; 29.23; Sl 101.5; Jr. 13.9; 48.29­47).
 Gosta de discussões e debates da doutrina (I Tm 4). “(...) mas tem mania por questões e contendas de palavras (...)”. Esses falsos mestres gostam promover discussões infrutíferas (1 Tm 1.6,7); “(...)que produzem de invejas, provocações, difamações, suspeitas malignas. Altercações sem fim, por homens cuja mente são privados da verdade (...)” (1 Tm 6.4,5 – Almeida Revista Atualizada). Acerca destes, Paulo recomenda a Timóteo: “Tu, ó homem de Deus, foge destas coisas(...)” (v. 11). O cristão deve ler a Bíblia para sua edificação, e não para promover debates que não promovem edificação alguma.
 IV – CONSELHOS GERAIS QUANTO A BUSCA DESENFREADA DAS RIQUEZAS
 Paulo passa, agora, a orientar Timóteo quanto ao perigo de se adquirir riquezas, e adquiri­las a qualquer custo. Ele mostra que o cristão que assim procede está ignorando que a vida não consiste em riquezas: “Nada trouxemos para este mundo, é manifesto que nada podemos levar dele.” (1 Tm 6.7), que Deus é o dono de tudo (Dt. 8.11­18; Sl 24.1; Rm 11.36) e que o contentamento deve estar presente em nossa vida: “Tendo, porém, com o que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes” (1 Tm 6.8). (As consequências para os que buscam as riquezas de forma desenfreada” (I Tm 6.9,10). Porém, os que desprezam tais verdades diz Paulo: (a) Caem em tentação; (b) Em laços; e, (c) Em muitas concupiscências loucas e nocivas, levando a perdição e ruína (1 Tm 6.9). Mas Timóteo deveria seguir: a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, e a mansidão (1 Tm 6.11).
CONCLUSÃO
 Nestes dois últimos capítulos de primeira carta a Timóteo, pudemos perceber, o cuidado pastoral de Paulo ao orientar, não só o pastor Timóteo, mas a Igreja em Éfeso, sobre os mais diversos assuntos relacionados à vida cristã e ao bom desenvolvimento do relacionamento interpessoal dos membros na Igreja, demonstrando assim, como pastor e apascentador, o seu amor pelo rebanho.



quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Conselhos gerais

Lição 6: 
Data: 9 de Agosto de 2015
 
TEXTO ÁUREO
 
“Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos [...]” (At 20.28).
 
VERDADE PRÁTICA
 
O pastor precisa cuidar das ovelhas do Sumo Pastor com o mesmo zelo com que cuida de sua família.
 
LEITURA DIÁRIA
 Segunda — Mt 26.41
O crente precisa orar e vigiar para não cair em tentação
Terça — Nm 14.18
“Deus não tem o culpado por inocente”
 Quarta — Jo 7.24
Jamais devemos julgar pela a aparência
 Quinta — Cl 3.23
Devemos trabalhar para o Senhor e não para os homens
 Sexta — Lc 12.21
A insensatez do homem revelada na busca por riquezas
 Sábado — Ef 2.10
Fomos criados em Jesus para as boas obras
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
 
1 Timóteo 5.17-22; 6.9-10.
 
1 Timóteo 5
17 — Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina.
18 — Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário.
19 — Não aceites acusação contra presbítero, senão com duas ou três testemunhas.
20 — Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor.
21 — Conjuro-te, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que, sem prevenção, guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade.
22 — A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro.
 
