sexta-feira, 31 de julho de 2015

LIÇÃO 05 – APOSTASIA, FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO

3º TRIMESTRE DE 2015 ­ (I Tm 4.1,2; 5­8;12,16)

Nesta lição, iniciaremos trazendo as definições das palavras: apostasia, fidelidade, diligência e ministério.
Analisaremos os passos que levam uma pessoa à apostasia e em seguida, mostraremos alguns exemplos de maus obreiros
que trouxeram grandes prejuízos na obra, como também, analisaremos os bons exemplos de obreiros que foram muito úteis
ao apóstolo dos gentios.
I – DEFINIÇÕES DE APOSTASIA, FIDELIDADE, DILIGÊNCIA E MINISTÉRIO
1.1 Apostasia​. O termo apostasia vem do grego “apostásis” e significa “o abandono premeditado e consciente da fé
cristã”​. O termo grego “aphistemi” ​é definido por: “apartar, decair, desertar, retirar, rebelião, abandonar, afastar­se
daquilo que antes se estava ligado” ​(STAMPS, 1995, p. 1903).
1.2 Fidelidade. O dicionário Aurélio diz que esta palavra significa: “qualidade de fiel; lealdade; constância, firmeza nas
afeições, nos sentimentos; perseverança. Observância rigorosa da verdade; exatidão”​. O termo em hebraico é 'emunah'
cujo significado básico é “certeza”​e “fidelidade”​(VINE, 2002, p. 128 – grifo nosso).
1.3 Diligência. ​Segundo Ferreira (2004, p. 679) a palavra diligência significa: “ter cuidado, zelo, aplicação, presteza”.
1.4 Ministério. ​Andrade (2006, p. 265) ao falar sobre a palavra ministério afirma que é: “um ofício, cargo, função,
incumbência” do grego “​ministerium”. ​A principal característica do ministério cristão é o serviço. O dicionário Vine
(2002, p.791) falando sobre o exercício ministerial diz que: “vem da expressão 'leitourgos'​, ao qual corresponde no NT aos
ministros sacros” (Lc 1.23; Hb 8.6; 9.21 – grifo nosso).
II – CARACTERÍSTICAS DOS MAUS COOPERADORES NAS CARTAS PASTORAIS
Paulo cita alguns exemplos específicos de obreiros que apostataram e naufragaram na fé. Vejamos:
2.1 Himeneu, um exemplo daqueles que ​blasfemam à obra ​(I Tm 1.20­a). ​A passagem de I Timóteo 1.20 e II Timóteo
2.17 mostram­nos uma repreensão severa a três “cooperadores” da obra que tinham blasfemado contra a Igreja,
entristecendo a Paulo e afundado suas próprias vidas. Inevitavelmente tinham caído em más práticas. Pontuemos:
2.2 Fileto, um exemplo daqueles que ​apostatam da obra (I Tm 6.21; II Tm 2.17). ​Não sabemos muita coisa alguma
sobre este homem, Fileto. Os dois (Fileto e Himeneu) "se desviaram da verdade" ao ensinar que a ressurreição já havia
ocorrido. Talvez ensinassem que a salvação é a ressurreição em sentido espiritual, de modo que o cristão não deveria esperar
uma ressurreição física. Mas a negação da ressurreição física é algo extremamente sério (I Co 15.12), pois envolve a
ressurreição de Cristo e a consumação do plano de Deus para a salvação de seu povo. Não é de se admirar que esses falsos
mestres estivessem "pervertendo a fé a alguns"​(II Tm 2.18) (WIERSBE, 2007, 320).
2.1.1 “... os quais entreguei a Satanás para que aprendam a não blasfemar” (I Tm 1.20­b). ​A expressão "os quais
entreguei a Satanás" deixa implícita que Paulo estivesse pensando na prática judia da excomunhão, pois, de acordo com o
praticado nas sinagogas, se um homem fizesse o mal, em primeiro lugar, era repreendido publicamente. Se isso fosse
ineficaz, era expulso da sinagoga por trinta dias. Se ainda continuasse obstinado em não arrepender­se, era considerado uma
pessoa maldita, desterrada da sociedade dos homens e da comunhão com Deus. “Em tal caso, era bem possível dizer que o
homem era entregue a Satanás...” Outra possibilidade, era que Paulo queria dizer que os expulsou da igreja, deixando­os
livres no mundo para sofrerem suas consequências. Para Paulo, o castigo nunca era uma vingança reivindicativa; era sempre
uma disciplina que remediava. Seu fim nunca era ferir; sempre buscava curar (BARCLAY, sd, p. 65).
2.3 Alexandre, um exemplo daqueles que ​perturbam à obra (II Tm 4.14). ​Alexandre era um nome comum naquele
tempo (ITm 1.20), de modo que não temos como saber, ao certo, se é o mesmo homem citado na segunda carta de Paulo a
Timóteo (II Tm 4.14); mas, caso seja, fica claro que resistiu a Paulo e continuou ensinado doutrinas falsas. Alexandre
mostrou­se reprovado para com Paulo no sentido de ter­lhe revelado um coração mau em sua oposição ao Evangelho. O
apóstolo Paulo usa a expressão: “Guarda­te também dele...”. Paulo ordena a Timóteo que evite Alexandre, pois ele atacou a
verdade abertamente “...porque resistiu muito às nossas palavras”.
2.4 Demas, um exemplo daqueles que ​abandonam à obra (2Tm 4.10). ​Demas é citado apenas três vezes no NT e, no
entanto, essas três citações contam uma triste história de fracasso. Paulo refere­se a Demas, ao lado de Marcos e de Lucas,
como "meus cooperadores" (Fm 1.24). Na próxima referência, o chama apenas de "Demas" (Cl 4.14). Aqui (II Tm 4.10)
diz: "Demas [...] me abandonou"​. O apóstolo dá o motivo: "tendo amado o presente século"​(WIERSBE, 2007, p. 333).
III – TIPOS DE APOSTASIAS E SEUS RESULTADOS
Como já vimos, a palavra apostasia significa: “ato de desviar­se ou afastar­se do relacionamento com Deus”.
Vejamos as consequências da apostasia:
3.1 A apostasia pessoal (Hb 3.12). ​Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ou apartar­se da união
vital com Ele e da verdadeira fé nEle. Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a
salvação, a regeneração e a renovação pelo Espírito Santo (Lc 8.13; Hb 6.4,5); não é simples negação das doutrinas do NT
pelos inconversos dentro da igreja visível. A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si.
3.1.1 A apostasia teológica. É o desvio de parte ou totalidade dos ensinos de Cristo e dos apóstolos (1Tm 4.1; 2Tm 4.3). Os
falsos obreiros apresentam uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências do arrependimento,
à separação da imoralidade, e à lealdade a Deus e seus padrões (2Pe 2.1­3,12­19). Os falsos “evangelhos”, voltados a
interesses humanos, necessidades e alvos egoístas, gozam de popularidade por sua mensagem fácil e agradável.
3.1.2 A apostasia moral. É o abandono da comunhão salvífica com Cristo e o envolvimento com o pecado e a imoralidade.
Esses apóstatas podem até anunciar a sã doutrina bíblica, e mesmo assim nada terem com os padrões morais de Deus (Is
29.13; Mt 23.25­28). São aqueles que eram crentes e deixaram de permanecer em Cristo e voltaram a ser escravos do
pecado e da imoralidade (Is 29.13; Mt 23.25­28; Rm 6.15­23; 8.6­13). Existem muitas que igrejas permitem tudo para terem
muitos membros, dinheiro, sucesso e prestígio (1 Tm 4.1). O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por Jesus (Fp 1.29),
de renunciar todo tipo de pecado (Rm 8.13), de sacrificar­se pelo reino do Senhor e de renunciar a si mesmo será algo raro
(Mt 24.12; 2Tm 3.1­5; 4.3). No dia do Senhor, cairá a ira de DEUS contra os que rejeitarem a sua verdade (1Ts 5.2­9).
3.2 Passos que levam à apostasia. ​Podemos elencar alguns passos que levam uma pessoas à apostasia: (1) ​Quando o crente,
por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Bíblia
(Mc 1.15; Lc 8.13; Jo 5.44,47; 8.46); (2) ​Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino celestial,
e o crente deixa paulatinamente de aproximar­se do Senhor (4.16; 7.19,25; 11.6); (3) ​Por causa da aparência enganosa do
pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante do pecado na sua própria vida (1Co 6.9,10; Ef 5.5; Hb 3.13). (4) ​Quando o
crente já não ama a retidão nem odeia a iniquidade, e, (5) ​Por causa da dureza do seu coração e da sua rejeição dos caminhos
do Senhor, não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo (Ef 4.30; 1Ts 5.19­22; Hb 3.7­11).
IV ­ CARACTERÍSTICAS DOS BONS COOPERADORES NAS CARTAS PASTORAIS
Vejamos alguns desses grandes exemplos de bons obreiros mencionados por Paulo em suas cartas pastorais:
4.1 Lucas, um exemplo daqueles que ​amam a obra (II Tm 4.11). Paulo diz que este obreiro é o "médico amado" ​que
viajava com Paulo (Cl 4.14). É o autor do Evangelho de Lucas e do Livro de Atos (convém observar a seção de Atos escrita
na primeira pessoa do plural, indicando que Lucas foi testemunha ocular dos acontecimentos). É provável que Paulo tenha
ditado a carta de 2Timóteo a Lucas, pois, ele serviu a Paulo como um amanuente (aquele que escreve o que é ditado)​. Uma
vez que Lucas era médico, deve ter apreciado a referência que Paulo faz ao câncer (II Tm 2.17).
4.2 Timóteo, um exemplo daqueles que ​são fiéis na obra (II Tm 4.11). ​Nenhum outro líder cristão, dentre os
companheiros de trabalho de Paulo, foi tão recomendado por ele como Timóteo, especialmente em face de sua lealdade
(I Co 16.10; Fp 2.19; II Tm 3.10). Acerca de Timóteo, o apóstolo destaca ainda que ele era: (1) um estudante zeloso e
obediente a Palavra de Deus (II Tm 3.15); (2) um servo perseverante ​(I Ts 3.2); (3) um homem de boa reputação
(At 16.2); (4)​amado e fiel​(I Co 4.17); e (5)​companheiro dedicado a Paulo e ao evangelho​(Rm 16.21; II Tm 4.9,21­22).
4.3 Tito, um exemplo daqueles que ​são dedicados na obra (Tt 1.4). ​Tito aparece no NT como um excelente líder. Ele é
descrito por Paulo como “... verdadeiro filho, segundo a fé comum...” (Tt 1.4). O apóstolo deixou transparecer a devoção
genuína e a preocupação pastoral deste cooperador (II Co 8.16,17). A alegria cristã e a dedicação de Tito serviam de
inspiração para Paulo (II Co 7.13­15). Foi enviado com Timóteo para tratar dos problemas mais sérios nas igrejas (Tt 1.5).
4.4 Tíquico, um exemplo daqueles que são ​disponíveis na obra (2 Tm 4.12) Ficou com Paulo durante seu primeiro
período na prisão (Ef 6.21, 22; Cl 4.7,8). Paulo enviou Tíquico a Creta para substituir Tito (Tt 3.12). Depois, o envia a Éfeso
para assumir o lugar de Timóteo. Ainda podemos citar: Priscila e Áquila, um exemplo daqueles que ​dão a sua vida na
obra (2 Tm 4.19). ​Era um casal que ajudou Paulo de várias maneiras (At 18.1­3,24­28; Rm 16.3,4; 1 Co 16.19). Agora,
estavam em Éfeso auxiliando Timóteo em seu ministério.
CONCLUSÃO
O apóstolo Paulo tinha em sua companhia homens de Deus sinceros, com os quais ele podia contar na administração
do trabalho do Senhor em Éfeso. Timóteo e outros obreiros cujas virtudes são louváveis, constituem­se para nós hoje,
verdadeiros exemplos de como devemos agir no serviço de Deus fielmente.

