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quarta-feira, 13 de abril de 2016

HINO SUGERIDO HARPA CRISTÃ 464 PLENA GRAÇA

Hino sugerido da Harpa Cristã nº 156 A Ovelha Perdida

Hino sugerido da Harpa Cristã nº 27 Amor que Vence

Justificação, somente pela fé em Jesus Cristo.

Para explicar a doutrina da Justificação pela Fé, o apóstolo Paulo usa dois tipos de linguagem na carta: a do judiciário e a do sistema de sacrifício levítico. Como o apóstolo pretende convencer o seu público leitor, os judeus, bem como os gentios, de que mais do que observar o sistema de Lei como requisito para a salvação, Deus havia manifestado a sua graça justificadora lá no tempo da Antiga Aliança por intermédio do pai da fé, Abraão, o apóstolo afirma com todas as letras: "Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós. [...] Pelo que isso lhe foi também imputado como justiça" (Rm 4.16,22). Dessa forma, o apóstolo argumentava ao judeu de que, mesmo o gentio não tendo a Lei, a condição do gentio em relação a Deus em nada é inferior ao do judeu. Em Jesus, pela fé mediante a Graça de Deus, o gentio é filho de Abraão por intermédio da fé, que é pai tanto do judeu quanto do gentio achado por Deus (Rm 4.9-13).

A linguagem judiciária da Justificação

Ser justificado por Deus é ser inocentado por Ele mesmo da condição de culpado pelos atos. Ou seja, o indivíduo não tem quaisquer condições de se auto- declarar inocente ou de aliviar a sua consciência, pois sabe que nada poderá apagar a sua culpa. Por isso, Deus, em Cristo, na cruz do Calvário, nos reconciliou para sempre (2 Co 5.19). De modo que o apóstolo Paulo ratifica esse milagre: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus" (Ef 2.8).

A linguagem sacrifical da Justificação

Trocar o culpado pelo inocente. O sangue de Jesus Cristo foi derramado no lugar do sangue da humanidade. Foi a substituição vicária de Cristo Jesus por nós. Éramos culpados, mas Cristo se tornou culpado por nós; éramos malditos, Cristo se tornou maldito por nós; éramos dignos de morte, Cristo morreu em nosso lugar e por nós (Rm 3.25).
A linguagem judiciária e sacrifical da justificação nos mostra um Deus amoroso e misericordioso, que não faz acepção de pessoas e que deixa clara a real condição do ser humano, seja ele judeu ou gentio: somos todos carentes da graça e da misericórdia do Pai.


A JUSTIFICAÇÃO

1. A justificação é um ato divino. A justificação é uma declaração de Deus, segundo a qual todos os processos da lei divina são plenamente satisfeitos, por meio da justiça de Cristo, em benefício do pecador que o recebe como salvador. Justificação significa mudança de posição espiritual diante de Deus: de condenados para justificados. Esta é a única maneira do homem ter comunhão com Deus, apresentando-se a Ele sem culpa.
A obra redentora resultante do sacrifício expiatório, efetuado por Cristo na cruz, propiciou a maior de todas as dádivas de Deus — a salvação do indigno e miserável pecador.

2. A justificação testificada pela lei e pelos profetas (v.21). A justificação do pecador, mediante o sacrifício vicário de Cristo, pode ser percebida por meio de várias profecias no Antigo Testamento (Is 53.11; 45.22-25; 61.10; Jr 23.6; 33.16; Sl 85.10; Gl 3.7). Em Gênesis 3.21, por exemplo, encontramos uma nítida figura do propósito divino neste sentido. Deus cobrira graciosamente a nudez de nossos primeiros pais, Adão e Eva, após terem pecado. Outro exemplo digno de nota é o de Abraão que foi justificado por Deus somente pela fé (Gn 15.6); fato transcendental que a Bíblia confirma em Romanos 4.3.
A lei mosaica não tinha a intenção de alcançar a justiça pelo esforço humano, mas de revelar a justiça de Deus (Rm 8.4; 10.4,10; At 10.39). Os sacrifícios da lei não visavam retirar os pecados, mas cobri-los temporariamente até que Cristo viesse como o sacrifício perfeito e substitutivo (Êx 12.1-23; Jo 1.29). As ordenanças, rituais, sacrifícios e princípios de vida piedosa ensinados no Antigo Testamento, embora divinamente inspirados, não podiam quitar as “dívidas” da humanidade, e muito menos, transformar o perdido pecador num justo.