1 Timóteo 6
9 — Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
10 — Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
 
HINOS SUGERIDOS
 
62, 369, 577 da Harpa Cristã
 
OBJETIVO GERAL
 
Mostrar que o zelo do pastor pelo rebanho de Cristo precisa ser semelhante ao zelo que tem por sua família.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
 
I. Refletir acerca do cuidado que o pastor deve ter com as ovelhas do Senhor.
II. Apresentar as orientações bíblicas com respeito ao trato com os presbíteros.
III. Compreender os conselhos paulinos sobre a sã doutrina.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
 
Na lição de hoje veremos o cuidado e a dedicação de Paulo para com sua missão pastoral. Ele estava atento aos assuntos de interesse da igreja. Ao ler as suas epístolas pastorais, podemos perceber que Paulo deu especial importância à manutenção dos obreiros, discorreu sobre a questão da disciplina dos líderes, especialmente dos presbíteros que viessem a falhar. De forma bem clara, doutrinou a respeito dos relacionamentos na igreja local.
Paulo recomenda que “os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (5.17). É importante ressaltar que neste texto, presbíteros significam pastores. Assim como os doze apóstolos de Jesus deixaram tudo para segui-lo, muitos homens, na igreja do primeiro século, deixaram tudo para se dedicar ao pastorado. Estes deveriam ser sustentados pela igreja. “Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário” (5.18). Aos coríntios, ele fez observações idênticas, revelando seu zelo pela manutenção dos obreiros (1Co 9.6-10).
 
COMENTÁRIO
 
INTRODUÇÃO
 
Na lição de hoje estudaremos partes do capítulo cinco e seis da primeira Epístola de Timóteo. Neste capítulo Paulo dá a Timóteo instruções mais específicas quanto à liderança da igreja. Paulo deseja que o jovem pastor prossiga alegremente e de modo irrepreensível. Como pastor, Timóteo precisava aprender a lidar com os idosos e com todas as demais faixas etárias que compunham a igreja. O pastor precisa cuidar, apascentar o bebê, a criança, o adolescente, o jovem, o adulto e o ancião, pois todos fazem parte do rebanho do Senhor.
No capítulo seis Paulo vai dar prosseguimento as suas recomendações quanto ao relacionamento de Timóteo com as ovelhas.
 
 
PONTO CENTRAL
 
O pastor deve cuidar do rebanho com zelo e dedicação.
 
 
I. O CUIDADO COM O REBANHO
 
1. O cuidado com os anciãos (5.1). O pastor precisa se relacionar bem com os membros de diferentes idades. Paulo procurou ensinar a Timóteo a maneira correta de lidar com as pessoas mais velhas. Todavia, isso não significa dizer que o pastor não deve corrigir, disciplinar os mais velhos, porém segundo o Comentário Bíblico Beacon o conselho de Paulo a Timóteo é: “Em vez de repreender o mais velho, solicite-lhe; apela a ele como se fosse teu pai”.
2. O cuidado com as mulheres idosas e viúvas (5.2). As mulheres idosas deveriam ser tratadas como mães, ou seja, membros da família. O pastor deve proteger as irmãs idosas e ajudá-las para que continuem a crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.
Paulo também dá a Timóteo algumas orientações para que ele pudesse resolver as questões das viúvas na igreja (5.3-8). No mundo antigo, as viúvas enfrentavam uma situação difícil. Não havia o serviço de previdência social e quando o marido morria, se os filhos e parentes não cuidassem delas, elas passavam por sérias dificuldades financeiras. Não havia espaço para a mulher viúva no mercado de trabalho, por isso, a igreja deveria sustentar aquelas que não tinham nenhum parente.
3. O cuidado com os ministros fiéis (v.17). Os líderes que são fiéis ao Senhor e à Igreja devem ser estimados e apoiados. Sabemos que não é fácil agradar a todos e que os líderes sempre acabam sendo alvo de críticas. Como temos tratado os líderes de nossas igrejas? Com estima e apreço? Assim como os primeiros apóstolos, muitos dos obreiros de Éfeso deixaram tudo para seguir a Cristo, vivendo exclusivamente da igreja e para a igreja. O cuidado espiritual e econômico fazia parte das recomendações de Paulo a Timóteo. Aos coríntios, ele fez observações idênticas, revelando seu zelo pela manutenção dos obreiros (1Co 9.6-10).
 
