Postagens mais visitadas
-
A IMPORTÂNCIA DA EPÍSTOLA A epístola de Paulo aos romanos, se...
-
Sendo, pois justificados pela fé temos paz com Deus por intermédio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Rm 5:1. Justificação é o at...
-
LIÇÃO 3 TEXTO ÁUREO "E crescia jesus em sabedoria e estatura,e em graça para com Deus e os homens."(Lc 2.52). VERDADE PRÁTIC...
-
...,aplica-te à leitura,à exortação e ao ensino. I Tm 4:13. porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem;mas para nós,qu...
Postagens mais visitadas
-
INTRODUÇÃO Nesta lição, destacaremos que o ato da justificação concedida por Deus ao homem por meio de Cristo Jesus, trás consigo mui...
-
LIÇÃO PARA O DIA 26/07/2015. PONTOS A ESTUDAR: I – QUEM DESEJA O EPISCOPADO. II – QUALIFICAÇÕES E ATRIBUIÇÕES DOS PASTORES E DIACONOS. ...
-
''CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ''
-
Sendo, pois justificados pela fé temos paz com Deus por intermédio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Rm 5:1. Justificação é o at...
-
Desde menino,você conhece as escrituras Sagradas,que lhe podem dar a sabedoria que leva à salvação,por meio da fé em Cristo Jesus. Porque t...
segunda-feira, 18 de abril de 2016
LIÇÃO 04 – OS BENEFÍCIOS DA JUSTIFICAÇÃO
INTRODUÇÃO
Nesta lição, destacaremos que o ato da justificação
concedida por Deus ao homem por meio de Cristo Jesus, trás
consigo muitos benefícios, tais como: paz com Deus, acesso a
graça, esperança, reconciliação e glorificação. Veremos ainda
que por causa de um homem, Adão, todos se fizeram pecadores;
todavia, por causa também de um homem, Cristo Jesus,
todos poderão ser salvos. Por fim, pontuaremos que a
motivação que impulsionou Deus a declarar justo o pecador foi o seu
grande e incomparável amor revelado na Pessoa de Seu Bendito
Filho.
I – O QUE SIGNIFICA A PALAVRA BENEFÍCIO
Segundo o Aurélio (2004, p. 285) a palavra “benefício”
significa: “serviço ou bem que se faz gratuitamente;
favor; mercê, graça”. A Bíblia nos mostra que Deus graciosamente
dispensa benefícios aos seres humanos, no sentido de
prover os meios de subsistência a todos, sem distinção (Mt
5.45; At 17.25). Todavia, dispensa também de forma especial,
favores espirituais e eternos, exigindo-lhes fé em seu
Bendito Filho Jesus Cristo (Jo 3.16 Rm 5.20).
II – QUAIS OS BENEFÍCIOS DA JUSTIFICAÇÃO
Depois de falar sobre a necessidade da justificação (Rm
1.18; 3.20) e do meio pelo qual fomos justificados
(Rm 3.21; 4.25), o apóstolo Paulo descreve os frutos da
justificação (Rm 5.1-12), como veremos a seguir:
2.1 Paz com Deus (Rm 5.1). O termo grego para paz é “eirene”
que nos dá a ideia de “harmonia”, “acordo”, “descanso”
e “quietude”. A paz com Deus só é possível mediante a
justificação pela fé. Pois o pecador, em seu estado de pecado,
encontra-se em inimizade com Deus, visto que o pecado é uma
violação da vontade de Deus (Os 4.1; Tg 4.4). “Ter paz com
Deus significa que não há mais hostilidade entre nós e Deus
e que o pecado não bloqueia o nosso relacionamento com Ele.
Mais do que isso, um novo relacionamento foi estabelecido e
assim não mais tememos o resultado do julgamento, mas
vivemos sob a proteção estabelecida por Deus” (APLICAÇÃO
PESSOAL, 2010, vol. 02, p. 40).
2.2 Acesso a graça (Rm 5.2). Além da paz, Paulo nos diz que
em Cristo pela fé temos “acesso a graça”. “No grego a
expressão usada por Paulo é “ten prosagogen” que significa
“nossa entrada”. A ideia é a entrada na câmera de audiências
de um monarca. É bom destacar que não vamos até ali por
nossos próprios esforços, mas precisamos de um ‘introdutor’ -
que é Cristo” (BEACON, 2006, p. 80 – acréscimo nosso).
Diversos textos da Bíblia, nos mostram que a nossa entrada a
presença de Deus encontrava-se bloqueada por causa do pecado
(Gn 3.22-24; Is 59.2; Rm 3.23). Todavia, justificados por
Jesus Cristo, as barreiras foram tiradas, para que
tivéssemos acesso a graça de Deus (Ef 2.13; I Pe 2.10). Portanto, “Jesus
nos abre as portas à presença do Rei dos reis; e quando
essas portas se abrem o que achamos é graça; não condenação, nem
juízo, nem vingança, mas a pura, imerecida, incrível bondade
de Deus” (BARCLAY, sd, p. 81 – acréscimo nosso).