fonte: AD em Pernambuco

terça-feira, 28 de julho de 2015

LIÇÃO 5 - Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério - Ev e Teólog...

Hinos Sugeridos

Hino da Harpa Cristã nº 432 Consagrado Ao Senhor

A Palavra de Deus é Um Tesouro - 306 - Harpa Cristã.mpg

Hino da Harpa Cristã nº 210 Fala, Fala, Senhor

Apostasia, fidelidade e diligência no Ministério

Lição 5:
Data: 2 de Agosto de 2015

TEXTO ÁUREO

“Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1Tm 4.1).

VERDADE PRÁTICA

A apostasia e a infidelidade a Deus são características marcantes dos tempos do fim.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Mt 7.15
O cuidado com os ensinos dos falsos profetas



Terça — Hb 3.12
Que não haja em nós um coração infiel



Quarta — 1Pe 2.2
Desejando o “leite racional, não falsificado”



Quinta — 1Pe 1.15
Santos em toda a nossa maneira de viver



Sexta — Jr 48.10
A maldição de se fazer a obra do Senhor relaxadamente



Sábado — Hb 12.14
O cultivo da santificação na nossa vida diária

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Timóteo 4.1,2,5-8,12,16.

1 — Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios,
2 — pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência,
5 — porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificada.
6 — Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.
7 — Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a ti mesmo em piedade.
8 — Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.
12 — Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza.
16 — Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

HINOS SUGERIDOS

210, 306 e 432 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Mostrar que a apostasia e a infidelidade a Deus são características do tempo do fim.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Tratar a respeito da apostasia dos homens.
II. Compreender que o bom ministro deve ser fiel ao Senhor.
III. Refletir a respeito da diligência no ministério.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Na lição de hoje estudaremos a respeito da apostasia, fidelidade e diligência no ministério cristão. O termo apostasia vem do grego apostásis e significa o abandono premeditado e consciente da fé cristã. Ao estudar a Palavra de Deus, vemos que no Antigo Testamento, Israel por várias vezes apostatou da fé. Em tempos de apostasia, os profetas eram levantados pelo Senhor para denunciar o pecado e conduzi-los novamente ao Senhor. O profeta tinha o dever de confrontar o povo, alertando contra o pecado. Mesmo sendo perseguidos, muitos profetas foram fiéis ao Senhor e ao seu ministério, não permitindo a apostasia do povo. Atualmente, o pastor, não pode se calar diante da apostasia do nosso tempo. É preciso confrontar as pessoas mediante o ensino das Escrituras Sagradas. Paulo foi incisivo ao orientar Timóteo para que ele doutrinasse a igreja a fim de que os membros não fossem seduzidos pelos falsos ensinos, apostando da fé. Atualmente, por falta de ensino, muitos estão abandonando a fé genuína em Jesus Cristo, caindo nas garras do Inimigo. Para combater a apostasia, a liderança precisa investir no ensino bíblico. Jesus certa vez, declarou: “Errais não conhecendo as Escrituras” (Mt 22.29)

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Nesta lição vamos enfatizar o cuidado que os líderes devem ter com os falsos mestres a fim de que não destruam o rebanho do Senhor. Timóteo foi enviado à igreja de Éfeso para combater os falsos mestres e suas heresias e é exortado por Paulo para que realize a sua missão com excelência.


PONTO CENTRAL

Na atualidade, muitos estão apostatando da fé genuína em Jesus Cristo por falta de ensino das Sagradas Escrituras.


I. A APOSTASIA DOS HOMENS

1. A apostasia. A igreja em Éfeso estava sob o ataque dos falsos mestres. Paulo não se omitiu nem se intimidou diante deles, mas com coragem e ousadia combateu os ensinos heréticos que estes disseminavam. Ele tomou todas as providências necessárias para coibir a ação maligna. Paulo foi incisivo ao advertir Timóteo, para que ele doutrinasse a igreja em Éfeso a fim de que os irmãos não viessem apostatar da fé cristã. O que significa apostasia? Significa “abandono premeditado e consciente da fé cristã”. Sabemos que no Antigo Testamento foram muitas as apostasias cometidas pelos israelitas. Para Deus a apostasia é vista como um “adultério espiritual”.
2. Doutrinas de demônios (v.1). Os falsos mestres eram e continuam sendo uma ameaça para a Igreja de Cristo. Há uma igreja, na América Central, cujo líder e fundador dizia ser Jesus Cristo. Esse “falso Cristo” faleceu há pouco tempo. Na igreja por ele fundada, um dos símbolos mais importantes é o número 666, a quem atribuem perfeição e santidade, quando a Palavra de Deus diz que tal número é símbolo que identifica “a besta” ou o Anticristo (Ap 13.18). Isso é exemplo de “doutrina de demônio”. O líder precisa estar atento e alertar suas ovelhas quanto a estas doutrinas.
3. Espíritos enganadores. Os falsos mestres eram mentirosos e faziam de tudo para que os crentes da Igreja em Éfeso seguissem “espíritos enganadores”. Sabemos que Satanás é enganador. Ele procura, de todas as formas, iludir os crentes a fim de que estes abandonem a fé verdadeira. Atualmente, temos visto a atuação de muitos espíritos enganadores. A internet tem contribuído para disseminar muitas heresias e enganar muitos que são fiéis ao Senhor. Uma das doutrinas malignas que se tornou comum, nos tempos atuais é a desvalorização do casamento heterossexual (homem e mulher), enquanto o casamento entre homossexuais vem sendo incentivado pelos meios de comunicação.



SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Paulo advertiu a Timóteo para que ele combatesse os falsos mestres e seus ensinos que levavam as ovelhas à apostasia.



SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“O Espírito Santo revelou explicitamente que haverá, nos últimos tempos, uma rebeldia organizada contra a fé pessoal em Jesus Cristo.
Muitos crentes se desviarão da fé porque deixarão de amar a verdade (2Ts 2.10) e de resistir às tendências pecaminosas dos últimos dias. Por isso, o evangelho liberal dos ministros e educadores modernistas encontrará pouca resistência em muitas igrejas.
A popularidade dos ensinos antibíblicos vem, sobretudo pela ação de Satanás, conduzindo suas hostes numa posição cerrada à obra de Deus. A segunda vinda de Cristo será precedida de uma maior atividade de satanismo, espiritismos, ocultismos, possessão e engano demoníacos, no mundo e na igreja.
A proteção do crente contra tais enganos e ilusões consiste na lealdade total a Deus e à sua Palavra inspirada, e a conscientização de que os homens de grandes dons e unção espirituais podem enganar-se, e enganar os outros com suas misturas de verdade e falsidade. Essa conscientização deve estar aliada a um desejo sincero do crente praticar a vontade de Deus (Jo 7.17) e de andar na justiça e no temor dEle.
Os crentes fiéis não devem pensar que pelo fato da apostasia predominar dentro do cristianismo nesses últimos dias, não poderá ocorrer reavivamento autêntico, nem que o evangelismo segundo o padrão do NT não será bem-sucedido. Deus prometeu que nos ‘últimos dias’ salvará todos quanto invocarem o seu nome e que se separarem dessa geração perversa, e que Ele derramará sobre eles o seu Espírito Santo” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.1870).







