quarta-feira, 29 de abril de 2015

Proverbios 16:20

O que atenta prudentemente para a palavra prosperará,e feliz é aquele que confia no Senhor.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Jesus escolhe seus discípulos

Título: Jesus, o Homem Perfeito — O Evangelho de Lucas, o médico amado
Comentarista: José Gonçalves



Lição 5: Jesus escolhe seus discípulos
Data: 3 de Maio de 2015

TEXTO ÁUREO

“E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lc 14.27).

VERDADE PRÁTICA

O chamado para a salvação é de graça, mas o discipulado tem custos.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Lc 4.15,31
Jesus, o Mestre por excelência e nosso exemplo



Terça — Lc 11.1-4
Jesus não somente ensinou com palavras, mas também pelo exemplo



Quarta — Lc 9.57-62
Jesus se utilizou de vários métodos em seu ministério de ensino



Quinta — Lc 14.25-27
Jesus demonstra o alto custo do discipulado



Sexta — Lc 9.23
O Senhor Jesus Cristo e a preparação dos discípulos



Sábado — Lc 9.1-12
A missão dos discípulos era árdua, mas o Mestre estaria com eles

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 14.25-35.

25 — Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe:
26 — Se alguém vier a mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.
27 — E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo.
28 — Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?
29 — Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,
30 — dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
31 — Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?
32 — De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores e pede condições de paz.
33 — Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.
34 — Bom é o sal, mas, se ele degenerar, com que se adubará?
35 — Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.

HINOS SUGERIDOS

115, 127, 132 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Mostrar como se deu a escolha e a chamada dos primeiros discípulos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Analisar a vida de Jesus enquanto Mestre.
II. Explicar como se deu o chamado dos discípulos.
III. Saber como foi o treinamento dos primeiros discípulos.
IV. Analisar a missão de Jesus e de seus discípulos.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Jesus se tornou muito popular e por onde passava atraía multidões. Muitos apenas seguiam o Mestre, mas não eram seus discípulos. Ser discípulo envolve um preço e muitos não estavam dispostos a pagá-lo. Atualmente também, muitos querem ser abençoados por Jesus, todavia, poucos querem se tornar discípulos. Ser discípulo é abrir mão da própria vontade, de desejos pessoais e isso envolve grande sacrifício. O discípulo não pode permitir que nada venha interferir no seu compromisso com o Mestre. Cabe ao discípulo tomar a sua cruz e seguir o seu Mestre.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Como crentes, temos consciência do valor que a pregação da Palavra tem para a construção do Reino de Deus. Todavia, quando lemos os Evangelhos, acabamos descobrindo que Jesus, durante o seu ministério terreno, ensinou mais do que pregou. Na verdade, suas pregações, mesmo quando proclamações, eram recheadas de conteúdo pedagógico. Esses fatos nos mostram a importância que o ensino tem para um aprendizado eficiente. Nesta lição, aprenderemos com o Mestre dos mestres como Ele ensinou os seus seguidores e como, dentre eles, formou seus discípulos.


PONTO CENTRAL

Para ser discípulo de Jesus é preciso renunciar a tudo, tomar a cruz e segui-lo.


I. O MESTRE

1. Seu ensino. Jesus, o homem perfeito, foi o Mestre por excelência. A maior parte do seu ministério foi dedicada a ensinar e a preparar os seus discípulos (Lc 4.15,31; 5.3,17; 6.6; 11.1,2; 13.10; 19.47). Portanto, o ministério de Jesus foi centralizado no ensino. As Escrituras registram que as pessoas ficavam maravilhadas com o ensino do Senhor (Lc 4.22). Elas já estavam acostumadas a ouvir os mestres judeus ensinando nas sinagogas (Lc 4.20). Porém, quando ouviram Jesus ensinando, logo perceberam algo diferente! (Mt 7.28,29) O que era? Ele as ensinava com autoridade, e não apenas reproduzindo o que os outros disseram. A natureza de seu ensino era diferente — seu ensino era de origem divina (Jo 7.16).
2. Seu exemplo. Jesus ensinou seus discípulos através do exemplo: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.15). Isso o distanciou dos escribas e fariseus que ensinavam, mas não praticavam o que ensinavam (Mt 23.3). Os discípulos se sentiram motivados a orar quando viram seu Mestre orando (Lc 11.1-4). As palavras de Jesus eram acompanhadas de atitudes práticas. De nada adianta a beleza das palavras se elas não vêm acompanhadas pelas ações (Tg 1.22). O povo se convence mais rápido pelo que vê do que pelo que ouve. Por isso, o Mestre exortou os seus discípulos a serem exemplos (Mt 5.16).



SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Jesus é o Mestre por excelência.



SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Discípulo era um termo comum no século I para uma pessoa que era um seguidor compromissado de um líder religioso, filosófico ou político. No mundo judaico, o termo era particularmente usado para os estudantes de um rabi, o mestre religioso. Nos Evangelhos, João Batista e os fariseus tinham grupos de discípulos (Mc 2.18; Mt 22.15,16). Esses discípulos, com frequência, eram os alunos mais promissores que passaram pelo sistema de educação judaica — os que já tinham memorizado as Escrituras hebraicas e demonstraram o potencial para aprender os ensinamentos específicos dos rabis sobre a lei e os profetas a fim de que pudesse ensinar isso a outros. Portanto, era uma grande honra e responsabilidade ser chamado por um rabi para ser seu discípulo. Os discípulos aprenderam os ensinamentos de seu rabi vivendo com ele e seguindo-o aonde quer que vá. Uma frase daquele tempo descrevia os discípulos como aqueles que ‘ficavam cobertos pela poeira do rabi’, porque, literalmente, seguiam de muito perto seus mestres” (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD. p.69).



II. O CHAMADO

1. O método. Os teólogos têm observado que o método usado por Jesus para recrutar seus discípulos é variado. De fato, a Escritura mostra que algumas vezes a iniciativa do chamamento parte do próprio Senhor Jesus. Enquanto pregava e ensinava, Jesus observava as pessoas a quem iria chamar (Mc 1.16-20). Em alguns casos, o chamamento veio através da indicação do Batista (Jo 1.35-39). Houve também pessoas que se ofereceram para serem seguidoras de Jesus (Lc 9.57,58,61,62). E, finalmente, existiram os que foram conduzidos até Jesus por intermédio de amigos (Jo 1.40-42,45,46). Dessa forma, todas as classes foram alcançadas por Jesus. E foi dentre esses seguidores que Jesus chamou doze para serem seus apóstolos (Lc 6.13-16).
2. O custo. Jesus deixa bem claro quais são as implicações envolvidas na vida daquele que aceitasse o chamado para ser seu discípulo. Tornar-se discípulo é bem diferente de se tornar um simples aluno. No discipulado, o seguidor passa a conviver com o mestre, enquanto na relação professor-aluno essa prática não está presente. O aprendizado acontece diuturnamente, e não apenas durante algumas aulas dadas em domicílio ou numa sala. Quem quiser segui-lo deve, portanto, avaliar os custos. Seguir a Cristo envolve renúncia, significa submissão total a Ele. Jesus lembrou as pessoas desse custo, pois não queria que o seguisse apenas por empolgação (Lc 14.25-27). Muitos querem ser discípulos mas não querem renunciar nada. Às vezes precisamos sacrificar até mesmo o nosso relacionamento religioso na família, abrir mão de algumas coisas para seguir a Jesus. O que o Mestre está requerendo de você?



SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Jesus chamou doze discípulos para estar com Ele.



SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A salvação é um presente, mas o discipulado é caro. Aqueles que seguem Jesus devem estar propensos a pagar o alto preço. Ele quer que as pessoas se deem conta de que considerar o custo antes de tomar uma decisão é assunto sério. Requer arrependimento e compromisso total a Jesus ” (Comentário Bíblico Pentecostal. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, p.418).