 A JUSTIÇA DE DEUS

1. A justiça de Deus na dispensação da graça. A expressão “justiça de Deus”, na Epístola aos Romanos (1.17; 3.21,22) e em outras passagens, refere-se ao tipo de justiça que o Senhor aceita para que o homem tenha comunhão com Ele. Essa justiça resulta da nossa fé em Cristo segundo o evangelho. Em outras palavras, a justiça é o próprio Cristo (1Co 1.30; 2Co 5.21; Fp 3.9).
Por ter sido um ardoroso representante do legalismo, Paulo não cessava de enaltecer a manifestação da justiça divina em sua vida (Fp 3.4-6). Não perdia a chance de enfatizar que é impossível ao homem justificar-se diante de Deus através de suas próprias obras (Fp 3.9; Gn 2.16; Tt 3.5).


2. A justiça de Deus pela fé. Na Epístola aos Romanos, capítulos 3 e 4, Paulo ensina que não há outro meio pelo qual o homem alcance a salvação senão pela fé em Cristo. Por sua vez, o escritor aos Hebreus, no capítulo 11 de sua epístola, mostra que somente pela fé o crente será vitorioso em todos os sentidos.
Este mesmo princípio é encontrado em Romanos 4.5, onde a Bíblia declara que quem “não pratica (boas obras), porém crê nAquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”.

III. CARACTERÍSTICAS DA JUSTIFICAÇÃO DIVINA

1. A justiça divina alcança a todos. Assim como o pecado tornou-se universal, a justificação destina-se a todos quantos queiram ser salvos (Tt 2.11). A expressão “para que todo aquele que nele crê não pereça” (Jo 3.16) abrange a todos, indistintamente.
Todos os que se arrependem de seus pecados e crêem em Jesus como Salvador não perecerão, mas terão a vida eterna. E é tudo pela graça de Deus, conforme está escrito: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). Esta “multiforme graça” alcança de igual modo todas as pessoas de todas as raças, culturas, níveis sociais, idades e circunstâncias (Jo 6.37). Ninguém é bom o suficiente para se salvar, como também não é tão mau que não possa ser salvo por Jesus.

2. A justiça de Deus é concedida gratuitamente mediante a graça. Desde que Adão e Eva pecaram contra o Senhor, a lei não tem feito outra coisa senão revelar a culpa universal do ser humano e a justiça do Todo-Poderoso. A graça que procede do amor do Pai reina por meio da justiça, como afirma Romanos 5.21.

É mediante o sacrifício de Cristo sobre a cruz, como perfeito substituto do culpado, que Deus justifica o pecador, quando, arrependido, crê em seu Filho para a salvação (Gn 3.13; 1 Pe 2.24; Rm 10.10). Esta é a maior demonstração da justiça divina. O Altíssimo continua sendo justo mesmo justificando um pecador (Rm 3.26).

3. É propiciada por Cristo (v.25). “Ao qual Deus propôs para propiciação no seu sangue”. Propor significa “apresentar perante todos”, ou seja, o Pai constituiu o Filho, feito homem perante o mundo, como Salvador da humanidade (Jo 1.14; Mt 1.20-23; Gl 4.4,5).
“Propiciação” (v.25) é Cristo morrendo em lugar dos perdidos a fim de salvá-los. É a remoção da ira divina por meio de uma oferta, de uma dádiva.