II. A FIDELIDADE DOS MINISTROS

1. O bom ministro (v.6). Timóteo deveria dar instruções ao rebanho do Senhor, agindo como um “bom ministro de Cristo”. Segundo o Comentário Bíblico Beacon, “a palavra grega traduzida por ministro (diakonos) é a mesma palavra traduzida por ‘diáconos’ em 3.8”. O bom ministro é aquele que serve a Igreja, exortando, ensinando e discipulando suas ovelhas. Pois todo o crente precisa estar firmado na fé e na doutrina cristã (v.6b). O bom ministro zela pela vida espiritual do rebanho do Senhor. O pastor precisa ser um estudioso da Bíblia a fim de “conhecer a sabedoria e a instrução” para entender as palavras da prudência (Pv 1.2). O estudo das Escrituras conduz o pastor e as ovelhas à sabedoria, em todos os aspectos da vida.
2. Rejeitando as fábulas profanas. “Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a ti mesmo em piedade” (v.7). As “fábulas profanas e de velhas”, segundo o Comentário Bíblico Beacon, seriam as superstições ou mitos e lendas a respeito de determinados assuntos. Paulo ensina a Timóteo que tais crendices são profanas e não edificam a Igreja. Quando os crentes não são orientados a lerem a Bíblia, nem tampouco a estudarem, quase sempre se portam como meninos espirituais. Daí porque há tanto emocionalismo e modismos nos cultos. Tais pessoas, por não conhecerem a Palavra e não estarem firmados nela, acabam sendo levadas por todo vento de doutrinas e engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente (Ef 4.14).
3. O exercício físico e a piedade (v.8). Paulo não estava desaprovando a ideia do bem-estar físico. O que ele queria dizer, para uma comunidade que valorizava excessivamente os exercícios físicos e o corpo, é que tais práticas, ainda que saudáveis, só serviam para esta vida. Enquanto que “a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir” (v.8b). Sabemos que o nosso corpo é templo do Espírito Santo, por isso, precisa ser bem cuidado.



SÍNTESE DO TÓPICO (II)

A fidelidade do ministro no ensino da Palavra de Deus e no combate as heresias.



SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Líderes eclesiásticos, pastores de igrejas locais e dirigentes administrativos da obra devem lembrar-se de que o Senhor Jesus os têm como responsáveis pelo sangue de todos os que estão sob seus cuidados. Se o dirigente deixar de ensinar e pôr em prática todo o conselho de Deus para a igreja, principalmente quanto à vigilância sobre o rebanho, não estará ‘limpo do sangue de todos’. Deus o terá por culpado do sangue dos que se perderem, por ter deixado de proteger o rebanho contra os falsificadores da Palavra” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.1677).



III. A DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO

1. O ensino prescritivo. “Manda estas coisas e ensina-as” (v.11). Era uma determinação de Paulo a Timóteo, para que ele não fraquejasse na ministração da doutrina à igreja em Éfeso, visto que as heresias estavam se espalhando com certa facilidade. A exortação de Paulo é de grande valor para os dias atuais, em que, em muitas igrejas, há um desprezo pela Palavra de Deus.
2. O exemplo dos fiéis (v.12). Timóteo era um jovem pastor, com cerca de 30 a 35 anos, e fora enviado para doutrinar uma igreja, onde já havia anciãos ou presbíteros, com mais idade. Por isso, Paulo o exorta a ser um exemplo em tudo. O pastor, não importa a idade que tenha, precisa ter consciência de que será sempre um exemplo para o seu rebanho, por isso, precisa ter cuidado com seu modo de falar, agir e até de se vestir.
3. O cuidado que o ministro deve ter com o aprendizado. “Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá” (v.13). Um ministro do evangelho precisa estar constantemente estudando e aprendendo para que possa exortar, ensinar a Igreja. Infelizmente, há pastores que nunca leram a Bíblia toda. Além da Bíblia é preciso ler outros livros que vão edificar o pastor e contribuir para a edificação da Igreja.
É importante também ressaltar que neste versículo o vocábulo “ensinar” tem o sentido de instruir doutrinariamente na verdade. Todavia, para “ensinar”, o líder precisa gostar de aprender.



SÍNTESE DO TÓPICO (III)

O ministro de Deus deve ser diligente quanto ao aprendizado da Palavra de Deus.



SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“‘Ninguém despreze a sua mocidade [...]’ (1Tm 4.12). A palavra grega é neotes, que indica uma pessoa que é adulta, mas abaixo dos 40 anos. No mundo antigo, não era esperado que uma pessoa com a idade de Timóteo, provavelmente nos seus 30 anos de idade, tivesse obtido o discernimento e a sabedoria requerida para os líderes.
Podemos entender, em virtude do ambiente social, no qual os pagãos e judeus igualmente esperavam que uma pessoa tivesse entre 40 e 60 anos para ser qualificado a compreender e aconselhar, por que Timóteo, com 30 anos de idade, pode ter estado hesitante em afirmar sua autoridade.
É significativa a apresentação de novos critérios pelos quais a igreja deve avaliar os seus líderes. O que qualifica uma pessoa para a responsabilidade de liderança na igreja de Deus não é a idade, mas sim o caráter. Timóteo e os líderes devem dar exemplo para os crentes no modo de falar, na vida, no amor, na fé e na pureza” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.471).



CONCLUSÃO

Temos que ter cuidado, pois atualmente muitos estão apostatando da fé e se deixando levar por doutrinas de homens e de demônios. Para combater os falsos ensinos, o pastor deve conhecer a Palavra de Deus e ensiná-la ao rebanho. O pastor e seus auxiliares precisam conhecer as doutrinas bíblicas a fim de que possam ensinar a sã doutrina.
Que o Senhor guarde os ministros e as igrejas dos ataques do maligno, da apostasia nesses últimos tempos que antecedem a vinda de Jesus.

PARA REFLETIR

A respeito das Cartas Pastorais:

Como Deus vê a apostasia?
Como um adultério espiritual.

Segundo a lição, qual doutrina maligna que vem se tornando comum nos dias atuais?
A desvalorização do casamento hetero.

Quem é o bom ministro?
O bom ministro é aquele que serve a igreja, exortando, ensinando e discipulando suas ovelhas.

De acordo com a lição, o que o bom ministro precisa fazer constantemente?
Ele precisa estudar a Palavra de Deus, ler bons livros e estar sempre aprendendo.

Qual o sentido da palavra “ensinar” no versículo 13?
O vocábulo ensinar tem o sentido de instruir doutrinariamente na verdade.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Apostasia, fidelidade e diligência no Ministério

Muitos confundem “apostasia” com o desvio de uma pessoa em relação a uma “instituição religiosa”. Não podemos insistir nesse tipo de dúvida, pois a apostasia está descrita na Bíblia como um acontecimento sério e pouco comum. Sim, não é comum quem teve um encontro pessoal com Deus, provando da sua boa Palavra, apostatar-se da fé, mas é biblicamente possível também não podemos confundir simples frequentadores de templos com lavados e remidos no sangue de Jesus.
A palavra “apostasia” vem do vocábulo do grego antigo apóstasis, que significa “estar longe de”, isto é, no sentido de “revolta”, “rebelião”, “afastamento doutrinário e religioso”, “apostasia da verdade”. Por isso, apostasia se refere, ao contrário da crença popular, uma decisão deliberada, consciente, aberta ou oculta, contra fé genuína do Evangelho.
Na “esteira” da apostasia precedem os ensinos falsos, malignos e fantasiosos. São as “doutrinas de demônio” que o apóstolo Paulo menciona na epístola. Uma das maneiras desses ensinos manifestarem-se na igreja é os seus propagadores elegerem um tema da Bíblia como ênfase doutrinária, como se o fiel que não conhecesse aquele assunto não teria acesso aos “mistérios de Deus”. Assim, no interior do homem que influência outras pessoas com esses falsos ensinos, nasce a egolatria e cresce a síndrome de autossuficiência.
O apóstata não se vê apóstata. Não reconhece nem considera a possibilidade de ele ter-se transformado deliberadamente num apóstata da fé. Por isso, o elemento fundamental para ele voltar atrás é quase impossível de ocorrer: o arrependimento. Para os ministros de Cristo defenderem a Igreja da apostasia, antes de tudo, eles precisam honrar a fé em Jesus Cristo, a simplicidade do Evangelho, servindo a igreja com amor e fidelidade. Sendo arautos de Deus para toda boa obra. Os ministros de Deus, os servidores da Igreja de Cristo, devem estar aptos a ensinar e a contradizer os falsos ensinadores. Rejeitando as “fábulas profanas”, ensinamentos que em nada edificam a Igreja de Cristo.
Portanto, aos ministros de Cristo cabe a diligência na fé, ensinando as Sagradas Escrituras e apresentando-se como modelos ideais que estimulem os fiéis a viver a fé. Persistirem na pesquisa, no estudo exaustivo e sistemático das Escrituras Sagradas. Que o Senhor nosso Deus guarde o seu povo da apostasia!
Que o Senhor guarde o seu povo!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

EBD – SUBSÍDIO

 LIÇÃO PARA O DIA 26/07/2015.

PONTOS A ESTUDAR:
I – QUEM DESEJA O EPISCOPADO.
II – QUALIFICAÇÕES E ATRIBUIÇÕES DOS PASTORES E DIACONOS.
III – O DIACONATO.
IV – SERVIÇO – RAZÃO DE SER DO MINISTÉRIO

I – QUEM DESEJA O EPISCOPADO.

1.1       Excelente obra deseja.

Por algum motivo eu deixaria a relação entre episcopado e pastor meio de lado. Basta ler atentamente Ef. 4:11.

Gosto dessa expressão, episcopado, equivalente a presbítero ou bispo como a seguinte: “Excelente obra deseja”.

A diferença entre pastor e presbítero está na condição e forma de chamada. Consideremos o pedido de Paulo a Tito em 1:5 em relação a Ef. 4:11.

 1.2 A chamada.

Em 1.1 excelente obra deseja e em 1.2 a chamada, portanto, está definida a diferença.

Não significa que “desejar”  represente uma pessoa oferecida.

Todos os pastores são presbíteros, mas, nem todos os presbíteros são pastores.  IPd. 5:1.

Ser pastor é ter uma chamada que reveste o seu presbitério tornando visível para a igreja mediante a atuação no governo dela.

