quinta-feira, 6 de agosto de 2015

SUBSÍDIO

Subsidio-lição 6

I   – DEFINIÇÃO DE CONSELHO
O Aurélio define conselho como “advertência que se emite; aviso; admoestação; censurar ou repreender com brandura” (FERREIRA, 2004, p. 528). Já o Houaiss define a palavra conselho como “opinião”, “parecer”, “sabedoria”, “bom senso”. O dicionário Vine diz que do grego “gnome” relacionado a “gnosko”, quer dizer: “opinião sobre algo que deve ser feito”, “saber, conhecer, perceber”, “julgamento”, “conselho” (VINE, 2002, p. 495).
II   – CONSELHOS QUANTO AO TRATO COM OS IRMÃOS
No capítulo cinco de sua primeira carta, o apóstolo Paulo orienta ao jovem pastor Timóteo que a igreja, como uma grande família de Deus (Ef 2.19), possui membros de diversas faixas etárias, e que na relação interpessoal essa diferença deveria ser considerada com relação ao trato, porém, sempre alicerçada no amor, respeito e consideração (Lv 19.17,18; Mt 22.39; Mc 12.31; Gl 5.14; Fp 2.3).
2.1 Tratamento com pessoas idosas (I Tm 5.1,2­a). “Não repreendas asperamente os anciãos (idosos), mas admoesta­os como a pais,(...) mulheres idosas com a mães”. O apóstolo ensina que devemos tratar as pessoas idosas com amor e ternura. A palavra admoesta­os no grego “parakalei” significa: “chame­o a parte”, “console­o”, “exorte­o”. O AT orientava o respeito aos idosos: “Fiquem de pé na presença de pessoas idosas e os tratem com todo respeito” (Lv
19.32 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje). A honra, consideração e amor aos idosos sempre foi um ensino no AT (Lv 19.32; Sl 71; Pv 16.31; 23.22), ratificado por Jesus (Mt 15.3­9; Jo 19.26,27), e propagado por Paulo (I Tm 5.1,2).
Tratamento com os mais jovens (I Tm 1­b). “(...) a jovens, como a irmãos;” ­ aos de menos idade, Paulo orienta que o relacionamento com esses irmãos deveria ser com amor, respeito e consideração (Jo 13.34; 15.17; 1 Co 14.1; 16.14; Fp 2.3; 1 Pe 1.22).
 Tratamento com os de sexo oposto (I Tm 2). “(...) às moças, como a irmãs, com toda pureza (…)”. O apóstolo ressalta que no que tange ao relacionamento com sexo oposto, além do amor, respeito e consideração, abordado no tópico acima, o cristão deve enxergá­las como filhas de Deus, noiva do Cordeiro, tendo zelo por elas com “(...) zelo de Deus (...)” (II Co 11.2), com a finalidade de prepará­las, ajudá­las, incentivá­las na Igreja, a constituírem família, a amarem os maridos, terem filhos, serem sensatas, honestas e boas donas de casa (Tt 2.4,5).
 2.4.Trato com as viúvas (I Tm 5.3­16). “Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas...” Nestes versículos, o apóstolo aborda sobre dois tipos de viúvas: as idosas e as jovens. Às viúvas idosas obedeceriam a um critério de inscrição na lista dos necessitados da igreja (vs. 4,5,9,10). Se ela, mesmo tendo sessenta anos, tivesse filhos, netos, ou até mesmo algum parente crente, tal viúva deveria ser sustentada por sua família (v. 4,16), para não ser pesada à igreja (v. 16). Já para às viúvas novas, o apóstolo recomenda que “(...) Se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não deem ao adversário ocasião favorável de maledicência” (v. 14). A Igreja em Pernambuco, por meio do PROAT – Programa de Apoio a Terceira Idade, tem procurado identificar e ajudar as necessidades dos viúvas idosas.
Trato com os obreiros (I Tm 5.17­25). “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na .. Não aceites acusação contra o presbítero”. Com relação aos obreiros, Paulo orienta a Timóteo a não aceitar qualquer acusação contra ele; deveria se observar um critério (v.19), pois não há quem seja mais exposto a calúnia e a ultraje do que os líderes da igreja. Isto porque no exercício de seu ofício, sempre haverá pessoas insatisfeitas com a doutrina, inimigos do Evangelho que procurarão “se vingar” dos obreiros da Igreja (Dt 13.13; At 15.24; II Co 11.13; Gl 2.4; Fp 3.2,18,19; 1 Jo 2.9). Uma vez
 cometido uma falta, o obreiro é disciplinado como qualquer outro membro, pois ele só é obreiro, porque é membro da Igreja. Sua disciplina é realizada pela igreja, como ensina o apóstolo Paulo: “(...) já determinei (...) que o que tal ato praticou, em nome do Senhor Jesus Cristo, junto vós e o meu espírito (...) seja entregue a Satanás (...)” (1 Co 5.3­5). A Igreja é quem disciplina, reconcilia, aclama e exclui qualquer membro da igreja (II Co 2.5­11; Hb 12.11).