O Tabernáculo com seus objetos, sacrifícios e sacerdócio prefigurou como sombra, entre outros elementos da salvação, a propiciação. Onde há sombra há realidade (Cl 2.16,17; Hb 10.1). Examine também: Sl 32.2; Mt 20.28; Jo 1.29; Rm 4.7,8; 1Co 15.3; 2Co 5.19,2; 1Jo 2.2; 4.10. Propiciação é uma referência ao propiciatório. Este encontrava-se no Lugar Santíssimo do Tabernáculo onde o sumo sacerdote entrava apenas uma vez por ano, no Dia da Expiação, para sacrificar em favor do povo. Ali, ele aspergia o sangue expiador do sacrifício como símbolo da quitação ou remissão correspondente ao castigo de seus pecados e dos pecados do povo.

Jesus é o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Is 53; Jo 1.29; Lc 23.46; Gl 4.4,5). Foi Deus que estabeleceu todas as coisas concernentes a Jesus, a fim de salvar-nos (At 2.23). Expiação tem a ver com o pecado; propiciação, com a atitude de Deus para com o pecador arrependido; e redenção, com a pessoa do pecador. Tudo efetuado por Deus em Cristo (1Tm 2.6; 1Pe 1.18,19; At 20.28).

4. É outorgada por Deus. A justificação do pecador perante Deus procede da sua graça (Rm 3.24) . Ela foi efetuada e é garantida pelo sangue de Jesus, como sua base (Rm 5.9). É obtida através da nossa fé em Cristo (Rm 3.28); a fé sem as obras humanas é o meio estipulado por Deus para nossa justificação (Gl 2.16). A ressurreição de Cristo é a garantia da perenidade de nossa justificação (Rm 4.25). Se alguém deseja ser justificado e sair da lista dos que estão sob a ira de Deus, deve crer em Cristo (Rm 1.16,17; 3.3,21,22). O único requisito estabelecido por Deus para que o pecador seja justificado é que venha a Cristo pela fé, aceitando-o como seu único Salvador.

A MENSAGEM PROVENIENTE DA CRUZ DE CRISTO

1. Salvação sem vanglória e méritos humanos. Visto que a nossa salvação consiste somente na obra redentora de Cristo consumada na cruz, o homem não tem motivo algum para se vangloriar porque “nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”, a não ser o nome de Jesus (At 4.12).

2. Salvação oferecida a todos. A preservação da vida de Raabe e sua família (Hb 11.31); a bênção sobre a vida de Rute (Rt 4.13-22); e a cura de Naamã (2 Rs 5.1-14), são apenas alguns exemplos de que Deus é Senhor e abençoador de todos. Ele quer salvar a todos (Tt 2.11; Mt 11.28; Jo 6.37; Ef 4.6). O profeta Jonas testificou que Deus é misericordioso para aceitar a qualquer um que se arrependa de seus pecados (Jn 4.2). O Evangelho de João 1.12 confirma este propósito de Deus: salvar a todos (Jo 1.12). Jesus também o declarou (Jo 3.17; 5.24). Infelizmente, muitos são os que rejeitam o convite da graça de Deus e acabam por desprezar a Cristo, acarretando sobre si a ira divina.

CONCLUSÃO

O castigo divino pelo pecado não poderia ser protelado indefinidamente. A justiça divina concernente aos delitos do homem deveria ser satisfeita. Assim, Cristo veio e satisfez em definitivo nossa dívida no Calvário, tornando-nos, a todos os que cremos nEle, justificados perante Deus.

Subsídio Teológico

“A Justificação
Assim como a regeneração leva a efeito uma mudança em nossa natureza, a justificação modifica a nossa situação diante de Deus. O termo ‘justificação’ refere-se ao ato mediante o qual, com base na obra infinitamente justa e satisfatória de Cristo na cruz, Deus declara os pecadores condenados livres de toda a culpa do pecado e de suas conseqüências eternas, declarando-os plenamente justos aos seus olhos. O Deus que detesta ‘o que justifica o ímpio’ (Pv 17.15) mantém sua própria justiça ao justificá-lo, porque Cristo já pagou a penalidade integral do pecado (Rm 3.21-26). Constatamos, portanto, diante de Deus como plenamente absolvidos.