A chamada não é uma invenção do homem; Deus chama e capacita. Atos 13.1-3.

Se alguém diz ter chamada, verifique com a igreja onde congrega se este é o pensamento do povo.  ICo 4:1. “Que os homens nos considerem...”.

1.3 O preparo.

A preparação do obreiro não substitui o dom.

Um homem preparado sem o dom não é sensível de forma suficiente para que possa alcançar os corações.

O dom não dispensa o preparo que melhora o desempenho e abrilhanta o ministério do obreiro, torna-o mais útil para o que foi chamado.


II QUALIFICAÇÓES E ATRIBUIÇÕES DOS PASTORES E DIÁCONOS.

2.1 Atribuição dos pastores.

Penso que uma das características que todos gostam de ver no seu pastor, é personalidade.  – Conjunto de características psicológicas que mostram o jeito de ser, de agir e a individualidade do past

Uma segunda característica igualmente importante é o pastor não derrapar nas próprias palavras. Todos querem perceber que a palavra na boca do pastor é sempre a verdade.

2.2 Qualificações espirituais e ministeriais.

O autor apresenta uma lista de qualificações que devem ser lidas com calma para que os alunos entendam.

Entre as qualificações o autor aponta para o conhecimento bíblico e podemos acrescentar que na medida do possível, o conhecimento seja universal.

Quando o evangelho teve inicio no Brasil, o país vivia muito abaixo da linha razoável de educação sendo, portanto, comum, ver-se pastores analfabetos, mas, cheios da graça do Senhor e de sabedoria.

O país cresceu e a maior parte da população passou a ter acesso ao curso superior, sendo, portanto, incompreensível que um pastor assuma o pastorado como deveria ser igualmente proibido alcançar cargos público como presidentes,  governadores, prefeitos e cargos nas assembleias.

2.3 Qualificações familiares.

Recomendo a leitura deste tópico com seus alunos, mas, recomendo também que antes de estabelecer juízo de valor sobre qualquer pastor por conta dos seus filhos, recomendo que considere o que disse o profeta e sacerdote Samuel ao resignar-se do cargo e o que disse sobre os filhos em comparação ao que faziam os filhos de Elí.

ISm 12:1-4 “(...) em nada nos defraudastes...”.
ISm. 2:29 “Por que dais “coices” contra o sacrifício e contra a minha oferta de manjares que ordenei na minha morada e honras a teus filhos mais do que a mim...”.  (HONRAS A TEUS FILHOS MAIS DO QUE A MIM).

Na atual conjuntura, há muitos pastores que tem filhos distanciados e isto não os impedem de continuar exercendo o ministério, porém, deve afastar os filhos rebeldes do convívio da igreja, mas, nunca da sua casa. Com amor se ganha.

Não posso deixar de comentar que há pastores que tem filhos afastados e rebeldes por verem seus pais sofrerem injustiças no ministério.  Isto não se pode esconder. Não se pode partir um bolo e impedir que todos da mesa participem dele, pelo menos um pedacinho.

Quanto a separar jovens solteiros para o ministério, principalmente se estes não exercem de fato o pastorado, fica muito estranho, já que nossa igreja sempre requereu do pastor, convivência familiar completa; que fosse casado.

Este tópico é polêmico e o professor precisa ter pulso para não entregar a sua aula para algum aluno contencioso.

2.4 Qualificações morais.

Muito rico este tópico e recomendo a leitura dividida com os alunos.
Pastor que bebe, endivida-se de maneira não justificada, trata moças e senhoras com malícia, cobiçoso, ganancioso e outros adjetivos não servem nem para ser porteiro da igreja.

 III – O DIACONATO.

 3.1 a 3.3 Os diáconos chamados e a qualificação.

Perceba-se que a igreja “primitiva” consolidou a nomeação de diáconos por necessidade de atendimento à mesa, ou seja, as necessidades dos membrados.

Entendo que a qualificação para ser crente, diácono ou pastor, devem ser as mesmas.

“Não entendo que o diácono seja ‘CONSAGRADO”  como alguns dizem.  A nomeação de diácono é local enquanto a igreja precisa e enquanto o nomeado permanecer fiel. Esta posição, não diminui em nada o ser diácono, salvo para aqueles que dão mais valor ao título que o próprio exercício da função.

Servir bem como diácono é gozar da confiança da igreja e do ministério que poderá abrir espaço para o bispado.

 IV – SERVIÇO – RAZÃO DE SER DO MINISTÉRIO.
 4.1-3 O exemplo do mestre, de Paulo e de Timóteo.
 Por qual motivo homens deixam de tomar como exemplo a vida e o legado deixado pelo Senhor, por Paulo, Timóteo e dos demais pastores que com eles andaram.
 Há pastores que ficam ricos, riquíssimos  à custa da benevolência do povo de Deus.
 Nunca vendi uma agulha aproveitando-me dessa benevolência e até aqui, o Senhor tem me ajudado; filhos bem formados com vida confortável. Posso morrer tranquilo.
 Certa feita fui convencido por uma pessoa,  gerente do banco que cuidava da minha conta à uma reunião no ginásio do Ibirapuera; era empresarial, mas, parecia um culto, com testemunho e ostentação de riquezas e conquistas. Percebi que havia muitos pastores nessa reunião que estimulava a venda de produtos em forma de pirâmide e nessa, muitos usavam a sua influência na igreja.
Quer ser ministro? Seja ministro da verdade e de verdade.
 Não se falou em mulher até aqui, por motivos óbvios sem que isto pareça desprezo à classe feminina que desde os dias de Cristo, sempre se mostrou muito útil ao ministério.


Fonte: http://prgenivaldo.blogspot.com.br/2015/07/ebd-lc4-pastores-e-diaconos.

Pastores e Diáconos

Lição 4
3º trimestre de 2015 - A Igreja E O Seu Testemunho - As Ordenanças De CRISTO Nas Cartas Pastorais
Comentarista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima

TEXTO ÁUREO
"Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar." (1 Tm 3.2)

VERDADE PRÁTICA
Os pastores e os diáconos são líderes, escolhidos por DEUS, através do ministério, para cuidarem do serviço cristão na igreja local.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Fp 1.1 - Saudação a todos os servos de JESUS CRISTO
Terça - Mt 20.28 - JESUS veio não para ser servido, mas para servir
Quarta - Mt 27.55,56 - Mulheres que serviam a JESUS com dedicação
Quinta - Jo 12.26 - DEUS honra a quem serve a JESUS com sinceridade
Sexta - 1 Tm 2.10 - Mulheres que servem a DEUS com boas obras
Sábado - At 20.28 - Constituídos para apascentar o rebanho de DEUS

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Timóteo 3.1-4,8-13
1 - Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. 2 - Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 3 - não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; 4 - que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia 8 - Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância, 9 - guardando o mistério da fé em uma pura consciência. 10 - E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis. 11 - Da mesma sorte as mulheres sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo. 12 - Os diáconos sejam maridos de uma mulher e governem bem seus filhos e suas próprias casas. 13 - Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em CRISTO JESUS.

OBJETIVO GERAL
Promover a conscientização de que o pastorado e a diaconia são ministérios dados por DEUS.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
Tratar a respeito do episcopado.
Apresentar as qualificações e atribuições de um líder.
Refletir a respeito do diaconato.
Conscientizar-se de que o serviço é a razão de ser do ministério.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje estudaremos a respeito dos pastores e diáconos. A palavra grega usada para bispo no capítulo três de 1 Timóteo é episkopos. Esta mesma palavra é utilizada como sinônimo de presbítero e ancião. Paulo mostra que aqueles que desejam o episcopado, excelente obra desejam. Porém, logo a seguir ele apresenta as qualificações morais e espirituais que este ministério exige. Paulo relaciona quinze qualificações que podem ser vistas dos versículos 2 a 7 do capítulo três. Estas qualificações não são obtidas nos seminários ou nos bancos das universidades, mas são resultados de um caráter transformado e regenerado pelo Senhor JESUS. O líder é alguém que influencia as pessoas, por isso, precisa ser exemplo. É necessário que ele tenha uma vida ilibada e esteja disposto a servir, pois ser líder é acima de tudo ser servo.

PONTO CENTRAL
DEUS vocaciona e separa homens para o diaconato e para o ministério pastoral.

COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Paulo dá inicio ao capítulo três da Primeira Epístola de Timóteo, falando a respeito do trabalho pastoral. Ser pastor não é abraçar uma profissão, mas um ministério divino cuja função primordial é cuidar das ovelhas do Senhor. Nenhum pastor tem condições de cuidar do rebanho sozinho. São necessários ajudantes, por isso, neste mesmo capítulo, o apóstolo Paulo fala a respeito do diaconato.
Na lição de hoje estudaremos a respeito do pastorado e do diaconato, duas funções de extrema importância para o crescimento do Reino de DEUS.
I - QUEM DESEJA O EPISCOPADO
1. "Excelente obra deseja". "Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja" (v.1). Em sua carta a Timóteo, Paulo assevera que almejar o episcopado, ou seja, o pastorado é aspirar uma obra excelente. Contudo, é importante ressaltar que a função pastoral não é uma profissão ou um meio para ascender social e economicamente.
2. A chamada. O ministério pastoral vem de DEUS. É Ele que escolhe. Muitos são escolhidos e separados apenas pelos homens, mas não por DEUS. Paulo afirma que foi chamado pelo Senhor desde o ventre de sua mãe (Gl 1.15). DEUS também vocacionou Jeremias para ser profeta antes do seu nascimento (Jr 1.5). Quem é chamado não só tem a convicção do convite, mas apresenta um perfil que agrada a DEUS.
3. O preparo. DEUS chama, porém, o preparo cabe aos seus servos. O pastor precisa ter conhecimento bíblico (o que deve saber), teológico e habilidades ministeriais (o que deve ser capaz de fazer). Seu preparo não termina quando conclui um seminário teológico, mas se dá durante toda a sua jornada. Em o Novo Testamento vemos que os apóstolos foram chamados, mas só foram enviados após algum tempo de aprendizado com JESUS (Mc 6.7; Mt 10.16; Lc 10.1). O exemplo de Paulo também é bem significativo. Ele foi chamado, já possuía o conhecimento da Lei, pois teve como professor o renomado Gamaliel, mas partiu para a Arábia e ali ficou três anos se preparando para exercer seu ministério junto aos gentios (Gl 1.17,18). Paulo foi enviado pelo ESPÍRITO SANTO (At 13.4).
II - QUALIFICAÇÕES E ATRIBUIÇÕES DOS PASTORES E DIÁCONOS (3.1-13)
1. Atribuições dos pastores (vv. 1-7). Os que almejam o pastorado necessitam conhecer as atribuições e qualificações que tal atividade exige. Na hora da escolha de um candidato ao santo ministério da Palavra, o líder e a igreja de um modo geral precisam ver no aspirante algumas características.
2. Qualificações espirituais e ministeriais. Paulo apresenta uma lista de 15 qualificações. A primeira, como não poderia deixar de ser, é ter uma vida irrepreensível (v. 2), ou seja, santa. Viver em santidade não é fácil, mas é possível, pois o ESPÍRITO que no crente habita quer operar a santificação. O pastor é o exemplo para o rebanho, por isso, precisa ter uma vida ilibada. O pastor também precisa ter conhecimento bíblico, sendo "apto a ensinar" (3.2); ter bom testemunho diante da igreja e dos descrentes (3.7); não ser neófito, inexperiente (3.6).
3. Qualificações familiares. Ser casado e ter uma vida conjugal saudável (3.2). O pastor deve amar sua esposa "como CRISTO amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela" (Ef 5.25). Precisa governar bem toda a sua família, seus filhos precisam ser crentes e darem bom testemunho (3.4). Se o pastor não cuida da sua família, que é seu primeiro rebanho, como cuidará do rebanho do Senhor?
4. Qualificações morais. Ser honesto, sincero, verdadeiro (3.2); hospitaleiro, ou acolhedor, sabendo tratar bem as pessoas (3.2); não dado ao vinho, não usuário de bebidas alcoólicas (3.3); não espancador, ou seja, não violento, agressivo (3.3; Gl 5.22); não cobiçoso nem ganancioso (3.3); ser sóbrio (3.2), simples, moderado (3.3); não contencioso (3.2; 2 Tm 2.24); não avarento (3.3; 6.10). Infelizmente, há igrejas que desprezam esses aspectos na hora de separar pessoas ao ministério pastoral.
III - O DIACONATO (8-13)
1. Os diáconos. A palavra diácono significa "aquele que serve". Assim como o pastor, eles são chamados para servir à Igreja do Senhor. Os diáconos tiveram e têm um papel muito importante no crescimento da Igreja. Infelizmente, hoje em algumas igrejas, o ofício de diácono parece ter perdido sua importância. Em geral, são chamados para essa função os novos crentes, todavia, esse não é o padrão do Novo Testamento.
2. Chamado para servir. Assim como os pastores, aqueles que almejam o diaconato precisam ter o desejo de servir a DEUS e aos irmãos. Hoje muitos querem ser servidos, mas poucos seguem o exemplo de JESUS e querem servir.
Em Atos 6.1-7 encontramos várias qualificações que foram exigidas dos primeiros diáconos. Porém, na sua carta a Timóteo, Paulo indica outros importantes requisitos para o diaconato.
3. Qualificações. Aqueles que exercem a função de diácono necessitam ser honestos, não de língua dobre (mentiroso, fofoqueiro), não dado ao vinho (que não tenha nenhum tipo de vício), não cobiçoso, ganancioso, tendo uma boa consciência, que governem bem sua família (vv. 8,9,12). Você tem estas qualificações? O ministério cristão é algo muito sério.
IV - SERVIÇO - RAZÃO DE SER DO MINISTÉRIO
1. O exemplo do Mestre. Para cumprir sua missão sacrificial em favor dos homens, JESUS despojou-se temporariamente de sua glória plena (Jo 17.14; Fp 2.5-10). Paulo diz que Ele assumiu a forma de servo, mais que isso, a forma de escravo (Fp 2.6-8). JESUS lavou os pés dos discípulos para lhes ensinar uma importante lição. Sendo Ele Senhor e Salvador, deu prova de que se comportava como servo (Jo 13.4,5).
2. O exemplo de Paulo. Paulo era um servo fiel. Após seu encontro com JESUS sua vida foi utilizada em prol da Igreja. Ele não mediu esforços para servir. Sua pregação foi sempre autêntica. Ele jamais usou de fraudulência. Hoje há muitos falsos obreiros que se aproveitam dos fiéis e da Igreja para obter ganho financeiro. Um dos requisitos recomendado por Paulo a quem deseja ser pastor é ser obreiro "não cobiçoso de torpe ganância" (1 Tm 3.3). No mesmo espírito, Pedro escreveu que o obreiro deve apascentar o rebanho do Senhor "tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância" (1 Pe 5.2).
3. O exemplo de Timóteo. Timóteo foi um pastor exemplar, que demonstrou ter um caráter imaculado. Sua mãe Eunice e sua avó Loide eram crentes judias que muito contribuíram para sua formação espiritual e moral.
Ele cuidou da Igreja com zelo e não teve medo de se opor aos falsos mestres que estavam tentando seduzir os crentes em relação à salvação pela fé em JESUS. O líder de uma Igreja precisa ser corajoso e plenamente comprometido com JESUS CRISTO. Ele também demonstrou não buscar a glória para si. Infelizmente, há líderes que são movidos a elogios, ou mesmo por lisonjas. Isso é perigoso para o ministério pastoral de qualquer pessoa.
CONCLUSÃO
Os pastores e diáconos são obreiros, instituídos pelo Senhor, para auxiliar os servos de DEUS. Não importa a função que você exerça na Igreja de CRISTO, seja você um pastor ou um diácono, o importante é que "todos sejam um" para a glória de DEUS (Jo 17.21), sabendo que para Ele todo serviço tem a sua importância e valor.



SÍNTESE DO TÓPICO I - Almejar o episcopado é aspirar uma obra excelente.
SÍNTESE DO TÓPICO II - A Palavra de DEUS mostra as qualificações que os que almejam o diaconato e o pastorado precisam ter.
SÍNTESE DO TÓPICO III - Cabe ao diácono servir a Igreja do Senhor.
SÍNTESE DO TÓPICO IV - A razão de ser do ministério pastoral e do diaconato é o serviço a DEUS.
O ministério pastoral vem de DEUS. É Ele que escolhe. Muitos são escolhidos e separados apenas pelos homens, mas não por DEUS.

CONHEÇA MAIS - O diácono
"Sua forma verbal (diakonein) significa 'servir', particularmente 'servir às mesas'. Tem a conotação de um serviço muito pessoal, intimamente ligado ao servir por amor. Para os gregos, o serviço era raramente dignificado; o desenvolvimento próprio deveria ser a meta de uma pessoa ao invés de humilhação. O judaísmo conserva uma visão diferente sobre o serviço. Isso está exemplificado no segundo mandamento. Foi isso que o nosso Senhor ensinou quando lavou os pés dos seus discípulos" (Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p. 552).
O pastor deve amar sua esposa "como CRISTO amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela"

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Quinze qualificações (3.2-7). Os versículos relacionam 15 qualidades a serem consideradas quando da seleção de bispos. Observe que entre as qualificações, não aparece a capacitação em seminário ou a posse de algum dom espiritual em particular. Observe o breve esboço do caráter do bispo (3.2-7).
Irrepreensível: inteiramente fiel à sua esposa;
Esposo de uma só mulher; inteiramente fiel à sua mulher;
Temperante: sóbrio, solícito e modesto;
Domínio próprio: discipulado, moderado;
Respeitável: modesto, honrado, bem-comportado;
Hospitaleiro: que recebe bem os visitantes;
Apto para ensinar; capacitado a explicar e aplicar os ensinamentos;
Não dado à embriaguez; não dado ao vinho;
Não violento; não dado à hostilidade, ao antagonismo;
Gentil: bondoso, razoável, de boa família;
Não contencioso: não combativo, inimigo de contendas;
Não avarento: preocupado com as pessoas, não com as finanças;
Bom governante de sua família: administra a vida familiar;
Não seja um recém-convertido: maduro e humilde;
Reputação imaculada: admitido pelos de fora"
(RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 835).

Assim como os pastores, aqueles que almejam o diaconato precisam ter o desejo de servir a DEUS e aos irmãos. .

PARA REFLETIR
A respeito das Cartas Pastorais:
Paulo inicia o capítulo três falando a respeito de que assunto?
Ele fala a respeito da função do pastor.
Qual a função primordial do pastor?
Cuidar das ovelhas do Senhor.
Quem separa e escolhe o homem para o ministério pastoral?
DEUS.
Quais as principais qualificações morais de um pastor?
Ele deve ser: honesto, sincero, verdadeiro, etc.
Qual o significado da palavra "diácono"?
Significa "aquele que serve".