III. O TREINAMENTO

1. Mudança de destino. No treinamento dado aos discípulos, a cruz ocupa um lugar central nos ensinamentos do Mestre (Lc 9.23; 14.27). A cruz de Cristo aparece como um divisor de águas na vida dos discípulos. Uma mudança de rumo ou destino. A vida com Cristo é cheia de vida, na verdade vida em abundância (Jo 10.10). Mas por outro lado, é uma vida para a morte! Quem não estivesse disposto a morrer, não poderia ser seu seguidor autêntico. A cruz muda o destino daquele que se torna seguidor de Jesus. Ela garante paz e vida eterna, mas somente para aqueles que morrerem para este mundo.
2. Mudança de valores. Lucas mostra Jesus instruindo os Doze antes de enviá-los em missão evangelística (Lc 9.1-6) e, posteriormente, enviando outros setenta após dar-lhes também instruções detalhadas (Lc 10.1-12). Para chegar a esse ponto, muitas coisas precisaram ser mudadas na vida desses discípulos. Uma delas, e muito importante, foi a mudança de mentalidade dos discípulos. Jesus mudou a forma de pensar deles. Seus discípulos não poderiam mais, por exemplo, possuir uma mente materialista como os gentios, que não conheciam a Deus (Lc 12.22,30). Quem conhece a Jesus de verdade não fica preocupado com o amanhã, com as coisas deste mundo, pois sabe que Ele, o Bom Pastor, supre cada uma das nossas necessidades.



SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Jesus escolheu seus discípulos e os treinou para todo trabalho na seara.



SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A escolha dos doze discípulos por Jesus é relevante, considerando-se que havia inicialmente doze tribos em Israel, provenientes dos doze filhos de Jacó (veja Gn 49). Depois do exílio, apenas a tribo de Judá permanecera visivelmente intacta. Quando escolheu os doze discípulos, Jesus estava anunciando a restauração do povo de Deus, agora reconfigurado em torno do próprio Jesus.
[...] Pedro era o mais proeminente de todos os discípulos. Mateus ou Levi, era cobrador de impostos, um publicano, que, por essa razão, era considerado um proscrito social por causa de seu emprego com as desprezadas autoridades romanas” (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, p.70).



IV. A MISSÃO

1. Pregar e ensinar. Já foi dito que o ministério de Jesus consistia no ensino da Palavra de Deus, na pregação do Evangelho do Reino e na cura dos doentes (Mt 4.23; Lc 4.44; 8.1). No texto de Lucas 9.1,2, vemos Jesus enviando os doze: “E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios e para curarem enfermidades; e enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos”. “Pregar” é a tradução do verbo grego kerysso, que possui o sentido de “proclamar como um arauto”. Jesus treinou seus discípulos com uma missão específica — serem proclamadores da mensagem do Reino de Deus. Proclamar o Evangelho do Reino ainda continua sendo a principal missão do Corpo de Cristo! Quando a Igreja se esquece desse princípio, ela perde o seu foco.
2. Libertar e curar. O Evangelho de Cristo provê tanto a cura para a alma como também para o corpo. O Evangelho de Mateus revela com clareza que o Senhor Jesus proveu tanto a cura como a libertação para todos aqueles que se achegavam a Ele com fé e contrição (Mt 8.16,17). Frank Stagg, teólogo americano, observa que embora a obra redentora de Cristo tenha o seu centro na cruz, Ele já era redentor da doença e do pecado durante o seu ministério terreno. Os discípulos, portanto, precisavam levar à frente essa verdade a todos os locais.



SÍNTESE DO TÓPICO (IV)

A missão dos discípulos era pregar o Evangelho do Reino a todos.



SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“No início do seu ministério, Jesus escolheu doze seguidores de um grupo enorme para formar um grupo mais próximo de discípulos (Mc 3.13-19). Conforme Ele os fez recordar posteriormente, o fato de se tornarem parte integrante desse grupo mais íntimo devia-se ao fato de Ele os ter escolhido, e não de eles terem feito uma escolha (Jo 15.16). Tinham dois propósitos principais: estar ‘com’ Jesus, como seguidores, e também para que eles os ‘enviasse a pregar’, como os representantes de Jesus (Mc 3.14). Em grego, o termo para enviar a pregar é apostolos, e, assim, os Doze também passaram a ser conhecidos como ‘os apóstolos’. Tinham de estar com Jesus durante todo o seu ministério para ouvir a mensagem e aprender sua forma de viver; depois, eles foram enviados por Jesus para as cidades e vilarejos de Israel, para disseminar a mensagem de Jesus sobre o Reino e para demonstrar isso por intermédio dos mesmos sinais milagrosos que Jesus usara (Mc 3.14,15). Depois da ressurreição, esses discípulos (com exceção de Judas, que traiu Jesus) tinham de levar a mensagem sobre Ele ao mundo (Mt 28.19)” (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, pp.69-70).



CONCLUSÃO

Aprendemos nesta lição sobre a importância que o ensino tem na formação do caráter cristão. Jesus ensinou os seus discípulos, mas não os ensinou de qualquer forma nem tampouco lhes deu qualquer coisa como conteúdo. Ele lhes ensinou a Palavra de Deus. Mas até mesmo o ensino da Palavra de Deus, para ter eficácia, precisa ser acompanhada pelo exemplo, valer-se de recursos didáticos eficientes, firmar-se em valores e possuir um objetivo claro e definido. Tudo isso encontramos com abundância nos ensinos de Jesus. Ao seguir seus ensinos, temos a garantia de que o hiato existente entre o professor e o aluno, entre o educador e o educando, desaparecerão. Dessa forma teremos um ensino eficiente.

PARA REFLETIR

Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:

No que se diferençava o ensino de Jesus daquele praticado pelos escribas?
O que diferençava era o fato de que Jesus ensinava com autoridade, e não apenas reproduzindo o que os outros disseram.

Como podemos definir o método de ensino de Jesus?
Jesus tinha como método o exemplo. Suas palavras eram associadas a ações práticas. Jesus vivia o que ensinava.

Como Jesus treinava seus discípulos?
No treinamento dado aos discípulos, a cruz ocupava um lugar central. Quem não estivesse disposto a morrer, não poderia ser seu seguidor autêntico.

Em que consistia a missão dos discípulos de Jesus?
Os discípulos tinham como missão pregar o Reino de Deus e curar os enfermos. Jesus treinou seus discípulos com uma missão específica — serem proclamadores da mensagem do Reino de Deus. Proclamar o Evangelho do Reino ainda continua sendo a principal missão do Corpo de Cristo.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

II Timoteo 2:15

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2Tm 2.15)

terça-feira, 21 de abril de 2015

As tentações de Jesus

Nós observamos o triste exemplo de Eva e sua resposta às tentações do diabo. Neste artigo nós observaremos uma resposta oposta, no exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo e como Ele reagiu à tentação, o que também irá nos ensinar como devemos responder à ela. Assim, começando em Mateus 4:1-3 nós lemos:
Mateus 4:1-3
“Então Jesus foi guiado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. E tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, sentiu fome. Chegando então o tentador, disse-lhe: “Se és o Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem em pão.”
veja que o padrão que o diabo seguiu durante as tentações de Jesus, é o mesmo que ele seguiu com Eva em Gênesis quando ele a tentou. Ele novamente tenta desafiar o que Deus disse, e o que era aquilo que Jesus era o Filho de Deus (Mateus 3:17). O diabo não sabia que Jesus era o Filho de Deus? Claro que sabia? Mas o foco da tentação era fazer Jesus duvidar de sua verdadeira identidade. Como Jesus respondeu ao diabo? O versículo 4 nos diz:
Mateus 4:4
“Mas ele respondeu e disse, ESTÁ ESCRITO que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca Deus.”
Para encarar a tentação Jesus sabia que o que ele precisava era da Palavra de Deus. Olhe o quão afiado Ele foi: Suas primeiras palavras aqui foram “está escrito…” e ele citou a passagem da Bíblia que é relativa a tentação. Foi assim que ele derrotou o diabo e sua tentação e é assim que você e eu podemos derrotá-lo.
Tendo o diabo falhado na primeira tentativa ele passa a uma segunda. E o padrão foi o mesmo:
Mateus 4:5-6
“Então o diabo o levou para a cidade santa, e o colocou sobre o pináculo do templo, dizendo-o, “se você é o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo: pois está escrito “Ele dará ordens aos seus anjos ao seu respeito”; e “e eles te sustentarão em suas mãos para que nunca tropece em nenhuma pedra.”
Como a passagem acima esclarece, o diabo também pode fazer uso da Bíblia. Todavia, ele a usa indevidamente. Ele a distorce de forma enganosa e intencional, fazendo interpretações erradas da Palavra de Deus. Então o que ele citou era de fato da Bíblia, de Salmos 91:11-12. Mas então ele enganosamente a interpreta, como se ela fosse de fato aplicável a Jesus para que ele avançasse, tentando a Deus para ver se Ele realmente o salvaria, ao pular do pináculo do templo. É claro que tentar a Deus não estava incluído na extensão da promessa de Salmo 91: 11-12! A reação de Jesus foi novamente bastante aguda:
Mateus 4:7
“Jesus disse ao diabo, “Está escrito, não tentarás ao Senhor seu Deus”
Veja a imediata e direta resposta de Jesus a tentação. Nenhuma oscilação. Nada de “vamos ver… uh…oh…eu acho…talvez…”. Ao invés disso Ele sabia exatamente o que a palavra dizia, interpretou-a corretamente e triunfou sobre as tentações do diabo na segunda vez assim como Ele iria fazer na próxima e última tentação:
Mateus 4:8-9
“Novamente o diabo o levou ao topo de uma montanha, e mostrou a ele todos os reinos do mundo e sua glória; E disse a ele, todas estas coisas eu te dou, se prostrado me adorares.”
Aqui o diabo joga sua última cartada. Ele supostamente daria a Jesus tudo se Ele “apenas” o adorasse. Mas novamente sua tentação falhou terrivelmente, e aqui está o porquê:
Mateus 4:10
“Então Jesus disse a ele, Retira-te Satanás: porque ESTÁ ESCRITO “Adorarás ao Senhor teu Deus e só a Ele darás culto”
Muitas pessoas dizem “Retira-te Satanás” quando sentem sua pressão, presença e tentação. Mas Jesus Cristo não parou aqui. Ele acrescentou: “ESTÁ ESCRITO….”, declarando exatamente o que a Palavra de Deus disse sobre o assunto tentação. O resultado de Sua tática é dada no verso 11:
Mateus 4:11
“Então o diabo o deixou.”
Você acha que o diabo teria deixado Jesus se Ele não o tivesse enfrentado da forma como o fez? Eu acredito que não. Tiago 4:7 diz, que a única forma de se livrar do diabo e resistir a ele.
Tiago 4:7
“Resisti ao diabo e ele fugirá de vós.”
O exemplo de Jesus nos diz que para resistir ao diabo e suas tentações você deve conhecer exatamente a Palavra de Deus e aplicá-la de forma consistente. Eva não fez assim. Os resultados são bem conhecidos. Você e eu devemos determinar o que iremos fazer? Devemos manejar corretamente a Palavra da Verdade independentemente de doutrinas de homens e visões denominacionais ou seguiremos tradições humanas? Até onde Deus está interessado há apenas uma decisão correta: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja bem a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15)