Para descrever a ação de Deus ao justificar-nos, os termos empregados pelo Antigo Testamento (heb. tsaddiq: Êx 23.7; Dt 25.1; 1Rs 8.32; Pv 17.15) e pelo Novo Testamento (gr. dikaio: Mt 12.37; Rm 3.20; 8.33,34) sugerem um contexto judicial e forense. Não devemos, no entanto, considerá-la uma ficção jurídica, como se estivéssemos justos sem, contudo, sê-lo. Por estarmos nEle (Ef 1.4,7,11), Jesus Cristo tornou-se a nossa justiça (1Co 1.30). Deus credita ou contabiliza (gr. logizomai) sua justiça em nosso favor. Ela é imputada a nós.

Em Romanos 4, Paulo cita dois exemplos do Antigo Testamento como argumento em favor da justiça imputada. A respeito de Abraão, diz que ‘creu ele no Senhor, e foi-lhe imputado [heb. chashav] isto por justiça’ (Gn 15.6). Isto ocorreu antes de Abraão ter obedecido a Deus no tocante a circuncisão, sinal da aliança. De modo talvez ainda mais dramático, Paulo cita Salmos 32.2, no qual Davi pronuncia uma bênção sobre ‘o homem a quem o Senhor não imputa maldade’ (Rm 4.8; 2Co 5.19) [...]” (PECOTA, Daniel B. A obra salvífica de Cristo. In HORTON, S. M. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 1996, p.372).


Fonte:http://valorizeaebd.blogspot.com.br




segunda-feira, 11 de abril de 2016

A Justificação pela fé


Sendo, pois justificados pela fé temos paz com Deus por intermédio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Rm 5:1.
Justificação é o ato livre de Deus  declarar alguém inocente,com essa verdade a Igreja se mantém de pé.
Salvação não é por mérito humano, não é pelas boas obras, salvação é dádiva de Deus recebida por nós gratuitamente pela fé em Cristo Jesus. A Bíblia diz que todos pecaram e destituídos  estão da glória de Deus.
Não há justo mediante a lei, não poderíamos ser salvos porque a lei exige perfeição absoluta. Está escrito  aquele que guarda toda a lei mas tropeça em um único ponto torna-se culpado de toda lei.
No dia do juízo seremos julgados pelas nossas palavras, pelas nossas obras, pelos nossos pensamentos e por estes ninguém poderá ser justificado diante do tribunal de Deus, jamais poderíamos ser inocentados porque a bíblia diz que Deus não inocentará o culpado e todos nós somos culpados aos olhos do Eterno. Mas Deus enviou seu filho Jesus Cristo como nosso representante, como nosso substituto, Jesus  assumiu nosso lugar cumpriu a lei por nós.
Quando foi a cruz, Deus lançou sobre ele a iniquidade de todos nós, ele foi transpassado por nossas transgreções, foi moído pelas nossas iniquidades e quando nossos pecados estava sobre ele a lei exigiu a sua morte , e  Lá da cruz Ele deu um grande brado está consumado,aquele que crer em mim não deve mais nada.Nós que temos a cristo como salvador  somos declarados justificados diante do tribunal do justo Juiz,portanto nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.


Justificação pela fé, ato Soberano de Deus

sexta-feira, 8 de abril de 2016

LIÇÃO 02 – A NECESSIDADE UNIVERSAL DA SALVAÇÃO EM CRISTO 2º TRIM/2016

 (Rm 1.18-20, 25-27; 2.1, 17-21)