SÍNTESE DO TÓPICO (I)
 O pastor precisa se relacionar bem com todos e cuidar dos membros com amor.
 SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
 “Nos tempos da Bíblia, as viúvas geralmente não tinham meio de ganhar a vida. Aquelas que não tinham filhos nem netos que as sustentassem eram literalmente necessitadas. Os judeus e os primeiros cristãos mostraram grande preocupação por estas mulheres, e eram cuidadosos em prover para elas. Esta carta a Timóteo sugere que as viúvas cristãs não se limitavam a receber ajuda. Aquelas que tivessem demonstrado um caráter cristão recebiam papéis quase oficiais na igreja (5.9,10), e um ministério ativo junto a jovens casadas (Tt 2.3-5).
Paulo, no entanto, limita ainda mais os membros neste papel oficial, embora sem limitar os direitos das viúvas que não tinham famílias que as sustentassem. Ele incentiva as viúvas jovens a se casarem novamente. E adverte que ‘a viúva que vive em deleites, vivendo, está morta’. A expressão ‘que vive em deleites’ é uma única palavra em grego, spatalao, que significa viver auto indulgentemente ou em luxúria. Paulo não está acusando estas viúvas de uma conduta sexual errada, mas sim de materialismo, de uma perspectiva voltada a si mesmas, que contrasta com a de uma viúva que ‘espera em Deus e persevera de noite e de dia em rogos e orações’.
Uma mulher assim está ‘morta’ no sentido de que ela é insensível às realidades que marcam os outros como sendo particularmente vitais e vivos” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2012, pp.471-72).
 II. O TRATO COM O PRESBITÉRIO
 1. Acusação contra os presbíteros. Os presbíteros, ou pastores, não são isentos de falhas. Eles estão sujeitos a pecar, por isso, precisam vigiar e orar ainda mais (Mt 26.41). Nenhum obreiro pode pensar que é infalível. Sabemos que os líderes cristãos são alvo de críticas, calúnias, injúrias e difamações, por isso, Paulo dá orientações importantes quanto aos pastores dizendo: “Não aceites acusação contra presbítero, senão com duas ou três testemunhas” (1Tm 5.19 cf. Dt 19.15). Mas, se o líder for realmente culpado, precisa se arrepender, confessar, deixar os seus pecados e ser disciplinado (Pv 28.13). Encobrir os erros daqueles que pecaram não é a solução, pois “Deus não tem o culpado por inocente” (Nm 14.18).
2. A repreensão aos presbíteros. “Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor” (5.20). Aqui, Paulo ensina a respeito da forma como aqueles que pecaram e tiveram suas faltas comprovadas por testemunhas, devem ser disciplinados. O pastor que aplica a disciplina precisa ter muito cuidado para agir conforme a reta justiça. A disciplina deve ser feita de maneira criteriosa, com sabedoria e amor.
3. O cuidado com a saúde (v.23). Paulo aconselhou Timóteo a não beber somente água pura, mas misturar um pouco de vinho à água. Não sabemos ao certo o porquê de tal conselho, mas sabemos que naquele tempo as pessoas não podiam contar com os medicamentos que temos hoje. Sabemos também que o crente não deve beber vinho. Encontramos na Palavra de Deus inúmeras advertências a respeito do vinho (Lv 10.9; Pv 20.1; 23.31 e Ef 5.18). O importante aqui é ressaltar que esse texto contraria a ideia de que o crente não pode adoecer. Certamente Paulo sofreu algum tipo de enfermidade (Gl 4.13); seus companheiros, como Trófimo, adoeceram (2Tm 4.20). Essas pessoas não tinham fé? Estavam em pecado? De forma alguma! O líder também está sujeito a enfermidade, por isso, precisa cuidar da sua saúde física e emocional a fim de que possa cuidar do rebanho do Senhor.
 