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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Jesus Venceu a Tentação

    Jesus Venceu a Tentação

Na luta do cristão contra o diabo, o principal campo de batalha é a tentação. O discípulo precisa vencer o inimigo superando as tentações. Não estamos sós, contudo. Jesus tornou-se um homem, foi tentado como somos, obteve a vitória, assim mostrando como nós podemos triunfar sobre Satanás (note Hebreus 2:17-18; 4:15). É essencial, portanto, que analisemos cuidadosamente de que forma Jesus venceu.
Embora Jesus foi tentado várias vezes, ele enfrentou um teste especialmente severo logo depois que foi batizado. Lucas recorda este evento (Lucas 4:1-13), mas seguiremos a história conforme Mateus a conta: "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome"(Mateus 4:1-2). Pelo fato que foi o Espírito que levou Jesus para o deserto mostra que Deus pretendia que Jesus fosse totalmente humano e sofresse tentação. Note estas três tentativas de Satanás para seduzir Jesus.

Primeira Tentação

A afirmação do diabo: "Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães" (4:3). O diabo é um mestre das coisas aparentemente lógicas. Jesus estava faminto; ele tinha poder para transformar as pedras em pão. O diabo simplesmente sugeriu que ele tirasse vantagem de seu privilégio especial para prover sua necessidade imediata.
As questões: Era verdade que Jesus necessitava de alimento para sobreviver. Mas a questão era como ele o obteria. Lembre-se de que foi Deus quem o conduziu a um deserto sem alimento. O diabo aconselhou Jesus a agir independentemente e encontrar seus próprios meios para suprir sua necessidade. Confiará ele em Deus ou se alimentará a seu próprio modo? Há  aqui, também, uma questão mais básica: Como Jesus usará suas aptidões? O grande poder que Jesus tinha seria usado como uma lâmpada de Aladim, para gratificar seus desejos pessoais? A tentação era ressaltar demais os privilégios de sua divindade e minimizar as responsabilidades de sua humanidade. E isto era crucial, porque o plano de Deus era que Jesus enfrentasse a tentação na área de sua humanidade, usando somente os recursos que todos nós temos a nossa disposição.
A resposta de Jesus: "Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (4:4). Em cada teste, Jesus se voltava para as Escrituras, usando um meio que nós também podemos empregar para superar a tentação. A passagem que ele citou foi a mais adequada naquela situação. No contexto, os israelitas tinham aprendido durante seus 40 anos no deserto que eles deveriam esperar e confiar no Senhor para conseguir alimento, e não tentar conceber seus próprios esquemas para se sustentarem.
Lições: 1. O diabo ataca as nossas fraquezas. Ele não se acanha em provar nossas áreas mais vulneráveis. Depois de jejuar 40 dias, Jesus estava faminto. Daí, a tentação de fazer alimento de uma maneira não autorizada. Satanás escolhe justamente aquela tentação à qual somos mais vulneráveis, no momento. De fato, as tentações são freqüentemente ligadas a sofrimento ou desejos físicos. 2. A tentação parece razoável. O errado freqüentemente parece certo. Um homem "tem que comer" . Muitas pessoas sentem que necessidades pessoais as isentam da responsabilidade de obedecer às leis de Deus. 3. Precisamos confiar em Deus. Jesus precisava de alimento, sim. Porém, mais do que isso, precisava fazer a vontade do Pai. É sempre certo fazer o certo e sempre errado fazer o errado. Deus proverá o que ele achar melhor; meu dever é obedecer-lhe. É melhor morrer de fome do que desagradar ao Senhor.

Segunda Tentação

A afirmação do diabo: "Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra" (4:5-6). Jesus tinha replicado à tentação anterior dizendo que confiava em cada palavra do Senhor. Aqui Satanás está dizendo: "Bem, se confia tanto em Deus, então experimenta-o. Verifica o sistema e vê se ele realmente cuidará de ti." E ele confirmou a tentação com um trecho das Escrituras.
As questões: A questão é: Jesus confiará sem experimentar? Desde que Deus prometeu preservá-lo do perigo, é certo criar um perigo, só para ver se Deus realmente fará como disse?
A resposta de Jesus: "Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus" (4:7). A confiança verdadeira aceita a palavra de Deus e não necessita testá-la.
Lições: 1. O diabo cita a Escritura; ele põe como isca no seu anzol os versículos da Bíblia. Pessoas freqüentemente aceitam qualquer ensinamento, se está acompanhado por um bocado de versículos. Mas cuidado! O mesmo diabo que pode disfarçar-se como um anjo celestial (2 Coríntios 11:13-15) pode, certamente, deturpar as Escrituras para seus próprios propósitos. O diabo fez três enganos: Primeiro, não tomou todas as Escrituras. Jesus replicou com: "Também está escrito". A verdade é a soma de tudo o que Deus diz; por isso precisamos estudar todos os ensinamentos das Escrituras a respeito de um determinado assunto para conhecer verdadeiramente a vontade de Deus. Segundo, ele tomou a passagem fora do contexto. O Salmo 91, no contexto, conforta o homem que confia e depende do Senhor; ao homem que sente necessidade de testar o Senhor nada é prometido aqui. Terceiro, Satanás usou uma passagem figurada literalmente. No contexto, o ponto não era uma proteção física, mas uma espiritual. 2. Satanás é versátil. Jesus venceu em uma área, então o diabo se mudou para outra. Temos que estar sempre em guarda (1 Pedro 5:8). 3. A confiança não experimenta, não continua pondo condições ao nosso serviço a Deus, e não continua exigindo mais prova. Em vista da abundante evidência que Deus apresentou, é perverso pedir a Deus para fazer algo mais para dar prova de si.