 NTRODUÇÃO Dentre tantas promessas descritas nas Escrituras, a promessa da salvação é, sem dúvidas, uma das mais gloriosas. Isto porque, ela não está restrita ou predestinadas à algumas pessoas, mas sim, para toda a humanidade (Jo 3.16; 1Tm 1.15; 2.3,4; Tt 2.11). Nesta lição, veremos o que significa o termo salvação; estudaremos a universalidade do pecado fazendo uma comparação entre o pecado original e o pessoal; apontaremos esta doutrina quanto ao tempo, ao espaço e as barreiras culturais; debruçaremos sobre os três aspectos da salvação; verificaremos a promessa da salvação tanto no AT como NT; e, finalizaremos observando as suas etapas tanto no lado divino quanto no humano. I – A UNIVERSALIDADE DO PECADO Há inequívocas declarações nas Escrituras que indicam a pecaminosidade universal do homem (Sl 143.2; Ec 7.20; Rm 3.1-12, 19, 20, 23; Gl 3.22; Tg 3.2; 1Jo 1.8, 10). Várias passagens ensinam que o pecado é herança do homem desde a hora do seu nascimento e, portanto, está presente na natureza humana (Sl 51.5; Jó 14.4; Jo 3.6). Em Ef 2.3 diz o apóstolo Paulo que os efésios eram “por natureza” filhos da ira, como também os demais”. Nesta passagem a expressão “por natureza” indica uma coisa inata e original, em distinção daquilo que é adquirido. Então, o pecado é uma coisa da própria natureza humana, da qual participam todos os homens e que os fazem culpados diante de Deus. Além disso, de acordo com a Escritura, a morte sobrevém mesmo aos que nunca exerceram uma escolha pessoal e consciente (Rm 5.12-14). A Escritura ensina que todos os homens se acham sob condenação do pecado e necessitam da redenção (BERKHOF, 2000, p.235). 1.1 O pecado original ou universal. Originou-se num ato totalmente livre de Adão como o representante da raça humana numa transgressão da lei de Deus e numa corrupção da natureza humana, tornando-se sujeito à punição de Deus (Rm 5.14- 19). É o estado e condição de pecado em que “todos os homens nascem por natureza” (Sl 51.5; 143.2). O pecado não ficou restrito somente a Adão e Eva, mas estendeu-se a toda a raça humana, é o que chamamos de “culpa herdada” (Rm 5.12). Sendo assim, toda a raça humana passou a ser pecadora. Aos olhos de Deus, o pecado de Adão foi o pecado de todos os seus descendentes, de modo que eles nascem como pecadores, isto é, num estado de culpa e numa condição corrupta. O pecado original tanto é um estado como uma qualidade inerente à corrupção de todos os homens. Devemos estar vigilantes contra o erro de pensar que Deus criou o homem já na condição de pecador e culpar a Deus do mal, ou como alguns afirmam, que os homens não nascem pecadores, mas sim apenas com a tendência ao pecado, pois isso é uma heresia chamada de pelagianismo (Rm 3.23). Quando Adão pecou ao desobedecer a Deus, toda a raça humana também pecou juntamente (Rm 5.12,16). O único ser cuja natureza humana não se mostrou corruptível (pecadora) desde a sua concepção e nascimento foi o Senhor Jesus Cristo (Hb 4.15; 7.26). 1.2 O pecado pessoal ou factual. A expressão “pecados fatuais” ou “culpa pessoal” não indica apenas as ações externas praticadas por meio do corpo, mas também todos os pensamentos e volições conscientes que decorrem do pecado original, ou seja, da natureza pecaminosa (Ec 7.20; Rm 7.18). São os pecados individuais expressos em atos, diversamente da natureza e inclinação herdada (Rm 5.19). O pecado original é somente um, o de Adão; já o pecado factual é múltiplo, que são os pessoais, e são por estes que prestaremos contas diante de Deus (1Rs 8.46; Pv 20.9; Gl 5.19-21; Ef 2.3). II - O QUE SIGNIFICA SALVAÇÃO? A palavra “salvação” do grego “soteria” significa: “libertação, ser tirado de um perigo, livrar-se, escapar”. A salvação é o livramento espiritual eterno concedido imediatamente por Deus aos que aceitam as condições estabelecidas por Ele referentes ao arrependimento e fé no Senhor Jesus e sob confissão dEle como Senhor. “segundo a sua misericórdia nos salvou” (Tt 3.5, ver também At 4.12; Rm 10.10). A Salvação é uma milagrosa transformação espiritual, operada na alma, na vida e no caráter de toda a pessoa que, pela fé, recebe Jesus Cristo como seu único Salvador pessoal (Ef 2.8,9; 2 Co 5.17; Jo 1.12; 3.5) (VINE, 2002, p. 967). Trata-se da redenção do ser humano do poder do pecado (1Pe 1.18,19), da libertação do cativeiro espiritual (Rm 8.2), e a saída do pecador dentre o poder das trevas do pecado (Cl 1.13). E, finalmente, é o retorno do exílio espiritual do pecador para Deus (Ef 2.13) (CABRAL, 2009, p. 338). III - OS TRÊS ASPECTOS DA SALVAÇÃO 3.1 Justificação. É a mudança de posição externa e legal do pecador diante de Deus de condenado para justificado. Pela justificação passamos a pertencer aos justos. Justificação é o tempo passado da nossa salvação, mas sempre presente em nossa vida espiritual (1Co 6.11; Rm 8.30,33b; 5.1; 3.24; G1 2.16). 3.2 Regeneração. É a mudança de condição do pecador de servo do pecado para filho de Deus. A regeneração é tão séria diante de Deus, que a Bíblia chama-a de “batismo em Jesus” (1Co 12.13; G1 3.27; Rm 6.3). Trata-se de um ato interior, dentro do indivíduo, abrangendo também todo o seu ser. É um termo ligado a família, filhos: “gerar”; é o novo nascimento (Jo 3.5). Mediante a regeneração somos chamados “filhos de Deus” (Gn 2.7; Jo 20.22; 15.5).