SÍNTESE DO TÓPICO (II)
 
Nenhum obreiro é infalível, por isso, a Palavra de Deus apresenta a maneira correta de disciplinar aqueles que erram.
 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
 
“Presbíteros (5.17-20). Paulo observa que os presbíteros ‘dirigem os interesses da Igreja’. O vocábulo grego proestotes quer dizer presidir, supervisionar a vida da congregação. A expressão ‘merecedores de dobrados’, no contexto, parece querer se referir aos os aspectos financeiros e de respeito.
A mensagem de Deuteronômio 19.15 insiste que até mesmo os comuns do povo devem ser protegidos contra as acusações de terceiros. O cargo público faz com que seus ocupantes sejam mais vulneráveis à hostilidade e falsas acusações do que as outras pessoas. Se acreditarem nessa acusação, estariam obstruindo a liderança.
Na igreja, não há quem esteja isento de responsabilidades. Com efeito, a projeção do cargo de presbítero implica em censura pública caso venha a cometer alguma falta. Ao protegermos nossos líderes da responsabilidade de seus atos pecaminosos, corrompemos a igreja, pois seus membros não levarão a sério quando forem admoestados” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.837).
 
III. CONSELHOS GERAIS
 1. Aos que não respeitam a sã doutrina (6.3,4). Doutrina “é a exposição sistemática e lógica das verdades extraídas da Bíblia”. Na igreja em Éfeso havia alguns falsos mestres que resolveram disseminar falsos ensinos. Algumas igrejas, infelizmente, têm sucumbido aos apelos dos falsos mestres que deturpam a sã doutrina (1Tm 1.10), falsificando a Palavra (2Co 4.2), e seguindo os ensinos de Balaão. Para piorar ainda mais a situação, essas igrejas, à semelhança de Tiatira, acabam tolerando a imoralidade (Ap 2.14,15,20,22). Porém, a autêntica noiva de Cristo mantém-se fiel às Escrituras (Jo 14.15,21,23; Tt 1.9), pois, é “a igreja do Deus vivo a coluna e firmeza da verdade” (1Tm 3.15).
2. Aos que querem ser ricos (6.9,10). É muito eloquente a exortação de Paulo acerca dos que buscam riquezas. Ele se refere aos “que querem ser ricos” ou que vivem buscando bens materiais, não dando valor às coisas de Deus. São como o rico da parábola, de quem Jesus disse: “Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus” (Lc 12.21). Paulo não é contra o possuir bens materiais, pois estes podem ser usados para o Reino de Deus, beneficiando a obra do Senhor. Paulo fala aqui do desejo de ser rico a qualquer custo. Ele fala do amor ao dinheiro e da cobiça. A Palavra de Deus nos ensina que a cobiça leva a todos os tipos de males: adultério, roubo, corrupção, suborno, etc.
3. Conselhos aos ricos (6.17-19). Paulo aconselha aos ricos que não sejam arrogantes e não depositem sua esperança na riqueza. Os bens materiais são efêmeros, pois não vamos levar nada quando partirmos desta vida (6.17). Paulo exorta aos ricos que “façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis” (6.18). As boas obras não salvam ninguém (Ef 2.8,9), mas são necessárias ao bom testemunho cristão e fazem parte da vida cristã (Ef 2.10). O crente sábio não entesoura para esta vida, mas para a futura (Mt 6.19-21).
 