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 63, p. 39.
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA
Disciplinas para o Homem Cristão, O Pastor e seu Ministério e Manual do Diácono.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Pré-aula_Lição 3: Oração e recomendação às mulheres cristãs

Lição 3 - A Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs

hinos sugeridos

Hino da Harpa Cristã nº 577 Em Fervente Oração

Hino da Harpa Cristã nº 296 No Jardim

Fala, Jesus Querido - 151 - Harpa Cristã.mpg

Oração e recomendação às mulheres cristãs

Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

Lição 3: Oração e recomendação às mulheres cristãs
Data: 19 de Julho de 2015
 TEXTO ÁUREO
 “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens” (1Tm 2.1).
 VERDADE PRÁTICA
 A oração é o meio pelo qual falamos com Deus, intercedemos por nossas necessidades e em favor do próximo.
 LEITURA DIÁRIA
 Segunda — Tg 5.15
A oração da fé salvará o doente e ele será levantado
 Terça — Sl 6.9
Deus aceita as nossas orações e súplicas
 Quarta — Pv 15.8
Deus se contenta com a oração dos retos
 Quinta — Pv 28.9
A oração dos que se desviam da lei do Senhor é abominável
 Sexta — At 3.1
A oração de Pedro e João feita no Templo
 Sábado — Tg 5.16
Devemos orar uns pelos outros diariamente

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Timóteo 2.1-5,9-11.

1 — Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens,
2 — pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade.
3 — Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador,
4 — que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade.
5 — Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem,
9 — Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos,
10 — mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.
11 — A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.

HINOS SUGERIDOS
 151, 296, 577 da Harpa Cristã
 OBJETIVO GERAL
 Apresentar as recomendações paulinas quanto à oração e o comportamento da mulher cristã.
 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Tratar acerca da responsabilidade do crente de orar em favor de todos os homens.
II. Conscientizar-se de que Deus deseja que todos se salvem.
III. Refletir a respeito da maneira como as mulheres cristãs devem se vestir.
IV. Discutir a respeito da conduta das mulheres na igreja.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Você já parou para pensar na recomendação paulina a Timóteo a fim de que orasse por todos os homens, em especial os que estão na posição de líder? Pare e pense! Paulo fez esta recomendação quando Nero era o imperador. Sabemos que Nero foi uma das figuras mais polêmicas da história. Ficou conhecido por suas atrocidades. Orar por alguém que admiramos não exige esforço algum, mas a Palavra de Deus nos exorta a orar por todos, sejam eles bons ou maus. Os crentes eram perseguidos, presos e jogados no Coliseu para serem devorados pelos leões, mas eram incentivados a orar em favor de seus algozes. Tem você orado por nossos governantes? Que venhamos aprender com os irmãos da igreja do primeiro século a interceder em favor de todos os que estão em eminência, sejam eles justos ou injustos, pois esta é a vontade de Deus para nós.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos a respeito da ordem na Igreja. Sabemos que Paulo escreveu a Timóteo para que ele colocasse ordem na igreja efésia. Este era um assunto de extrema importância, tanto que o apóstolo declara: “Admoesto-te, pois, antes de tudo”. Paulo orienta o pastor quanto à oração por todos os que têm autoridade, a fim de que pudessem viver de modo quieto e sossegado.
Como Igreja do Senhor precisamos interceder a fim de que possamos cumprir nossa missão de levar a salvação aos homens que, a cada dia, estão mais distantes de Deus. Paulo também ensina a respeito do comportamento das mulheres na vida da igreja.

 PONTO CENTRAL

Como crentes, precisamos orar por todos aqueles que estão em eminência.

 I. ORAÇÃO POR TODOS OS HOMENS

1. “Deprecações” (2.1). O termo (gr. deesis) significa “suplicar, implorar, rogar por” alguém. É a intercessão a Deus por todos os homens, de modo ardente e compassivo. Embora Deus seja soberano e saiba de todas as coisas, Ele deseja ouvir nossas orações. O Senhor não somente nos ouve, mas também atende nossas súplicas. Não existe situação, por mais difícil que seja, que não possa ser resolvida mediante a oração. Paulo nos ensina a orar por todos aqueles que estão na liderança, seja na igreja, seja fora dela.
2. “Orações”. Alguns exegetas entendem que Paulo usava os termos como sinônimos. Mas, no original grego, as palavras empregadas são diferentes. “Orações” (gr. proseuche) refere-se ao termo comum para as orações em geral, de súplica, de louvor, de intercessão, etc.
3. “Intercessões”. Tem o sentido de “intervenção, mediação, interferência, intermédio”. Do grego enteuxis, significando “apelar para”, ou intercessões em geral, que se fazem em favor de alguém. Sempre foi difícil encontrar intercessores, mas atualmente está ainda mais difícil (Ez 22.30).
4. “Ações de graça”. Vem do termo grego eucharistia. A expressão é autoexplicativa, denotando orações em que a pessoa expressa sua gratidão a Deus por bênçãos recebidas, ou até por coisas adversas. Por isso, Paulo diz: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1Ts 5.18). Aqui está o porquê não podemos concordar com a ideia de que os quatro termos aqui usados são apenas sinônimos. Quem presta “ações de graça” não roga nem suplica.

SÍNTESE DO TÓPICO (I)
 A Palavra de Deus exorta a orarmos em favor de todos os homens.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
 “Com o começo do segundo capítulo, o apóstolo chega à questão que o levou a escrever a Timóteo — a preocupação pela devida ordem na igreja efésia. A prioridade que Paulo deu a este tema mostra-se na frase de abertura: ‘Admoesto-te, pois, antes de tudo’. Há certa adequação que deve caracterizar o culto público a Deus. Lógico que não é formalismo censurável preocupar-se pelos segmentos sequenciais adequados e próprios a serem observados quando os cristãos se reúnem para cultuar. O apóstolo exorta o tipo de oração que deve fazer parte de todo culto dessa categoria: ‘Admoesto-te... que se façam deprecações (súplicas), orações, intercessões e ações de graças por todos os homens’. Não há dever cristão para com nossos semelhantes que se compare em importância com o dever de orar por eles. O crente não pode fazer algo para ajudar as pessoas se, em primeiro lugar, não orar por elas. Depois de orar, há muitas coisas que pode fazer; mas até que ore, não há nada a fazer, exceto orar” (Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume 9. RJ: CPAD, 2006. p.461).

II. A SALVAÇÃO DE TODOS

1.“Que todos se salvem” (v.4). Paulo exorta a Igreja mostrando que Deus deseja que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. Esse é o desejo divino: a salvação da humanidade, pois Ele “amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho Unigênito” [...] (Jo 3.16). Fora de Cristo, não há salvação (1Tm 2.5,6). Quem nEle crê é salvo. Quem não crê é condenado (Jo 3.18,19). É missão da Igreja levar a mensagem de salvação a todas as criaturas (Mt 28.19,20).
2. Um árduo trabalho missionário. Paulo e seus companheiros de ministério trabalharam arduamente na obra de evangelização (1Ts 2.9). O ministério exige sacrifício e trabalho. Muitos, erroneamente, acreditam que o pastor deve se preocupar somente com as questões administrativas e financeiras da igreja, mas o ministro de Deus, tem a responsabilidade de exortar, ganhar almas para Cristo e discipular seus filhos na fé. Paulo não se preocupava só com as ovelhas do rebanho, mas demonstrava um zelo especial com a evangelização e a obra missionária.
3. A melhor recompensa. Como já é do conhecimento de todos, o ministério pastoral exige sacrifício e esforço, mas também é muito gratificante poder servir ao Senhor e ver o fruto do trabalho: ao observar as almas se rendendo aos pés de Cristo, sendo batizadas nas águas e no Espírito Santo. É na verdade, a coroação do trabalho realizado. Os que estão na liderança sabem que muitas são as lutas e tristezas, no entanto existe um galardão a espera dos obreiros fiéis (1Pe 5.2-4).

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Deus é misericordioso e amoroso, por isso, deseja que todos os homens se salvem.

III. A MANEIRA DE SE VESTIR DAS MULHERES

1. As mulheres na Casa de Deus. Paulo orienta Timóteo quanto à maneira correta de as mulheres se comportarem na igreja. A mulher cristã precisa ser reconhecida não somente por sua maneira de vestir, mas por suas atitudes. Não podemos nos esquecer que nosso corpo é “templo do Espírito Santo” e que devemos glorificar a Deus em toda a nossa maneira de viver. Queira ou não, o homem e a mulher cristã têm de ser diferente em todos os aspectos da vida, diante de Deus e dos homens, inclusive na sua maneira de se vestir e de se portar.
2. Traje honesto, com pudor. É sinônimo de decoroso, decente, com sobriedade, ou simplicidade. Um vestido transparente não é honesto, pois embora esteja cobrindo o corpo, atrai a cobiça dos homens, incentivando o pecado. Infelizmente, muitas mulheres estão errando na hora de se vestir. A mulher pode e deve se vestir bem, ficar bonita, porém com pudor, de modo a agradar a Deus.
3. Traje com modéstia. Modéstia significa “simplicidade, singeleza, despretensão”. Além de se vestir de maneira honesta e com pudor (recato), a mulher cristã precisa se vestir com modéstia. Infelizmente, em algumas igrejas as irmãs acabam competindo umas com as outras. Parece haver uma “disputa” para ver quem usa a roupa ou a bolsa mais cara ou o sapato mais alto. Muitas se preocupam apenas com o exterior. A elegância e a beleza de uma mulher devem vir de dentro para fora, pois começa no caráter santo (1Pe 3.3).

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

A mulher crente precisa se vestir com pudor e modéstia.
 SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
 “A admoestação de Paulo não impede a mulher de se vestir de maneira elegante, mas tão somente de se utilizar do vestuário para chamar a atenção! A melhor maneira de uma pessoa, homem ou mulher, expressar a sua individualidade é através das boas obras que evidenciam um caráter piedoso. A sociedade da época, como a nossa, parece que pressionava as mulheres a que se vestissem como se fossem objetos sexuais. Assim também os seus valores e qualificações foram determinados pela habilidade de estimularem a sexualidade dos homens. Esse procedimento tem aviltado as mulheres tanto do passado como de hoje em dia” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.834).