3.3 Santificação. É a mudança de caráter (mudança subjetiva); é a mudança de serviço (mudança objetiva), “em Cristo” (posicional), como lemos em João 15.4 e 17.26. IV - A PROMESSA DA SALVAÇÃO NAS ESCRITURAS 4.1 A salvação no AT. Os 39 livros do AT descrevem muito mais do que a origem do universo, do homem, e da nação de Israel. Eles descrevem também as promessas divinas de redenção da humanidade (Gn 3.15; 21, 12.3). Diversos profetas do AT falaram acerca da salvação, principalmente, Isaías, o profeta messiânico (Is 25.9; 45.17; 49.8; 62.11; Mq 7.7; Hb 3.18). 4.2 A salvação no NT. O NT também nos apresenta vários textos em relação a salvação (Mt 1.21; Lc 1.69; 2.30; 3.6; 19.9; Jo 4.22; At 4.12; At 13.47; 28.28). O apóstolo Paulo também trata deste assunto (Rm 1.16; 2Co 6.2; Ef 1.13; Fp 2.12; Jd 1.3). E o livro de Apocalipse descreve a consumação de todas as coisas, dentre elas, a salvação (Ap 5.9; 7.10; 12.10; 19.1). V - AS ETAPAS DA SALVAÇÃO A salvação nos é concedida mediante a graça de Deus manifesta em Cristo Jesus (Rm 3.24,25; 5.8,10, Hb 7.25). Ela é recebida de graça, e mediante a fé em Cristo (Rm 3.22, 24, 25, 28). Isto é, ela resulta da graça de Deus (Jo 1.16), mas, há a resposta humana também (At 16.31; Rm 1.17; Ef 1.15; 2.8). A salvação é manifesta pelo menos tem três etapas: passado, presente e futuro. Vejamos cada uma delas: 5.1 A etapa passada da salvação. É o que Deus fez por nós livrando-nos da pena do pecado (1Co 6.11; Rm 5.1; 8.30,33). Ela é referida na Bíblia como ocorrida no passado e inclui a experiência pessoal mediante a qual nós, como crentes, recebemos o perdão dos pecados (At 10.43; Rm 4.6-8) e passamos da morte espiritual para a vida espiritual (1Jo 3.14); do poder do pecado para o poder do Senhor (Rm 6.17-23), do domínio de Satanás para o domínio de Deus (At 26.18). 5.2 A etapa presente da salvação. É aquilo que Deus faz em nós agora livrado-nos do domínio do pecado (2Co 7.1; 1Ts 5.23; Fp 2.12; 1Jo 2.6). É a santificação em conduta, diante do mundo e a salvação do poder do pecado. É aquilo que Deus faz em nós agora. Ela abrange: (a) o privilégio de um relacionamento pessoal com Deus e com Jesus como nosso Senhor e Salvador (Mt 6.9; Jo 14.18-23; Gl 4.6); (b) a conclamação para nos considerarmos mortos para o pecado (Rm 6.1-14); (c) o convite para sermos cheios do Espírito Santo (At 2.33-39; Ef 5.18); (e) a exigência para nos separarmos do pecado (Rm 6.1- 14; At 2.40; 2Co 6.17); e (f) a chamada para travar uma batalha constante em prol do reino de Deus contra Satanás e suas hostes demoníacas (2Co 10.4,5; Ef 6.11,16; 1Pe 5.8). 