SÍNTESE DO TÓPICO (III)
 Paulo apresenta a Timóteo, e à Igreja do Senhor, vários conselhos úteis quanto ao ensino e o trato para com o rebanho do Senhor.
 SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
 “Foge destas coisas (1Tm 6.11-19). ‘Fugir’ no sentido figurativo significa evitar ou abster-se. Voltemos às costas para o desejo de tudo o que este mundo tem a oferecer e optemos pela justiça, piedade, fé, amor, tolerância e gentileza. Se estas qualidades são verdadeiras em nós, também é o nosso tesouro. Assim, estaremos a salvo das tentações que arrastam e lançam muitos à ruína.
Aos ricos, Paulo recomenda que não sejam arrogantes nem depositem sua esperança na riqueza. Mudem todo o foco de sua expectativa para o futuro com Deus. Usem o dinheiro para as boas obras. Sejam generosos e repartam. Estejam seguros de que o fundamental seja ampliado a cada dia, não na terra, mas nos céus” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.838).
 CONCLUSÃO
 Paulo era cuidadoso em sua missão pastoral. Ele se preocupava com diversos assuntos de interesse da igreja, de sua liderança e de seus membros. Deu especial importância à manutenção dos obreiros, discorreu sobre a questão da disciplina dos líderes, especialmente dos presbíteros que vierem a falhar. De forma bem clara, doutrinou igualmente sobre o relacionamento humano, na igreja local, entre servos e senhores.
 PARA REFLETIR
 A respeito das Cartas Pastorais:
 Como Paulo aconselha Timóteo a tratar as mulheres idosas?
Ele aconselha a tratá-las como a mães.
 Qual era a situação das mulheres viúvas nos tempos bíblicos?
A situação era difícil, não havia espaço para as mulheres viúvas no mercado de trabalho.
 Como deveria ser a repreensão aos presbíteros?
Deveriam ser repreendidos na presença de todos.
 Segundo a lição, como deve ser a disciplina?
Ela deve ser feita de maneira criteriosa, com sabedoria e amor.
 Qual o conselho de Paulo aos ricos?
Que não sejam arrogantes e não depositem sua esperança na riqueza.
 SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
 Conselhos Gerais
 O texto que estudaremos na presente lição são partes dos capítulos cinco e seis da primeira epístola de Timóteo. É a ultima lição que abordará a primeira epístola de Paulo a Timóteo. Um ponto muito importante para a liderança cristã é a exposição de Paulo a partir do versículo 17. Ali, aparecem algumas responsabilidades dos líderes e da própria igreja em reconhecê-los como tais: “os presbíteros que governem bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (v.17). Ou seja, se o presbítero for servidor e competente, segundo consta em 1 Timóteo 3.1-7, naturalmente ele terá da comunidade local respeito e tratamento digno. Neste aspecto, a orientação do apóstolo é que o jovem pastor não recebesse nenhuma denúncia de incompetência ministerial, ou prática pastoral soberba e autoritária, que fosse um “blefe”. Por isso, a orientação de Paulo para que façam a denúncia com o mínimo de duas ou três testemunhas.
O contrário do que pensam muitos, a orientação do apóstolo Paulo não se dá pelo viés do “corporativismo ministerial”, mas o da prudência e o do senso de justiça para não sermos injustos no julgamento de um líder cristão (como igualmente não se deve ser injusto no julgamento de um membro local). Entretanto, no caso de uma denúncia autenticamente comprovada contra um oficial da igreja, a orientação apostólica é clara: “aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor” (1Tm 5.20). A liderança cristã deve honrar sua vocação, principalmente na disciplina.
Entretanto, temos de ter o cuidado de não fazermos uma “caça às bruxas”, pois há uma grande diferença entre a pessoa arrependida de seu pecado e outra impenitente, de dura cerviz. Para a pessoa impenitente, a mensagem das Escrituras é clara, a fim de causar impacto em seu coração e ser salva no dia do juízo: “o que tal ato praticou, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus” (1Co 5.1-5). Mas para a pessoa arrependida de coração, a mensagem de Jesus Cristo é a mesma dada à mulher adúltera: “E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais” (Jo 8.10). O sumo pastor é um só, e o seu nome é Jesus Cristo.
 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

LIÇÃO 05 – APOSTASIA, FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO

3º TRIMESTRE DE 2015 ­ (I Tm 4.1,2; 5­8;12,16)