Terceira Tentação

A afirmação do diabo: "Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou- lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" (4:8-9). Que tentação! O diabo deslumbrava com a torturante possibilidade de reinar sobre todos os reinos do mundo.
As questões: A questão aqui não era tanto a de Jesus tornar-se um rei (Deus já lhe tinha prometido isso Salmo 2:7-9; Gênesis 49:10), mas de como e quando. O Senhor prometeu o reinado ao Filho depois de seu sofrimento (Hebreus 2:9). O diabo ofereceu um atalho: a coroa sem a cruz. Era um compromisso. Ele poderia governar todos os reinos do mundo e entregá-los ao Pai. Mas, no processo, o reino se tornaria impuro. Então as questões são: Como Jesus se tornaria rei? Você pode usar um meio errado e, no fim, conseguir fazer o bem?
A resposta de Jesus: "Retira-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto"(4:10). Nada é bom se é errado, se viola as Escrituras.
Lições: 1. Satanás paga o que for necessário. O diabo ofereceu tudo para "comprar" Jesus. Se houver um preço pelo qual você desobedecerá a Deus, pode esperar que o diabo virá pagá-lo. (Leia Mateus 16:26). 2. O diabo oferece atalhos. Ele oferece o mais fácil, o mais decisivo caminho ao poder e à vitória. Jesus recusou o atalho; Ele ganharia os reinos pelo modo que o Pai tinha determinado. Hoje Satanás tenta as igrejas a usar atalhos para ganhar poder e converter pessoas. O caminho de Deus é converter ensinando o evangelho (Romanos 1:16). Exatamente como ele tentou Jesus para corromper sua missão e ganhar poder através de meios carnais, assim ele tenta nestes dias. 3. O diabo oferece compromissos por bons propósitos. Ele testa a profundeza de nossa pureza. Ele nos tenta a usar erradamente as Escrituras para apoiar um bom ponto ou dizer uma mentira de modo a atingir um bom resultado. Nunca é certo fazer o que é errado.

Conclusão

Nesta batalha entre os dois leões (1 Pedro 5:8; Apocalipse 5:5), Jesus ganhou uma vitória decisiva. E ele fez isso do mesmo modo que nós temos que fazer. Confiou em Deus (1 João 5:4; Efésios 6:16). Usou as Escrituras (1 João 2:14; Colossenses 3:16). Resistiu ao diabo (Tiago 4:7; 1 Pedro 5:9). O ponto crucial é este: Jesus nunca fez o que ele sabia que não era certo. Que Deus nos ajude a seguir seus passos (1 Pedro 2:21).


- por Gary Fisher

domingo, 19 de abril de 2015

A tentação de Jesus

Lição 4:
Data: 26 de Abril de 2015

 TEXTO ÁUREO
 “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15).
 VERDADE PRÁTICA
 Jesus firmou-se na Palavra de Deus para vencer Satanás. Assim devemos agir para obter a vitória.
 LEITURA DIÁRIA
 Segunda — Lucas 4.2; 1Co 10.13
A tentação é uma realidade para todos os crentes
 Terça — Lc 4.3; 1Pe 5.8
A necessidade constante de vigilância ante a tentação
 Quarta — Gn 3.6; Lc 4.3,4
A tentação de ser saciado em um momento de necessidade
 Quinta — Lc 4.5-8
A tentação de ser prestigiado e assim descumprirmos o propósito divino
 Sexta — Lc 4.9
A tentação de ser notado quando Deus quer discrição
 Sábado — Lc 4.12,13
Em Jesus Cristo podemos vencer a tentação

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
 Lucas 4.1-13.

1 — E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto.
2 — E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome.
3 — E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.
4 — E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de Deus.
5 — E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo.
6 — E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.
7 — Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
8 — E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás.
9 — Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo,
10 — porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem
11 — e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
12 — E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus.
13 — E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.

HINOS SUGERIDOS

75, 308, 422 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Mostrar que Jesus foi tentado, mas venceu toda tentação pelo poder da Palavra de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Compreender a realidade da tentação.
II. Explicar como Jesus venceu a tentação de ser saciado.
III. Saber como Jesus venceu a tentação de ser celebrado.
IV. Analisar as artimanhas do Inimigo para que Jesus cedesse à tentação de ser notado.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

O Diabo é um anjo do mal que, dia e noite, procura fazer com que os servos de Deus sejam seduzidos pelo pecado. Como homem Jesus também foi tentado em tudo (Hb 4.15b), mas o Mestre venceu toda tentação. O Inimigo foi derrotado em todas as áreas na vida de Jesus. A tentação vem para todos os filhos de Deus, porém, a Palavra do Senhor nos garante que, se resistirmos ao Diabo, ele fugirá de nós (Tg 4.7).
Lucas diz que o Diabo se ausentou de Jesus por um tempo (Lc 4.13), ou seja, até encontrar outra oportunidade para atacá-lo novamente. Jesus estava iniciando seu ministério quando foi conduzido ao deserto para experimentar vários tipos de tentação, mas o Inimigo, mesmo sem sucesso, o tentou até a cruz.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

A tentação é uma realidade com a qual todo crente, em algum momento, irá se deparar. Não existe ninguém que seja imune à tentação, pois até mesmo Jesus, o homem perfeito, foi tentado! A resposta à tentação não é, portanto, negá-la, mas enfrentá-la à luz da Palavra de Deus.
Nesta lição iremos aprender como Jesus enfrentou a tentação e derrotou Satanás. Veremos a sutileza do Diabo em tentar o Filho de Deus em um momento de extrema carência e necessidade física, e como o Filho do Homem o derrotou ao dizer “não” a cada uma de suas propostas. Por fim, destacaremos que a vitória de Jesus é também a nossa.


PONTO CENTRAL
A tentação é uma realidade, mas em Jesus podemos vencê-la.


I. A REALIDADE DA TENTAÇÃO

1. Uma realidade humana. Já foram assinalados em comentários anteriores que devemos levar em conta o fato bíblico e teológico incontestável de que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Como Deus, não podia ser tentado, mas como homem, mesmo sendo perfeito, sim (Jo 17.5; Fp 2.5-11; Hb 2.17). No mistério da encarnação, Jesus não perdeu a sua natureza divina, nem tampouco os atributos da divindade, mas, como diz a tradução americana de Philips, Ele “abdicou de seus privilégios” (Fp 2.7). Como homem Ele foi tentado em todas as coisas, assim como nós, porém, não transgrediu (Hb 4.15). À luz do ensino bíblico, portanto, a tentação de Jesus Cristo foi real e não apenas uma encenação. O homem perfeito, Jesus, foi tentado em tudo, mas não pecou! (1Pe 2.22).
2. Vencendo a tentação. Lucas revela que Cristo foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo Diabo. Jesus, em sua condição humana, foi capacitado pelo Espírito Santo para enfrentar Satanás. A capacitação de poder sobre Jesus revela o lado messiânico da sua missão. Na teologia lucana, o Messias seria revestido pelo Espírito para realizar a obra de Deus, e isso incluía desfazer as obras do Diabo. A vitória de Jesus sobre a tentação é também a nossa vitória. Jesus, o homem perfeito, venceu a sedução do pecado com oração, com a Palavra e por andar no Espírito. Todos os que estão em Cristo podem sim, também, vencer a tentação (1Co 10.13).



SÍNTESE DO TÓPICO (I)

A tentação é uma realidade para todos os filhos de Deus.



SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O Diabo tentou o Filho do homem, mas também o Filho de Deus. Foi uma disputa entre Jesus, cheio do Espírito Santo, e o acusador dos homens. O Diabo tinha vencido, com Adão e Eva. Ele tinha esperanças de triunfar sobre Jesus” (ROBERTSON, A. T. Comentário de Lucas: À Luz do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, p.80).



II. A TENTAÇÃO DE SER SACIADO

1. A sutileza da tentação. A primeira tentação de Jesus se dá na esfera dos apetites. A essa tentação Jesus respondeu: “Escrito está que nem só de pão viverá o homem” (Lc 4.3,4). O Diabo, por certo, sabia que por ocasião do batismo de Jesus, Deus, o Pai, falara-lhe da sua filiação divina (Lc 3.22). Jesus, como o homem perfeito que era, precisava enfrentar a tentação em sua condição humana, e não fazer uso de seus atributos divinos como queria o Diabo. Como Filho de Deus que era, evidentemente Jesus poderia usar os atributos da divindade para transformar todo aquele deserto em pão. Todavia, se assim procedesse, negaria a sua missão de homem perfeito. Quer o Diabo estimule um apetite legítimo, quer não, o seu alvo é sempre o mesmo — colocar tropeços no caminho do servo de Deus.
2. Gratificação pessoal. Depois de 40 dias de jejum total, Jesus, sem dúvida alguma, encontrava-se debilitado fisicamente. Todo o seu ser, por certo, exigia ser saciado. Tanto a água quanto o pão são elementos necessários para a manutenção do corpo. Não há, portanto, nada de errado com o desejo de comer ou beber. Todavia, se esse desejo é apenas para uma gratificação pessoal, como queria o Diabo, então ele se converte em pecado. Satanás queria que Jesus visse as coisas materiais como sendo mais necessárias do que as espirituais. Jesus mostra que mais importante do que o pão material era o pão espiritual, a Palavra de Deus. Ainda hoje, o Diabo usa a mesma artimanha quando convence os homens de que ter abundância, fartura ou prosperidade material é melhor do que desfrutar da comunhão com Deus.



SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Jesus foi tentado a satisfazer sua necessidade de ser saciado.



CONHEÇA MAIS

O jejum

“Segundo a leitura médica, trinta a quarenta dias de completo jejum exaure as energias do corpo, causa fome intensa e aproxima o indivíduo da exaustão. Mesmo neste estado de fraqueza, Jesus permaneceu fiel ao compromisso. Confiou e agiu de acordo com a Palavra de Deus” (Guia do Leitor da Bíblia. CPAD. p.655).



SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Jesus experimenta três tentações específicas. A primeira envolve suas necessidades físicas (Lc 4.3,4). O Diabo presume que Jesus é o Filho de Deus — ‘Se tu és o Filho de Deus’ significa ‘Visto que Tu és o Filho de Deus’. Claro que Jesus pode exercer o poder de Deus e transformar uma pedra do chão em pão. O Diabo sugere que o uso deste poder para aliviar a fome era verdadeira prova de que Jesus é o Filho de Deus. Mas se Jesus transformasse uma pedra em pão, tal milagre revelaria sua falta de fé na bondade de Deus. Ele teria obedecido a Satanás em vez de ser obediente a Deus. Ele teria usado seu poder para satisfazer as necessidades pessoais em vez de usá-lo para a glória de Deus.
Jesus resiste à tentação do Diabo citando Deuteronômio 8.3. O ponto de sua resposta é que o bem-estar humano é mais que assunto de ter comida suficiente. O mais importante é obedecer à Palavra de Deus e confiar no Senhor que cuida de nós. Jesus obedece à Palavra de Deus, embora implique em fome física” (Comentário Bíblico Pentecostal. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD. p.338).



III. A TENTAÇÃO DE SER CELEBRADO

1. O príncipe deste mundo. No texto de Lucas 4.5-8, o Diabo oferece a Jesus domínio sobre os reinos do mundo. Jesus não contestou as palavras de Satanás quando este afirmou que possuía autoridade sobre este mundo (Lc 4.6). De fato, o próprio Cristo afirmou que Satanás é o príncipe deste mundo (Jo 16.11). O apóstolo João nos diz que “o mundo está no maligno” (1Jo 5.19). E o apóstolo Paulo diz que o Diabo é “príncipe das potestades do ar” (Ef 2.2). Vivemos em um mundo caído e com um sistema iníquo, mas, assim como Jesus Cristo, não fazemos parte dele (Jo 8.23; 17.9; 18.36). É lamentável quando crentes não apenas vivem de acordo com os padrões deste mundo, mas também ficam totalmente comprometidos com ele.
2. A busca pelo poder terreno. Por trás desse sistema iníquo existe toda uma filosofia de domínio. Esse poder pode estar presente tanto na esfera material como na espiritual. É a busca pela glória e poder terreno. O Diabo sabe que o desejo de ser celebrado, de ser chamado “senhor”, é algo que fascina os homens. Satanás sabia que derrubaria Adão se o convencesse de que ele poderia se tornar poderoso ao adquirir conhecimento. Adão acreditou que até mesmo poderia ser como Deus (Gn 3.5). A isca foi lançada e Adão a engoliu! O Diabo por certo acreditava que o mesmo aconteceria com Jesus, o Filho do Homem. Mas Jesus não se dobrou diante de Satanás. Por certo, muitos estão exercitando poder e domínio neste mundo, mas provavelmente também estão se curvando diante de Satanás.



SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Como homem, Jesus foi tentado a buscar honra e celebração para si.



SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A segunda tentação é a oferta que o Inimigo fez a Jesus de autoridade sobre os reinos da terra (Lc 4.5-8). Num momento de tempo, ele traz à presença de Jesus todos os reinos do mundo. Afirma que eles lhes foram dados e que ele tem o direito de dispor deles como quiser. A afirmação do Diabo é meia-verdade. Embora ele tenha grande poder (Jo 12.31; 14.30), não tem autoridade para dar a Jesus os reinos do mundo e a glória deles. Ele promete que Jesus pode se tornar o governante da terra se tão somente Ele o adorar. Satanás tenta ludibriar Jesus para obter poder político e estabelecer um reino no mundo maior que o dos romanos.
O Reino que Jesus veio estabelecer é muito diferente. É um reino no qual Deus reina, e é formado por homens e mulheres livres da escravidão do pecado e de Satanás” (Comentário Bíblico Pentecostal. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD. p.338).



IV. A TENTAÇÃO DE SER NOTADO

1. A artimanha do Inimigo. O Diabo não desiste nas primeiras derrotas e arrisca tentar Jesus mais uma vez com seu jargão predileto: “Se tu és” (Lc 4.9). Todavia, agora ele acrescenta a frase: “porque está escrito” (Lc 4.10). Satanás tenta derrotar Jesus usando a Bíblia! Evidentemente que ele usa o Salmo 91 fora do seu contexto! Quando a Palavra do Senhor tem exatamente o sentido do que o Criador disse, então ela é de fato a Palavra dEle. Porém, quando passa a possuir um sentido particular, isto é, que Deus não disse, não é mais a Palavra dEle, mas palavras de Satanás. A Bíblia usada fora do seu contexto, como fez o Diabo e as seitas que ele criou, não é a Palavra de Deus, mas uma arma do Maligno. É preciso muito cuidado quando se vê alguém manusear a Bíblia. Pode ser que esse “manuseio” não esteja a serviço de Deus!
2. A busca pelo prestígio. Quando o Diabo quer ver a queda de alguém, procura levá-lo até o ponto mais alto (Lc 4.9). É a tentação de ser visto, de ser notado. Era algo muito tentador saber que dezenas, talvez centenas de pessoas, estariam ali para ver e aplaudir aquela cena com características cinematográficas. Jesus não se dobrou frente aos apelos de Satanás.
Há um reconhecimento e uma fama que são bíblicas e não há nada pecaminoso nisso (Gn 12.2; 2Sm 7.9). Todavia, quando o desejo por publicidade se torna um fim em si mesmo, então passa-se a fazer o jogo do Diabo. Infelizmente, muitos não medem esforços para se exibir. Isso é pecado, mesmo que seja na esfera religiosa ou espiritual.



SÍNTESE DO TÓPICO (IV)

Jesus venceu a tentação de ser notado pelos homens.



SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A terceira tentação tem a ver com provar a verdade da promessa de Deus (Lc 4.9-12). Jesus se deixa levar voluntariamente com o maligno até o ponto mais alto do templo. A localização precisa no templo é incerta, mas do ponto mais alto do templo Satanás instiga Jesus a pular: ‘Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo’ (v.9). A sugestão dele é esta: ‘Antes de tu te dispores em tua missão, é melhor que te certifiques da proteção de Deus. Então, por que não pulas e não te asseguras de que Deus tomará conta de Ti?’. O maligno foi refutado duas vezes com as Escrituras, então ele cita o Salmo 91.11,12 para garantir que Deus o protegerá de qualquer dano. Este é um exemplo de torcer as Escrituras para servir a um propósito, pois o Salmo 91 não garante que Deus fará milagres sob as condições que estipularmos” (Comentário Bíblico Pentecostal. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, p.338).



CONCLUSÃO

Jesus venceu Satanás no deserto e em todas as outras situações em que o confrontou durante o seu ministério terreno (Lc 4.1-13; 10.18,19). Na cruz do Calvário, o Filho de Deus derrotou Satanás de forma definitiva (Cl 2.15; Hb 2.14). Posteriormente, o apóstolo Paulo ensinaria à Igreja que todos aqueles que se encontram em Cristo também participam dessa vitória (Ef 1.20-22; 2.6). Em Cristo somos mais do que vencedores (Rm 8.37; 1Co 15.57), todavia, como cristãos criteriosos, não devemos subestimar o mal (Lc 22.31-34).

PARA REFLETIR

Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:

De que forma a lição explica a tentação de Jesus?
Ela explica que a tentação é uma realidade humana. Como homem Jesus também sofreu várias tentações. Porém, Ele venceu todas.