5.3 A etapa futura da salvação. É o que Deus fará conosco na glória celestial (1Pe 1.5; 1Jo 3.2; Rm 8.23; 13.11). Abrange: (a) nosso livramento da ira vindoura de Deus (Rm 5.9; 1Co 3.15; 5.5; 1Ts 1.10; 5.9); (b) nossa participação da glória divina (Rm 8.29; 2Ts 2.13,14) e nosso recebimento de um corpo ressurreto, transformado (1Co 15.49-52); e (c) os galardões que receberemos como vencedores fiéis (Ap 2.7; 1Co 9.24-27; Fp 3.8-14). VI - O LADO DIVINO E HUMANO DA SALVAÇÃO A salvação tem um lado objetivo (o lado divino), e um, subjetivo (o humano). O primeiro refere-se a Deus como o Doador da salvação; e o segundo refere-se ao homem como o recebedor. (CABRAL, 2009, p. 335). Vejamos a salvação quanto ao tempo:
O LADO DIVINO DA SALVAÇÃO O LADO HUMANO DA SALVAÇÃO A salvação é eterna (Jo 6.37; 15,16; Rm 9.11-13; Ef 1.4; Mt 25.34; Ef 1.4; Ap 13.8) A salvação é preciso que o homem queira (Mt 16.24-25). A salvação é livre e gratuita (Ef 2.8-9; Jo 3.16; Mc 16.15; Mt 28.18-20; Lc 9.23). A salvação é responsiva (Dt 30.15,17,19; Is 55.7; Jo 5.40; 8.24; Ap 3.20; 22.17; Rm 14.12; 2Co 5.10) A salvação é soberana (Mt 20.1-16; Rm 9.14,29). A salvação exige esforço (Mt 11.12; Lc 13.24; 16.16). A salvação é completa e instantânea (Lc 23.39-43; 19.9; Fp 2.13). A salvação é progressiva (Fp 2.13; 2 Pe 1.10; 1Pd 1.14-16;). A salvação é para todos. (Jo 3.16; 12:.32; 17.21; 1Jo 2.2; 1Co 15.22; 1Tm 2.3-4; Hb 2.9; 2Pe 3.9; 1Jo 2.2). A salvação é santificante (Mt 18.3; Rm 6.4; 1Pd 2.2).

CONCLUSÃO Jesus é o autor da salvação (Lc 2.11; 2Tm 1.10; Lc 2.30; Hb 5.9), e como Salvador, Ele têm poder de perdoar os nosso pecados (Mc 2.10), a todos quanto O receberam, Ele deu o poder para serem filhos de Deus, aos que creem em seu nome (Jo 1.11-12). Porque Ele recebeu todo o poder nos céus e na terra (Mt 28.18). Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade (1Tm 2.3-5).

 REFERÊNCIAS GILBERTO, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD. CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. CPAD. STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Editora Cultura Cristã.