IV. A CONDUTA DAS MULHERES NA IGREJA

1. O silêncio no culto. “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição” (1Tm 2.11). Paulo também faz uma recomendação semelhante a esta em 1 Coríntios 14.34,35. Qual seria o motivo de tal restrição? Segundo o Comentário Bíblico Beacon, “na igreja coríntia havia muitas mulheres recém convertidas do paganismo, e que a nova liberdade que desfrutavam em Cristo levava a certas extravagâncias que eram impróprias”. É importante ressaltar que em outro texto de Coríntios, Paulo mostra que as mulheres podiam profetizar nas igrejas: “Toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta [...]” (1Co 11.5).
2. As mulheres no Novo Testamento. Cristo, em seu ministério terreno, teve a cooperação de diversas mulheres que atuavam ao seu lado. Eram obreiras de grande valor: “[...] Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas” (Lc 8.1-3). Paulo muito valorizou o trabalho das mulheres, na igreja (Rm 16.1-15).
3. A liderança do homem. Paulo aborda a questão da liderança masculina, citando a ordem da criação. É importante ressaltar que o próprio Paulo, ao escrever aos gálatas, ensina que perante Cristo, para a salvação, homens e mulheres são iguais (Gl 3.28).
Por que Paulo se utiliza do exemplo de Adão e Eva? Ele utiliza tal ilustração para mostrar o que estava acontecendo na igreja de Éfeso. Assim como Eva foi seduzida e enganada pela serpente, as irmãs daquela igreja estavam se deixando seduzir pelos ensinos dos falsos mestres.

SÍNTESE DO TÓPICO (IV)

A mulher cristã deve ter uma conduta exemplar na igreja e fora dela.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Em silêncio, com toda a submissão (2.11). A expressão grega hesychia é traduzida aqui como ‘quieto’ e como ‘silêncio’ no versículo 12. Significa uma atitude receptiva, tranquila, que promove o aprendizado. Nada aqui sugere submissão a qualquer capacidade intelectual ou espiritual” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.834).

CONCLUSÃO

Quanto à oração, os ensinos paulinos são válidos para todos os crentes, em qualquer época e em qualquer lugar. Devemos fazer súplicas, intercessões e ações de graças diante de Deus. No que concerne ao comportamento cristão, Paulo deu um destaque incisivo quanto à postura das mulheres, especialmente às irmãs de Éfeso, tendo em vista o contexto liberal e lascivo da sociedade em que a igreja estava inserida.

PARA REFLETIR

A respeito das Cartas Pastorais:

Qual o significado do termo “deprecações”?
O termo significa suplicar, implorar, rogar por alguém.

Deus deseja que todos se salvem?
Sim. Ele deseja a salvação de todos.

De acordo com a lição, qual a melhor recompensa para um pastor?
Ver pessoas se rendendo a Cristo e sendo batizadas nas águas.

Como devem se vestir as servas de Deus?
Devem se vestir com trajes honestos, com pudor e modéstia.

Paulo valorizou o trabalho das mulheres na igreja?
Sim. Ele valorizou o trabalho das mulheres.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs

“Numa palavra, a oração é a suprema proteção contra o ceticismo que insinua ser o objeto da fé mera ilusão ou uma projeção de nossos anseios na tela do infinito”. É possível verificar elementos que marcaram a vivência e a intimidade da Igreja ao longo da sua história: o desenvolvimento da prática de oração.
A ocasião da primeira reunião de oração dos discípulos, após a ascensão de Jesus, denota a motivação clara (e oriunda diretamente de Jesus, o cabeça da Igreja) da igreja de Jerusalém em viver a disciplina da oração. Sobre o tema, o pastor Claudionor de Andrade analisou a prática da oração dos primórdios da Igreja até a modernidade: “a oração jamais se ausentou da Igreja; sem aquela inexistiria esta. Se Jesus foi um exemplo de oração, por que, diferentemente, agiriam seus discípulos e apóstolos? Veja, por exemplo, Paulo. Seja nos Atos dos Apóstolos, seja em suas epístolas, deparamo-nos com o doutor dos gentios endereçando a Deus as mais ferventes orações. Depois da era apostólica, os pais da igreja, além de suas lides teológicas, consagravam-se à oração. Ignácio, Tertuliano, Ambrósio e Agostinho.
O bispo de Hipona escreveu acerca de seu ministério de oração e intercessão: ‘Eis que dizeis: Venha a nós o vosso reino. E Deus grita: Já vou! Não tendes medo?’. E os reformadores? Martinho Lutero foi um grande paradigma na intercessão em favor da Igreja de Cristo naqueles períodos da Reforma Protestante. Mais tarde chegaram os avivalistas. John Wesley levantava-se de madrugada para falar com o Pai celeste. E o irmão Finney? Era um gigante na oração. Com o Movimento Pentecostal a Igreja de Cristo desfez-se em orações e súplicas por aqueles que, sem ter esperança de ver Deus, caminhavam para o inferno. Em suas anotações pessoais, Daniel Berg e Gunnar Vingren descrevem suas ricas experiências oriundas de uma vida de profunda oração” (As Disciplinas da Vida Cristã. CPAD, p.36).
Ao tomarmos conhecimento de como os antigos da fé perseveravam em oração e que tal prática é uma herança dos apóstolos, podemos concluir, citando John Bunyan, que “jamais seremos cristãos verdadeiros, se não formos pessoas de oração. O hábito da oração deve ser cultivado com perseverança, não duvidando que a oração seja atendida. O hábito da oração nos ensina a depender de Deus, deixando que Ele escolha, em sua liberdade soberana, o tempo, o lugar, o meio e o fim, na certeza de que tudo quanto Ele fizer sempre será o melhor” (O Pensamento da Reforma. p.54).

terça-feira, 7 de julho de 2015

O Evangelho da Graça

Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

Lição 2: O Evangelho da Graça
Data: 12 de Julho de 2015

TEXTO ÁUREO

“[...] contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At 20.24).

VERDADE PRÁTICA

O evangelho da graça de Deus é por excelência o evangelho da libertação do homem através do sacrifício salvífico de Jesus Cristo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — 1Tm 1.7
Falsos doutores da lei que não compreendiam o que ensinavam
 Terça — 1Tm 1.9,10
A Lei não foi feita para os justos, mas para os injustos
Quarta — 1Tm 1.17
A Deus honra e glória para sempre
 Quinta — 1Tm 1.20
Entregues a Satanás para que aprendam a não blasfemar
 Sexta — 2Tm 4.7
Combatendo o bom combate da fé cristã
 Sábado — Gl 1.15
Paulo foi chamado pela graça de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Timóteo 1.3-10.

3 — Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina,
4 — nem se deem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora.
5 — Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.
6 — Do que desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas,
7 — querendo ser doutores da lei e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam.
8 — Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente,
9 — sabendo isto: que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas,
10 — para os fornicadores, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros e para o que for contrário à sã doutrina.

HINOS SUGERIDOS

27, 156, 464 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Explicar o que é o evangelho da graça de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar porque as falsas doutrinas corrompem o evangelho da graça.
II. Conscientizar-se de que a graça superabundou com a fé e o amor.
III. Compreender o significado do bom combate.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Paulo foi escolhido e enviado pelo Senhor para anunciar e ensinar o verdadeiro significado da graça. No Antigo Testamento apenas Israel era o povo eleito de Deus. Porém, como prova do seu amor altruísta, Deus enviou seu filho Jesus Cristo para morrer na cruz por toda a humanidade. Jesus veio trazer salvação a todos. Em Cristo não há judeu, gentio, servo, livre, homem ou mulher (Gl 3.28). O evangelho da graça, diferente do judaísmo, não exclui ninguém. Todos são alvos do favor de Deus. Somos salvos não pelas obras da Lei, nem pelas obras que realizamos, mas recebemos o presente da salvação unicamente pela graça. Que você, juntamente com seus alunos, louvem a Deus por sua infinita e abundante graça.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Ao se despedir dos anciãos de Éfeso, Paulo expressou seu sentimento de preocupação com o rebanho de Deus, pois tinha receio de que na sua ausência as ovelhas do Senhor fossem atacadas (At 20.29,30). Sem dúvida, foi um sentimento dado pelo Senhor, pois sete anos depois, Paulo estava deixando Timóteo em Éfeso, para combater os “lobos cruéis”, que queriam “devorar” o rebanho sob seus cuidados pastorais. Nos dias de hoje, há igrejas que abrigam falsos obreiros, que pervertem a sã doutrina matando ou dispersando as ovelhas.


PONTO CENTRAL

Os falsos ensinos corrompem o Evangelho da graça de Deus.


I. AS FALSAS DOUTRINAS CORROMPEM O EVANGELHO DA GRAÇA

1. O evangelho da graça. É o Evangelho libertador que Cristo trouxe ao mundo, por bondade de Deus, independente das obras humanas (Ef 2.8,9). Paulo se referiu a esse Evangelho de maneira muito eloquente (At 20.24). Ele conhecia esse Evangelho, não apenas na teoria, mas por experiência própria. De modo inexplicável, o blasfemo e perseguidor dos cristãos, foi escolhido para ser um dos maiores pregadores do Evangelho de Cristo (1Tm 1.12-14). Será que daríamos oportunidade a um indivíduo com tal histórico?
2. As falsas doutrinas (v.3). Os falsos mestres seriam presbíteros, a quem cabia a tarefa de ministrar o ensino à igreja (1Tm 5.17; 3.2). As falsas doutrinas eram apresentadas como “fábulas ou genealogias intermináveis” (1.4). As “fábulas” (gr. mythoi) eram narrativas imaginárias, lendas, ficção. Na literatura, têm seu lugar. Mas, na Igreja, não deve haver espaço para fábulas ou mitos. No texto, não fica claro qual o conteúdo das “genealogias”, mas, ao lado das fábulas, eram ensinos que traziam especulações e controvérsias inúteis que não edificavam os irmãos em nada. Timóteo foi o mensageiro, enviado por Paulo, para enfrentar e combater tais ensinos. Há igrejas evangélicas que aceitam esse tipo de ensino e permitem que o emocionalismo tome lugar do verdadeiro avivamento espiritual.
3. O “fim do mandamento” e a finalidade da Lei. Paulo chamou a atenção de Timóteo, seu enviado a Éfeso, para a doutrina de Deus e de Cristo, a que ele resumiu no “mandamento”, e sua finalidade (1Tm 1.5,6). Em seguida, Paulo ensina acerca do objetivo da Lei, e para quem ela se destinava, discriminando, no texto, uma longa lista de tipos de pessoas ímpias que eram alvo dos preceitos legais (1Tm 1.9-11).