Qual foi a primeira tentação de Jesus?
A primeira tentação foi a sugestão do Diabo de Jesus transformar as pedras do deserto em pães. Ele sabia que Jesus estava em jejum e, certamente, estava com fome.

Qual foi a segunda tentação?
A segunda tentação foi a oferta que o Diabo fez a Jesus de autoridade sobre os reinos da terra (Lc 4.5-8).

Satanás tentou derrotar Jesus usando até mesmo o quê?
Ele usou até mesmo a Palavra de Deus. Porém, que fique claro, o Diabo utilizou a Palavra de Deus de forma errada, fora do seu contexto.

Quando Jesus derrotou Satanás de forma definitiva?
Quando da sua morte e ressurreição na cruz do calvário.

Qual será o seu veredicto

CULPADO OU INOCENTE ?


O SOM DAS BATIDAS DO MARTELO SOOU JUNTO COM A VOZ DO JUIZ: ''CULPADO !''. TODAS AS PROVAS FORAM REUNIDAS E EXPOSTAS. A DEFESA FÔRA INÚTIL. ''CULPADO ! CULPADO!''.  UM VEREDICTO QUE NENHUM RÉU GOSTA DE OUVIR QUANDO SE LEVANTA E ENFRENTA A CORTE. E,COM O VEREDICTO,UM NOVO LUGAR PARA MORAR: A PRISÃO.


VOCÊ SABIA QUE,DE ACORDO COM A BÍBLIA,UM DIA ENFRENTAREMOS UMA CORTE PARA DAR CONTAS DE NOSSOS ATOS,DIANTE DO GRANDE JUIZ? NAQUELE DIA,NADA FICARÁ ESCONDIDO. DEUS,O GRANDE JUIZ DO MUNDO,REVELARÁ TUDO PARA SER JULGADO.E,NESSE JULGAMENTO, NÂO HAVERÁ LUGAR PARA A DEFESA. SOMENTE DOIS VEREDICTO SERÃO OUVIDOS: ''INOCENTE!'' OU ''CULPADO!''. VOCÊ JÁ SABE QUAL SERÁ A SUA SENTENÇA?



fonte:descubra a verdadeira Paz vol,1
Liga Bíblica brasileira.

IITimóteo 3:15-16

Desde menino,você conhece as escrituras Sagradas,que lhe  podem dar a sabedoria que leva à salvação,por meio da fé em Cristo Jesus. Porque toda Escritura Sagrada é inspirada por Deus e útil para ensinar a verdade,condenar o erro,corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A infância de Jesus

Lições Bíblicas CPAD
Adultos

2º Trimestre de 2015

Título: Jesus, o Homem Perfeito — O Evangelho de Lucas, o médico amado
Comentarista: José Gonçalves

Lição 3: A infância de Jesus
Data: 19 de Abril de 2015

TEXTO ÁUREO

“E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.52).

VERDADE PRÁTICA

Crescer de forma integral e uniforme, como Jesus cresceu, deve ser o alvo de todo cristão.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Lc 2.40,52; Mc 6.31,32
Jesus ensina a respeito do cuidado com o corpo
Terça — Lc 2.51
Jesus e o seu proceder familiar impecáve
Quarta — Lc 4.16
Jesus Cristo e a cultura do seu tempo
Quinta — Lc 12.50
Jesus e o desenvolvimento da personalidade
Sexta — Lc 20.19-26
Jesus e o controle emocional diante das dificuldades
Sábado — Lc 2.46-49
Jesus e o fortalecimento do espírito

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 2.46-49; 3.21,22.

Lucas 2
46 — E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.
47 — E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas.
48 — E, quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu, ansiosos, te procurávamos.
49 — E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?

Lucas 3
21 — E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu,
22 — e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido.

HINOS SUGERIDOS

179, 184, 190 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Apresentar a infância de Jesus Cristo segundo o Evangelho de Lucas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar que Jesus cresceu fisicamente.
II. Conhecer como se deu o crescimento social de Jesus.
III. Saber como se deu o desenvolvimento cognitivo de Jesus.
IV. Aprender como se deu o desenvolvimento espiritual de Jesus.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Não temos muitas informações a respeito da infância de Jesus. Os Evangelhos são nossas únicas fontes confiáveis a respeito dessa fase da vida do Mestre. O Evangelho de Lucas nos mostra que, como Homem Perfeito, Ele experimentou um desenvolvimento saudável, como de qualquer criança de sua idade. A única diferença entre Jesus e os meninos de sua época era o fato de que Ele não tinha pecado.
Lucas também registra um incidente da infância do menino Jesus. Por meio desse incidente, podemos ver que, aos doze anos, Jesus já tinha plena consciência de sua relação com o Pai e acerca de sua chamada.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

As Escrituras revelam que Jesus era plenamente Deus e plenamente homem! Ao dizerem que Jesus é cem por cento Deus e cem por cento homem, teólogos cristãos estão afirmando essa mesma verdade de uma outra forma. Deus se humanizou em Cristo (2Co 5.19) e isso é conhecido na teologia cristã como o grande mistério da encarnação.
Conhecer o Jesus divino é maravilhoso e bíblico, mas conhecer o Jesus humano o é da mesma forma. Aqui, vamos aprender que Jesus cresceu como qualquer ser humano. Ele cresceu física, social, psicológica e espiritualmente. Em cada uma dessas dimensões, Ele deixou ricos aprendizados para todos nós.


PONTO CENTRAL

Jesus, como ser humano, desenvolveu-se normalmente.

I. JESUS CRESCEU FISICAMENTE

1. A dimensão corpórea de Jesus. A Bíblia nos ensina que Jesus nasceu e cresceu como qualquer ser humano (Lc 2.40,52). Jesus em tudo era, semelhante a nós, mas sem, pecado (Fp 2.6,7; Hb 4.15). Como todo ser humano, Ele possuía um corpo físico que era limitado pelo tempo e pelo espaço. A palavra grega helikia, traduzida em português como estatura, no versículo 52, ocorre oito vezes no texto grego do Novo Testamento, com o sentido de tamanho ou idade. É a mesma palavra usada por Lucas quando se refere à pequena estatura de Zaqueu, o publicano (Lc 19.3) e, também, a mesma palavra usada pelo apóstolo João para se referir à idade do cego a quem Jesus curou (Jo 9.21,23). A Escritura, de forma alguma, nega a dimensão corpórea e física de Jesus como fazem as heresias.
2. O cuidado com o corpo. Como todo ser humano que possui um corpo físico, Jesus também viveu os limites dessa dimensão corpórea. Ele também se cansava (Jo 4.6). Jesus sabia a importância que tem o corpo humano e, para isso, tratava de dar o devido cuidado ao seu corpo. Para recuperar suas energias físicas, por exemplo, Marcos relata que Ele procurou o descanso necessário (Mc 6.31,32). A palavra grega anapauo, traduzida como repousar, significa “parar com todo movimento a fim de que se recupere as energias”. Se o Mestre deu os devidos cuidados ao seu corpo, não deveríamos nós fazer o mesmo?



SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Jesus teve um crescimento físico normal, igual às crianças de sua idade.



SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A humanidade de Jesus. Teólogos têm se mostrado confusos quanto à precisão do relacionamento entre a humanidade de Jesus e sua divindade. Tudo o que podemos dizer, com certeza, é que Jesus é tanto Deus quanto homem. Como ser humano, descendente de Adão, nasceu e viveu uma vida humana normal. Teve fome e exaustão física. Conheceu a rejeição e o sofrimento. Gostava das celebrações nupciais e das festas. Sentiu pena do desamparado, frustração da apatia de seus seguidores e ira pela indiferença dos líderes religiosos diante do sofrimento humano. Era um ser verdadeiramente humano no melhor e ideal sentido da palavra. Por tudo isso, é um exemplo para nós” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.653).


CONHEÇA MAIS

Os pais e irmãos de Jesus

“Não sabemos muito sobre a família de Jesus; entretanto, fica claro, conforme o relato dos Evangelhos, que os pais, irmãos e irmãs de Jesus eram muito conhecidos na cidade de Nazaré (Mt 13.54-56). Os primeiros anos da vida de Jesus foram tão normais que as pessoas que o viram crescer ficaram surpresas com o fato de que Ele pudesse ensinar com autoridade sobre Deus e fazer grandes milagres — achavam que era apenas um carpinteiro como José”. Guia Cristão de Leitura da Bíblia, CPAD, p.28.