Nesta lição, iniciaremos trazendo as definições das palavras: apostasia, fidelidade, diligência e ministério.
Analisaremos os passos que levam uma pessoa à apostasia e em seguida, mostraremos alguns exemplos de maus obreiros
que trouxeram grandes prejuízos na obra, como também, analisaremos os bons exemplos de obreiros que foram muito úteis
ao apóstolo dos gentios.
I – DEFINIÇÕES DE APOSTASIA, FIDELIDADE, DILIGÊNCIA E MINISTÉRIO
1.1 Apostasia​. O termo apostasia vem do grego “apostásis” e significa “o abandono premeditado e consciente da fé
cristã”​. O termo grego “aphistemi” ​é definido por: “apartar, decair, desertar, retirar, rebelião, abandonar, afastar­se
daquilo que antes se estava ligado” ​(STAMPS, 1995, p. 1903).
1.2 Fidelidade. O dicionário Aurélio diz que esta palavra significa: “qualidade de fiel; lealdade; constância, firmeza nas
afeições, nos sentimentos; perseverança. Observância rigorosa da verdade; exatidão”​. O termo em hebraico é 'emunah'
cujo significado básico é “certeza”​e “fidelidade”​(VINE, 2002, p. 128 – grifo nosso).
1.3 Diligência. ​Segundo Ferreira (2004, p. 679) a palavra diligência significa: “ter cuidado, zelo, aplicação, presteza”.
1.4 Ministério. ​Andrade (2006, p. 265) ao falar sobre a palavra ministério afirma que é: “um ofício, cargo, função,
incumbência” do grego “​ministerium”. ​A principal característica do ministério cristão é o serviço. O dicionário Vine
(2002, p.791) falando sobre o exercício ministerial diz que: “vem da expressão 'leitourgos'​, ao qual corresponde no NT aos
ministros sacros” (Lc 1.23; Hb 8.6; 9.21 – grifo nosso).
II – CARACTERÍSTICAS DOS MAUS COOPERADORES NAS CARTAS PASTORAIS
Paulo cita alguns exemplos específicos de obreiros que apostataram e naufragaram na fé. Vejamos:
2.1 Himeneu, um exemplo daqueles que ​blasfemam à obra ​(I Tm 1.20­a). ​A passagem de I Timóteo 1.20 e II Timóteo
2.17 mostram­nos uma repreensão severa a três “cooperadores” da obra que tinham blasfemado contra a Igreja,
entristecendo a Paulo e afundado suas próprias vidas. Inevitavelmente tinham caído em más práticas. Pontuemos:
2.2 Fileto, um exemplo daqueles que ​apostatam da obra (I Tm 6.21; II Tm 2.17). ​Não sabemos muita coisa alguma
sobre este homem, Fileto. Os dois (Fileto e Himeneu) "se desviaram da verdade" ao ensinar que a ressurreição já havia
ocorrido. Talvez ensinassem que a salvação é a ressurreição em sentido espiritual, de modo que o cristão não deveria esperar
uma ressurreição física. Mas a negação da ressurreição física é algo extremamente sério (I Co 15.12), pois envolve a
ressurreição de Cristo e a consumação do plano de Deus para a salvação de seu povo. Não é de se admirar que esses falsos
mestres estivessem "pervertendo a fé a alguns"​(II Tm 2.18) (WIERSBE, 2007, 320).
2.1.1 “... os quais entreguei a Satanás para que aprendam a não blasfemar” (I Tm 1.20­b). ​A expressão "os quais
entreguei a Satanás" deixa implícita que Paulo estivesse pensando na prática judia da excomunhão, pois, de acordo com o
praticado nas sinagogas, se um homem fizesse o mal, em primeiro lugar, era repreendido publicamente. Se isso fosse
ineficaz, era expulso da sinagoga por trinta dias. Se ainda continuasse obstinado em não arrepender­se, era considerado uma
pessoa maldita, desterrada da sociedade dos homens e da comunhão com Deus. “Em tal caso, era bem possível dizer que o