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Paulo alerta a respeito das falsas doutrinas, pois elas acabam corrompendo o evangelho da graça.


 SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Sete anos antes de Paulo escrever esta epístola, advertira os presbíteros de Éfeso de que os falsos mestres procurariam distorcer a verdadeira mensagem de Cristo. Agora que isso já estava acontecendo, Paulo exorta Timóteo a confrontá-los com coragem. Este jovem pastor não devia transigir com esses falsos ensinos que corrompiam tanto a lei quanto o evangelho. Ele deveria travar contra eles o bom combate mediante a proclamação da fé original, conforme o ensino de Cristo e dos apóstolos (2Tm 1.13,14). A expressão ‘outra doutrina’ vem do grego heteros e significa ‘estranha’, ‘falsificada’, ‘diferente’” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1864).


 II. A GRAÇA SUPERABUNDOU COM A FÉ E O AMOR

1. Gratidão a Deus. Uma das características marcantes do caráter de Paulo é o ser grato a Deus (Rm 7.25; 1Co 1.4; 14.18; 2Tm 1.3). Nesta parte da Epístola, ele expressa sua gratidão a Cristo por tê-lo escolhido e posto no ministério apostólico e pastoral, apesar de ter sido um terrível opositor do Evangelho de Jesus (1Tm 1.12,13). É mais uma demonstração do que o “evangelho da graça de Deus” pode fazer na vida de um homem. Deus tem seus santos caminhos. O evangelho é a expressão do amor de Deus, em Cristo Jesus, que alcança um homem no mais baixo nível de pecado e o faz uma “nova criatura” (2Co 5.17), e mais, ainda, o faz parte da “família de Deus” (Ef 2.19). Paulo reconhece que “[...] a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e o amor que há em Jesus Cristo” (1 Tm 1.14). Foi Jesus quem o salvou e o transformou mediante sua graça.
2. Humildade. Paulo não era mais um novo convertido ou neófito quando escreveu suas cartas a Timóteo. Ele não estava usando de falsa modéstia quando declarou ser o principal pecador que Jesus veio salvar (1Tm 1.15). Paulo tinha convicção de que fora salvo pela graça, e não por seus méritos. Mesmo na condição de salvo, o crente deve saber que não merecíamos o dom (presente) da salvação.
Como salvos em Jesus Cristo, não temos mais prazer no pecado. Aquele que ainda tem prazer no pecado, não experimentou o novo nascimento: “Qualquer que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1Jo 3.9).

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Paulo reconhece que a graça de Jesus superabundou com a fé e o amor que há em Jesus Cristo.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Não obtemos por boas obras (a essência da religião legalista) o direito à libertação do pecado e da morte. Jamais! Graça significa que tudo começa e termina com Deus. A salvação é, então, um presente de nosso Criador. Nós criamos a nossa própria ruína, mas nele reside nosso socorro. O Criador restaura com as próprias mãos sua obra-prima arruinada. Enquanto a graça é a origem ou fonte da nossa salvação, a fé é o seu meio ou instrumento. A fé não faz reivindicações, para que não seja dito que foi por ‘mérito’ ou ‘obra’” (Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume 9. RJ: CPAD, 2006, p.136).

III. UM CONVITE A COMBATER O BOM COMBATE (vv.18-20)

1. A boa milícia. Depois de orientar Timóteo sobre a difícil missão de combater as heresias, na igreja de Éfeso, Paulo dá uma palavra de ânimo, encorajamento e incentivo ao jovem pastor. Como um verdadeiro “pai na fé”, o apóstolo diz: “Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo as profecias que houve acerca de ti, milites por elas boa milícia” (1Tm 1.18). Paulo lembra a Timóteo que seu ministério foi confirmado por profecia. Deduz-se, do texto, que as profecias eram tão consistentes, que Timóteo deveria militar “a boa milícia”, ou o bom combate, com base naquilo que Deus lhe havia falado (1Tm 1.18).
2. A rejeição da fé e suas consequências (1Tm 1.5). Quem rejeita “a fé não fingida” e a “boa consciência” cristã colhe os resultados de sua má escolha. O resultado é o “naufrágio na fé”. Paulo toma como exemplo Himeneu e Alexandre, obreiros que entraram por esse caminho. Quanto a Himeneu, sua postura é tão terrível que ele é citado em 2 Timóteo 2.17. Seu nome deriva de Himen, “deus do casamento”, na mitologia grega. Não se sabe ao certo qual “doutrina” falsa ele semeava. Estudiosos dizem que ambos eram representantes do gnosticismo no meio da igreja de Éfeso. Com relação a Alexandre, aliado de Himeneu na semeadura das falsas doutrinas, era tão pernicioso, que Paulo o considera desviado ou “naufragado” na fé. Sua influência era tão maliciosa que Paulo os entregou “a Satanás, para que aprendam a não blasfemar” (1Tm 1.20). Que o Senhor livre sua Igreja dos falsos mestres.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Paulo convida Timóteo a combater o bom combate, mesmo diante das dificuldades.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Conforme Timóteo 1.18, houve profecias concernentes à vontade de Deus para o ministério de Timóteo na igreja (1Co 14.29). Paulo exorta a Timóteo a permanecer fiel àquela vontade revelada para sua vida. Como pastor e dirigente da igreja, Timóteo devia permanecer leal à verdadeira fé apostólica e combater as falsas doutrinas que estavam penetrando insidiosamente na igreja.
Paulo adverte Timóteo várias vezes a respeito da terrível possibilidade da apostasia e abandono da fé” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1865).

CONCLUSÃO

O cristianismo nasceu debaixo de perseguição e confronto com heresias e ensinos desvirtuados. Na consolidação de igrejas abertas em suas viagens missionárias, Paulo teve que oferecer resistência e ação decidida contra os “lobos vorazes”, que haveriam de surgir, até mesmo no seio das igrejas, como no caso da igreja de Éfeso. Com a graça de Deus e o apoio de homens fiéis, como Timóteo e Tito, o apóstolo Paulo fez frente aos falsos mestres que se levantaram para prejudicar o trabalho iniciado e desenvolvido em muitas igrejas cristãs.

PARA REFLETIR

A respeito das Cartas Pastorais:

Segundo a lição, o que é o evangelho da graça?
É o evangelho libertador de Cristo.

Como eram apresentadas as falsas doutrinas?
Eram apresentadas como fábulas ou genealogias.

De acordo com a lição, cite uma característica marcante do caráter de Paulo?
Sua gratidão a Cristo.

O ministério de Timóteo havia sido confirmado mediante o quê?
Havia sido confirmado por profecia.

Segundo a lição, qual o resultado da rejeição à fé?
O resultado é o naufrágio na fé.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

O Evangelho da Graça

Professor, iniciando a aula, leia o seguinte versículo: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8). Faça uma reflexão com os alunos mostrando que se hoje estamos firmes com Cristo é porque um dia nós fomos alcançados pela maravilhosa Graça de Deus. Além de nos salvar pelo ato da sua graça, Deus nos preparou as boas obras para que andássemos por elas. Explique que as boas obras não salvam, mas dá um poderoso testemunho diante da sociedade sobre o quanto fomos alcançados pela graça divina.
A doutrina da Graça de Deus é uma das verdades mais gloriosas das Sagradas Escrituras. A convicção de que não há nada na pessoa humana capaz de preencher o vazio da alma, isto é, o restabelecimento da nossa ligação com Deus e o significado do sentido último da vida, e saber que só Deus é capaz de fazer esse milagre em nós, mostra-nos o quão miserável nós somos e quão misericordioso Deus é.
A doutrina da Graça apresenta-nos o misericordioso Deus, que em Jesus Cristo estava reconciliando o mundo consigo mesmo (2Co 5.19), operando em nós para o reconhecermos Pai amoroso. Por isso, apresentar a doutrina da Graça ao pecador é conceder-lhe libertação da prisão do pecado, a autonomia da fé em Cristo e o privilégio em sabermos que não há nada que pode separar-nos do amor de Deus (Rm 8.33-39).
Caro professor, quando falamos da Graça de Deus, inevitavelmente, chegaremos ao tema da eleição divina. Como a graça de Deus nos alcançou? A graça de Deus é arbitrária sem levar em conta a responsabilidade humana? Qualquer estudo sobre a eleição divina tem de partir obrigatoriamente da Pessoa de Jesus. Em Jesus não achamos qualquer particularidade divina em eleger alguns e deixar outros de fora, resultado de uma escolha divina arbitrária e individualizada antes da fundação do mundo. A escolha de Deus se deu em Jesus (Ef 1.4; Rm 8.29). Nele, a salvação é oferecida a todos (2Pe 3.9; cf. Mt 11.28), e, pela sua presciência, o nosso Senhor sabe quem há de ser salvo ou não. A eleição de Deus leva em conta a volição humana, pois é um dom dEle mesmo à humanidade. Assim, quando levamos em conta a volição humana não esvaziamos a soberania de Deus e da sua Graça. Pelo contrário, afirmamos a sua soberania, pois Deus escolheu fazer um homem autônomo. Afirmamos também que a graça de Deus opera, restaurando a capacidade do homem de se arrepender e crer no Evangelho (1Tm 4.1,2; Mt 12.31,32).