II. JESUS CRESCEU SOCIALMENTE

1. Jesus e a família. No antigo Israel do tempo de Jesus, havia uma estrutura familiar consolidada. Os estudiosos observam que a família hebraica obedecia a seguinte estrutura social: endógama — casam-se com parentes; patrilinear — descendência pai-filho; patriarcal — poder do pai; patriolocal — a mulher vai para a casa do marido; ampliada — reúne os parentes próximos todos no grupo, e polígena — tem muitas pessoas.
A Bíblia fala da família de Jesus dentro desse contexto. Como homem perfeito, Jesus aprendeu a viver em família (Lc 2.51). Como membro da família, Ele viveu em obediência a seus pais. Isso mostra que os papeis sociais dentro da família precisam ser respeitados. Somente dessa forma, a família continua sendo um instrumento importante na formação do caráter.
2. Jesus e a cultura local. A Bíblia afirma que o “Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14). O vocábulo habitar traduz o verbo grego skenoo e tem o sentido de “fazer a sua tenda”. Deus se humanizou e fez a sua tenda ou morada entre nós. Como homem perfeito, Jesus viveu no meio da cultura dos seus dias. Fazia parte dessa cultura, qual seja, o povo, o espaço geográfico, a língua e a família. Jesus foi criado em Nazaré da Galileia e, como nazareno, Ele possivelmente espelhava a cultura desse lugar. Jesus aprendeu a ler as Escrituras (Lc 4.16); aprendeu uma profissão (Mc 6.3) e até mesmo aprendeu a maneira de falar que era peculiar dos habitantes dessa região (Mt 26.73. Mc 14.70). Todavia, um fato fica em evidência — Jesus estava pronto a confrontar a cultura quando esta contrariava os princípios da Palavra de Deus (Lc 11.38,39).


SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Jesus, enquanto criança, teve um desenvolvimento social saudável.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Os primeiros anos de vida de Jesus foram tão normais que as pessoas que o viram crescer ficaram surpresas com o fato de que Ele pudesse ensinar com autoridade sobre Deus (Lc 2.46,47) e fazer grandes milagres — achavam que era apenas um carpinteiro como José o fora antes dEle. Em meados do século II d.C., histórias imaginativas começaram a ser escritas sobre o início da vida de Jesus, afirmando que tinha poderes sobre-humanos. Por exemplo, na Infância de Cristo segundo Tomé, Ele forma passarinhos de barro e os traz à vida!” (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, p.28).

III. JESUS CRESCEU PSICOLOGICAMENTE

1. A dimensão psicológica de Jesus. O texto de Lucas 2.52 informa que Jesus crescia em “sabedoria”. Crescer em sabedoria é crescer em conhecimento. É desenvolver-se intelectual e mentalmente. É o desenvolver da psique humana. Como homem perfeito, Jesus também possuía uma dimensão psicológica. Ele, por exemplo, angustiou-se em sua alma (Lc 12.50; Mt 26.37; Jo 12.27). Lucas ainda diz que Jesus “enchia-se de sabedoria” (Lc 2.40). Esse crescimento mental e intelectual vem pela assimilação dos conhecimentos da vivência humana do dia a dia. É o acúmulo cultural que se forma ao longo dos anos. Como todo menino judeu de sua época, Jesus tinha o seu intelecto treinado pelo estudo das Sagradas Letras (2Tm 3.15).
2. Jesus e as emoções. A Escritura mostra que Jesus, como homem perfeito, possuía domínio completo sobre suas emoções. Ele não sofria de nenhum distúrbio mental, nem tampouco era desajustado emocionalmente. Quando pressionado, não cedia à pressão do grupo (Jo 8.1-11). Seus próprios algozes reconheceram que Ele agia movido por suas convicções internas e não pelo que os outros achavam (Lc 20.19-26). Sua presença revelava serenidade e paz (Jo 14.27; Lc 7.50). É evidente que essa paz era uma consequência natural da íntima comunhão com Deus que Ele cultivava. Jesus passava horas em oração, às vezes, até mesmo noites inteiras em oração (Lc 6.12), um claro exemplo para todos os seus seguidores.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

O menino Jesus teve um desenvolvimento cognitivo saudável, compatível com cada fase da vida.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, antes de iniciar o tópico, faça a seguinte indagação: “Jesus tinha consciência de que era Filho de Deus?” Ouça os alunos com atenção. Em seguida, peça que leiam Lucas 2.41-52. Explique o fato de o texto bíblico mostrar que, aos doze anos, Jesus já tinha clareza de seu relacionamento com Deus e da sua missão. Ele afirmou sua filiação única. Diga que Jesus é completamente Deus e completamente humano. Como homem, experimentou todas as etapas do desenvolvimento humano.

IV. JESUS CRESCEU ESPIRITUALMENTE

1. Crescendo na graça e fortalecendo o espírito. Nos dois textos bíblicos citados por Lucas para se referir ao crescimento de Jesus Cristo, o homem perfeito, a palavra “graça” se destaca (Lc 2.40,52). A palavra grega traduzida como graça é charis. Graça é um favor de Deus. Jesus cresceu na graça quando viveu a vida como ela é. Ele aprendeu a viver com as limitações que uma família pobre possuía na Palestina do primeiro século. Graça é ter consciência de que, em meio a tudo isso, a vocação e chamada tiveram origem em Deus. Graça é saber que Deus está em nosso crescimento enquanto vivemos em comunidade, enquanto o adoramos, meditamos, contemplamos e, também, quando vivemos a vida, mesmo quando ela se mostra dura em sua rotina.
2. Jesus e sua maioridade. Lucas mostra o desenvolvimento espiritual em duas outras passagens do seu Evangelho (Lc 2.46-49). Na situação do Templo, Jesus se mostra como alguém que já tem consciência da sua missão. Ele veio para cuidar dos negócios de seu Pai, Deus. Por outro lado, Lucas mostra no relato do batismo de Jesus como Ele se identifica com o povo e recebe a capacitação divina para o exercício do seu ministério (Lc 3.21-23).
Até os trinta anos, Jesus permaneceu na cidade de Nazaré e trabalhou como carpinteiro. O Salvador esperou pacientemente até o momento determinado pelo Pai para exercer seu ministério. Vivemos em uma sociedade imediatista; por isso, atualmente, as pessoas não querem esperar o tempo de Deus em suas vidas e ministério. O tempo do Senhor é perfeito. Temos que esperar o seu agir.

SÍNTESE DO TÓPICO (IV)
Enquanto criança, Jesus também teve um desenvolvimento espiritual saudável.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Com a idade de 12 anos, um menino judeu se torna ‘filho da lei’. Nesse momento, ele aceita os deveres e obrigações religiosas aos quais os pais o entregaram pelo rito da circuncisão. Para Jesus, isto acontece quando seus pais sobem a Jerusalém para celebrar a Páscoa. O Antigo Testamento ordenava que a pessoa do sexo masculino comparecesse em Jerusalém para três festas: a Páscoa, o Pentecostes e os Tabernáculos (Êx 23.14-17). A dispersão dos judeus pelo mundo tornou impossível que todos fizessem isto nos dias de José e Maria. Apesar da distância, os judeus devotos faziam a jornada pelo menos uma vez por ano para a Páscoa. Não era exigido que as mulheres comparecessem, contudo, muitas iam” (Comentário Bíblico Pentecostal. 1ª Edição. Volume 1. RJ: CPAD, 2009, p.331).

CONCLUSÃO

Ao escrever a sua segunda carta, o apóstolo Pedro exortou os cristãos a desejarem o crescimento: “Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém!” (2Pe 3.18). O alvo do crente é o crescimento. Mas esse crescimento não acontece de qualquer forma; antes, ocorre nas esferas da graça e do conhecimento do Senhor. Crescimento sem conhecimento é uma deformação, assim como o é, também, o crescimento sem a graça.
O cristão deve atentar para o fato de que onde se privilegia apenas o conhecimento intelectual, sem a adição da graça, o levará a uma vida árida. Da mesma forma, esse mesmo crescimento, onde se privilegia apenas a revelação e menospreza a razão, o conduzirá ao fanatismo. O crente deve, a exemplo do seu Senhor, crescer de forma integral.

PARA REFLETIR

Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:

De que forma a lição mostra a dimensão corpórea de Jesus?
A lição mostra que Jesus cresceu como qualquer ser humano e, como tal, Jesus viveu os limites dessa dimensão corpórea.