homem era entregue a Satanás...” Outra possibilidade, era que Paulo queria dizer que os expulsou da igreja, deixando­os
livres no mundo para sofrerem suas consequências. Para Paulo, o castigo nunca era uma vingança reivindicativa; era sempre
uma disciplina que remediava. Seu fim nunca era ferir; sempre buscava curar (BARCLAY, sd, p. 65).
2.3 Alexandre, um exemplo daqueles que ​perturbam à obra (II Tm 4.14). ​Alexandre era um nome comum naquele
tempo (ITm 1.20), de modo que não temos como saber, ao certo, se é o mesmo homem citado na segunda carta de Paulo a
Timóteo (II Tm 4.14); mas, caso seja, fica claro que resistiu a Paulo e continuou ensinado doutrinas falsas. Alexandre
mostrou­se reprovado para com Paulo no sentido de ter­lhe revelado um coração mau em sua oposição ao Evangelho. O
apóstolo Paulo usa a expressão: “Guarda­te também dele...”. Paulo ordena a Timóteo que evite Alexandre, pois ele atacou a
verdade abertamente “...porque resistiu muito às nossas palavras”.
2.4 Demas, um exemplo daqueles que ​abandonam à obra (2Tm 4.10). ​Demas é citado apenas três vezes no NT e, no
entanto, essas três citações contam uma triste história de fracasso. Paulo refere­se a Demas, ao lado de Marcos e de Lucas,
como "meus cooperadores" (Fm 1.24). Na próxima referência, o chama apenas de "Demas" (Cl 4.14). Aqui (II Tm 4.10)
diz: "Demas [...] me abandonou"​. O apóstolo dá o motivo: "tendo amado o presente século"​(WIERSBE, 2007, p. 333).
III – TIPOS DE APOSTASIAS E SEUS RESULTADOS
Como já vimos, a palavra apostasia significa: “ato de desviar­se ou afastar­se do relacionamento com Deus”.
Vejamos as consequências da apostasia:
3.1 A apostasia pessoal (Hb 3.12). ​Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ou apartar­se da união
vital com Ele e da verdadeira fé nEle. Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a
salvação, a regeneração e a renovação pelo Espírito Santo (Lc 8.13; Hb 6.4,5); não é simples negação das doutrinas do NT
pelos inconversos dentro da igreja visível. A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si.
3.1.1 A apostasia teológica. É o desvio de parte ou totalidade dos ensinos de Cristo e dos apóstolos (1Tm 4.1; 2Tm 4.3). Os
falsos obreiros apresentam uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências do arrependimento,
à separação da imoralidade, e à lealdade a Deus e seus padrões (2Pe 2.1­3,12­19). Os falsos “evangelhos”, voltados a
interesses humanos, necessidades e alvos egoístas, gozam de popularidade por sua mensagem fácil e agradável.
3.1.2 A apostasia moral. É o abandono da comunhão salvífica com Cristo e o envolvimento com o pecado e a imoralidade.
Esses apóstatas podem até anunciar a sã doutrina bíblica, e mesmo assim nada terem com os padrões morais de Deus (Is
29.13; Mt 23.25­28). São aqueles que eram crentes e deixaram de permanecer em Cristo e voltaram a ser escravos do
pecado e da imoralidade (Is 29.13; Mt 23.25­28; Rm 6.15­23; 8.6­13). Existem muitas que igrejas permitem tudo para terem
muitos membros, dinheiro, sucesso e prestígio (1 Tm 4.1). O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por Jesus (Fp 1.29),
de renunciar todo tipo de pecado (Rm 8.13), de sacrificar­se pelo reino do Senhor e de renunciar a si mesmo será algo raro
(Mt 24.12; 2Tm 3.1­5; 4.3). No dia do Senhor, cairá a ira de DEUS contra os que rejeitarem a sua verdade (1Ts 5.2­9).