Trato com os senhores (I Tm 1­2). “Todos os servos que estão debaixo do jugo estimem a seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados” Nas relações de trabalho, as recomendações paulinas é que os servos “empregados”, obedeçam aos empregadores, respeitando­o, cumprindo com os compromissos de seu trabalho (Fp 4.8), para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados. Pois a rebeldia, preguiça, ineficiência no trabalho são atitudes que vão de encontro ao princípio estabelecido por Deus para a vida humana, que criou o trabalho (Gn 2.15; Dt 8.11­18), e que o mesmo deveria ser utilizado para a glória de Deus (Rm 11.36; I Co 10.31; Cl 1.15,16; Hb 2.10,13,20,21).

III – CONSELHOS GERAIS QUANTO A FALSOS MESTRES
 Paulo orienta a Timóteo a tomar cuidado com os falsos mestres, e elenca algumas características desses falsos obreiros. Vejamos:

 Traz outra doutrina (I Tm 3). “Se alguém ensina alguma outra doutrina (...)”. Uma das grandes características do falso mestre é a difusão de outra doutrina. Algumas pessoas tem se desviado da fé por não observarem os conselhos paulinos com relação a preservação doutrinária (Gl 1.7,8,9; 1 Tm 1.5­7, 18­20; 4.1,6,7,14­16; 6.11­16, 20; 2 Tm 1.13; 2.14; 3.14­17).

Não concorda com a doutrina (I Tm 3). “(...) e não concorda com as sãs palavras” (Almeida Revista Atualizada). No NT, temos homens como Himeneu e Alexandre (1 Tm 1.20; 2 Tm 4.14,15); Fileto (1 Tm 6.21; 2 Tm 2.17); Demas (2 Tm 4.10); Diótrefes (3 Jo 9­11), que são exemplos de maus obreiros que procuravam desestabilizar a unidade da igreja.
 Seu ensino busca apenas sua autopromoção (I Tm 4). “(...) É soberbo, nada sabe (...)”. O estrelismo sempre será o objetivo do falso mestre. Para ele, os que estão ao seu redor, sabem menos que ele, são ignorantes, desinformados, e por isso, caem na armadilha da soberba que foi o pecado de Satanás (Is 14.13­15; Ez. 28.13­18). Entretanto, toda soberba sempre precederá uma ruína (Pv 16.18; 29.23; Sl 101.5; Jr. 13.9; 48.29­47).
 Gosta de discussões e debates da doutrina (I Tm 4). “(...) mas tem mania por questões e contendas de palavras (...)”. Esses falsos mestres gostam promover discussões infrutíferas (1 Tm 1.6,7); “(...)que produzem de invejas, provocações, difamações, suspeitas malignas. Altercações sem fim, por homens cuja mente são privados da verdade (...)” (1 Tm 6.4,5 – Almeida Revista Atualizada). Acerca destes, Paulo recomenda a Timóteo: “Tu, ó homem de Deus, foge destas coisas(...)” (v. 11). O cristão deve ler a Bíblia para sua edificação, e não para promover debates que não promovem edificação alguma.
 IV – CONSELHOS GERAIS QUANTO A BUSCA DESENFREADA DAS RIQUEZAS
 Paulo passa, agora, a orientar Timóteo quanto ao perigo de se adquirir riquezas, e adquiri­las a qualquer custo. Ele mostra que o cristão que assim procede está ignorando que a vida não consiste em riquezas: “Nada trouxemos para este mundo, é manifesto que nada podemos levar dele.” (1 Tm 6.7), que Deus é o dono de tudo (Dt. 8.11­18; Sl 24.1; Rm 11.36) e que o contentamento deve estar presente em nossa vida: “Tendo, porém, com o que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes” (1 Tm 6.8). (As consequências para os que buscam as riquezas de forma desenfreada” (I Tm 6.9,10). Porém, os que desprezam tais verdades diz Paulo: (a) Caem em tentação; (b) Em laços; e, (c) Em muitas concupiscências loucas e nocivas, levando a perdição e ruína (1 Tm 6.9). Mas Timóteo deveria seguir: a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, e a mansidão (1 Tm 6.11).
CONCLUSÃO
 Nestes dois últimos capítulos de primeira carta a Timóteo, pudemos perceber, o cuidado pastoral de Paulo ao orientar, não só o pastor Timóteo, mas a Igreja em Éfeso, sobre os mais diversos assuntos relacionados à vida cristã e ao bom desenvolvimento do relacionamento interpessoal dos membros na Igreja, demonstrando assim, como pastor e apascentador, o seu amor pelo rebanho.



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