De que forma era estruturada a família nos dias de Jesus?
Os estudiosos observam que a família hebraica obedecia à seguinte estrutura social: endógama — casam-se com parentes; patrilinear — descendência pai-filho; patriarcal — poder do pai; patriolocal — a mulher vai para a casa do marido; ampliada — reúne os parentes próximos todos no grupo, e polígena — tem muitas pessoas.

Como as Escrituras demonstram o equilíbrio psicológico de Jesus?
As Escrituras mostram que Jesus tinha total domínio sobre suas emoções. Ele não sofria de nenhum distúrbio mental ou emocional.

De que forma a lição ilustra o crescimento de Jesus?
Ilustra como um crescimento saudável, perfeito.

Para você, o que é crescer de forma integral?
Apesar de a resposta ser pessoal, havendo entendido a lição é necessário que o aluno responda, mais ou menos, nestes termos: É crescer de forma completa — corpo, alma, espírito.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A infância de Jesus

Nesta lição, devemos informar aos alunos que não existe nenhuma narrativa extensa sobre a infância de Jesus na Bíblia. E se não está na Bíblia, principalmente nos Evangelhos, não há outra fonte digna de confiança e merecedora de crédito quanto à narrativa da infância de Jesus Cristo narrada nas Sagradas Escrituras. Com essa afirmação queremos dizer que não há informação digna de confiança porque os documentos extras bíblicos, que reclamam tal status, e tentam dar conta desse lapso de tempo da infância de Jesus, são bem posteriores aos Evangelhos, e foram influenciados pelo gnosticismo, uma heresia combatida pela Igreja do primeiro século, fundamentalmente por intermédio das cartas apostólicas.
Em segundo lugar, por falta de material sobre a infância de Jesus, muitas são as especulações sobre ela, não contribuindo em nada para o nosso conhecimento sobre o Senhor e a sua história como menino.
É importante ressaltar na ministração da lição, a intenção do evangelista em destacar a infância de Jesus. Ao analisarmos o contexto das passagens que envolvem a infância e a adolescência do nosso Senhor, vemos que Lucas não tem o objetivo de descrever a infância de Jesus numa perspectiva biográfica. Embora haja dados biográficos no conteúdo, os Evangelhos não são relatos preponderantemente biográficos. E não apresenta uma preocupação cronológica com a estruturação das narrativas, embora o escrito lucano seja considerado, entre os Evangelhos, o mais cronológico.
O Evangelho de Lucas narra tudo o que sabemos sobre a infância e a adolescência de Jesus. O objetivo de o evangelista narrá-lo é o de apresentar a paternidade divina de nosso Senhor, pois Ele foi concebido no ventre de Maria pelo Espírito Santo. Nessa narrativa está presente “o anúncio do anjo Gabriel a Maria sobre o nascimento de Jesus” (Lc 1.26-38); “a história do nascimento de Jesus e a presença de anjos juntamente com os pastores de Belém” (Lc 2.1-20). Nosso Senhor foi uma criança comum, crescendo e desenvolvendo-se como qualquer criança da Antiga Palestina. Assim o texto lucano destaca a humanidade do nosso Senhor desde a tenra infância: “a apresentação do menino ao Senhor no Templo” (Lc 2.21-40); “e a única história do texto bíblico sobre Jesus na adolescência” (Lc 2.41-52). Portanto, a narrativa do nascimento de Jesus Cristo está alocada no Evangelho de Lucas como uma introdução de quem é a pessoa do meigo nazareno, destacando sua paternidade divina e a sua característica humana.

domingo, 12 de abril de 2015

Bar-mitzvá

Entenda o que é o bar-mitzvá: a cerimônia que marca a maturidade religiosa no judaísmo
Ledy Valporto Leal
Do UOL, em São Paulo 13/09/2012

 Fernando Donasci/UOL
Adolescente faz uma leitura em seu bar-mitzvá na Congregação Israelita Paulista
Bar-mitzvá (filho da lei ou do mandamento em hebraico) significa a transição mais importante na vida de um judeu e acontece quando o menino completa 13 anos e a menina 12. Segundo o judaísmo, a partir dessa idade, os adolescentes alcançam a maioridade na tradição da religião.

“A pessoa passa a ser livre e responsável por seus atos. A partir desse momento, não pode mais atribuir suas escolhas aos pais´", explica o rabino Ruben Sternschein, da CIP (Congregação Israelita Paulista) e professor-convidado da Faculdade de Filosofia da USP (Universidade de São Paulo). O rabino diz ainda que o jovem define seu caminho de acordo com seus valores e comprometimentos. "Essa lei da religião ajuda o jovem a assumir sua maturidade social e cultural, como cidadão e judeu”, afirma .

Ao completar 11 anos -10 para as meninas-, o jovem começa um curso preparatório sobre os vários aspectos do bar-mitzvá. Nessa preparação, um período é dedicado ao aprendizado da cerimônia propriamente dita, já que é o garoto quem oficia o ritual repleto de simbologia e realizado, em parte, em hebraico. O UOL Gravidez e Filhos acompanhou um bar-mitzvá realizado em agosto na CIP.

Veja como é uma cerimônia de bar-mitzvá
O adolescente ajuda o pai a vestir o tefilin (caixinhas com as faixas de couro) em seu bar-mitzvá
Outra etapa do curso enfatiza o processo educativo com aulas de conteúdo diverso sobre assuntos como lealdade, amizade, ecologia, sustentabilidade, direitos humanos, justiça e responsabilidade social, entre outros. Há ainda aulas sobre o judaísmo, nas quais se procura fazer o jovem refletir e interpretar as leis a seu modo. “Tentamos aproveitar a idade desses rapazes para torná-los seres humanos melhores”, afirma o rabino.

A cerimônia de bar-mitzvá dos meninos existe há 2.000 anos e, a das meninas (chamada de bat-mitzvá), há cerca de 70 anos. Em diversas correntes do judaísmo, as mulheres eram dispensadas dos estudos religiosos, o que pode explicar o fato de o ritual feminino ser mais recente na história da religião. Por isso, o bat-mitzvá está em processo de construção e assemelha-se ao bar-mitzvá, dependendo da corrente do judaísmo.

O bar-mitzvá tem símbolos muito fortes. Um deles é a leitura pública da Torá, composta por cinco livros (o Pentateuco -Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), livro sagrado do judaísmo. Na cerimônia, quem lê o trecho da Torá é o garoto. Simbolicamente, o que ele está dizendo é que a partir daquele momento o livro sagrado também é dele, passando a ser responsável por ele e a ter liberdade para interpretá-lo. “Desse modo, ele se apropria da história, da lei, dos valores e do texto”, explica o rabino Ruben Sternschein.

Outro símbolo de grande importância no bar-mitzvá é o tefilin –caixinhas pretas com faixas de couro que são colocadas no braço, na altura do coração e também na cabeça. Quando o garoto o coloca significa que busca, a partir daquele momento e como adulto, a coerência entre o que pensa, o que sente e o que realiza.

Outro paramento usado pelo menino durante a cerimônia é o talit, um manto branco com quatro pontas e franjas que representam a transparência, a beleza interior; as boas ações e o comprometimento do novo adulto com o bem.


O adolescente teve de fazer um curso para estar apto para a cerimônia de bar-mitzvá

Como é a cerimônia
Com duração média de uma hora e meia, o bar- mitzvá começa quando o menino coloca pela primeira vez o talit e o tefilin. Depois de rezar e cantar, ele recebe a Torá da maneira mais tradicional: na forma de um grande rolo ou pergaminho.

Em seguida, carregando o livro sagrado, o garoto anda pela sinagoga, reproduzindo a viagem de Moisés que, de acordo com as escrituras, conduziu as Tábuas da Lei com os Dez Mandamentos até a Terra Prometida. O rito significa que a mensagem precisa viajar, circular. Não pode ficar estática, morta dentro de uma gaveta. “As mensagens têm de ser lidas, discutidas, reinterpretadas e divulgadas. Quando entregamos a Torá nas mãos do jovem, dizemos: agora inicie a sua viagem”, afirma o rabino.

Depois de ele próprio ler trechos do livro sagrado, o adolescente escuta uma mensagem escrita pelo rabino especialmente para a ocasião. Feito isso, é a vez da bênção final. Normalmente, a cerimônia de bar-mitzvá é seguida por uma grande festa para comemorar a nova fase na vida do adolescente.




Fonte:UOL.com.br