3.2 Passos que levam à apostasia. ​Podemos elencar alguns passos que levam uma pessoas à apostasia: (1) ​Quando o crente,
por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Bíblia
(Mc 1.15; Lc 8.13; Jo 5.44,47; 8.46); (2) ​Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino celestial,
e o crente deixa paulatinamente de aproximar­se do Senhor (4.16; 7.19,25; 11.6); (3) ​Por causa da aparência enganosa do
pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante do pecado na sua própria vida (1Co 6.9,10; Ef 5.5; Hb 3.13). (4) ​Quando o
crente já não ama a retidão nem odeia a iniquidade, e, (5) ​Por causa da dureza do seu coração e da sua rejeição dos caminhos
do Senhor, não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo (Ef 4.30; 1Ts 5.19­22; Hb 3.7­11).
IV ­ CARACTERÍSTICAS DOS BONS COOPERADORES NAS CARTAS PASTORAIS
Vejamos alguns desses grandes exemplos de bons obreiros mencionados por Paulo em suas cartas pastorais:
4.1 Lucas, um exemplo daqueles que ​amam a obra (II Tm 4.11). Paulo diz que este obreiro é o "médico amado" ​que
viajava com Paulo (Cl 4.14). É o autor do Evangelho de Lucas e do Livro de Atos (convém observar a seção de Atos escrita
na primeira pessoa do plural, indicando que Lucas foi testemunha ocular dos acontecimentos). É provável que Paulo tenha
ditado a carta de 2Timóteo a Lucas, pois, ele serviu a Paulo como um amanuente (aquele que escreve o que é ditado)​. Uma
vez que Lucas era médico, deve ter apreciado a referência que Paulo faz ao câncer (II Tm 2.17).
4.2 Timóteo, um exemplo daqueles que ​são fiéis na obra (II Tm 4.11). ​Nenhum outro líder cristão, dentre os
companheiros de trabalho de Paulo, foi tão recomendado por ele como Timóteo, especialmente em face de sua lealdade
(I Co 16.10; Fp 2.19; II Tm 3.10). Acerca de Timóteo, o apóstolo destaca ainda que ele era: (1) um estudante zeloso e
obediente a Palavra de Deus (II Tm 3.15); (2) um servo perseverante ​(I Ts 3.2); (3) um homem de boa reputação
(At 16.2); (4)​amado e fiel​(I Co 4.17); e (5)​companheiro dedicado a Paulo e ao evangelho​(Rm 16.21; II Tm 4.9,21­22).
4.3 Tito, um exemplo daqueles que ​são dedicados na obra (Tt 1.4). ​Tito aparece no NT como um excelente líder. Ele é
descrito por Paulo como “... verdadeiro filho, segundo a fé comum...” (Tt 1.4). O apóstolo deixou transparecer a devoção
genuína e a preocupação pastoral deste cooperador (II Co 8.16,17). A alegria cristã e a dedicação de Tito serviam de
inspiração para Paulo (II Co 7.13­15). Foi enviado com Timóteo para tratar dos problemas mais sérios nas igrejas (Tt 1.5).
4.4 Tíquico, um exemplo daqueles que são ​disponíveis na obra (2 Tm 4.12) Ficou com Paulo durante seu primeiro
período na prisão (Ef 6.21, 22; Cl 4.7,8). Paulo enviou Tíquico a Creta para substituir Tito (Tt 3.12). Depois, o envia a Éfeso
para assumir o lugar de Timóteo. Ainda podemos citar: Priscila e Áquila, um exemplo daqueles que ​dão a sua vida na
obra (2 Tm 4.19). ​Era um casal que ajudou Paulo de várias maneiras (At 18.1­3,24­28; Rm 16.3,4; 1 Co 16.19). Agora,
estavam em Éfeso auxiliando Timóteo em seu ministério.
CONCLUSÃO
O apóstolo Paulo tinha em sua companhia homens de Deus sinceros, com os quais ele podia contar na administração
do trabalho do Senhor em Éfeso. Timóteo e outros obreiros cujas virtudes são louváveis, constituem­se para nós hoje,
verdadeiros exemplos de como devemos agir no serviço de Deus fielmente.

fonte: AD em Pernambuco