2.3 Esperança da glória (Rm 5.2-b). No estado de pecado o
homem vive sem paz, sem esperança e sem Deus no mundo
(Ef 2.12). A Bíblia diz que “a humanidade foi criada para a
glória de Deus, mas por causa do pecado, “todos foram
destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23). É o propósito de
Deus recriar a sua imagem e a sua glória de forma completa em
nós, de modo que possamos estar firmes; e nos gloriarmos na
esperança da glória de Deus” (APLICAÇÃO PESSOAL,
2010, vol. 02, p. 40).
2.4 Salvo da ira (Rm 5.9). A expressão “ira” segundo Vine
(2002, p. 723) que dizer: “raiva ardente”, “indignação” e
“furor”. Na condição de pecador o homem está sobre a ira de
Deus, já no presente (Jo 3.36; Rm 1.18), e irá experimentar
desta ira plenamente no futuro, quando todos os pecadores
serão julgados e sentenciados a condenação eterna (Rm 2.5,16;
Ap 20.11-15). Mas, quando justificado, este pecador remido é
salvo desta ira presente e futura, pois para ele já não há mais
condenação, visto que este creu que Cristo assumiu a sua
culpa quando morreu na cruz (Jo 5.24; I Ts 1.10; Ap 3.10).
2.5 Reconciliação (Rm 5.10,11). No grego a expressão
reconciliar “katallage” significa: “restauração à benevolência
divina, conciliação” (PALAVRA- CHAVE, 2009, p. 2257).
Segundo Champlin (2004, p. 574), a reconciliação “consiste da
mudança da relação de hostilidade que existiu entre dois
indivíduos, passando eles a serem amigos entre si. Essa relação de
hostilidade é alterada para a relação de paz”. Por causa do
pecado, o homem quebrou a sua comunhão com Deus (Gn 3.23-
24; Rm 3.23). Porém, apesar de o primeiro Adão ter criado o
abismo, o segundo Adão, Cristo, construiu a ponte, nos
reconciliando com Deus (II Co 5.18,19; Cl 1.20,21).
2.6 Glorificação (Rm 5.10-a). Paulo ainda diz que uma das
bençãos subsequentes a justificação é a glorificação. No plano
da salvação, a glorificação é a etapa final a ser atingida
por aquele que recebe a Cristo como Salvador e Senhor de sua alma.
A glória de Cristo será partilhada plenamente com seus
santos no arrebatamento da igreja (I Co 15.53,54; Cl 3.4; I Jo 3.2).
III – AS DIFERENÇAS ENTRE ADÃO E CRISTO
“O contraste entre Adão e Jesus Cristo é que um único ato de
Adão determinou a natureza do mundo; um único ato
de Cristo determinou a natureza da eternidade. Em
terminologia moderna, podemos dizer que Adão foi um protótipo
imperfeito, mas Cristo é o original perfeito. Assim como
Adão era um representante da humanidade original. Cristo é o
representante da nova humanidade espiritual” (APLICAÇÃO
PESSOAL, 2010, p. 42). Na tabela abaixo veremos qual o
estado ou condição do homem que está em Adão e do que está
em Cristo:
ADÃO CRISTO
Seu nome significa: homem ou humanidade Seu nome significa:
Deus salva
Pecou contra Deus (Gn 3.6; Os 6.7; Rm 5.12-a) Obedeceu a
Deus (Mt 5.17; Fp 2.8; Hb 5.8)
Nos fez pecadores (Rm 5.19-a) Nos faz justos (Rm 5.19-b)
Prejudicou toda a humanidade (Rm 5.12) Beneficiou toda a
humanidade (Rm 5.12-b; 17-b)
Fomos afastados de Deus (Gn 3.24; Rm 3.23) Fomos
reconciliados com Deus (Rm 5.10-11; II Co 5.18)
Nele morremos (Rm 5.12,15-a; 17-a; 6.23-a) Nele vivemos (Rm
5.17-b; 6.23-b)
Trouxe a condenação (Rm 5.16-a; 18-a) Trouxe a salvação (Rm
5.16-b; 18-b)
IV – A GRANDEZA DO AMOR DE DEUS
Após falar da justificação como um ato divino de declarar
inocente o culpado, o apóstolo Paulo nos fala sobre o
incomparável amor divino, pois este foi a motivação que
impulsionou Deus a graciosamente nos conceder graciosamente a
salvação. “O amor pode ser definido como o “sentimento que
constrange a buscar, desinteressadamente e sacrificialmente,
o bem de outrem. O amor é o mais alto e sublime atributo
comunicável de Deus. João diz que Deus é amor (I Jo 4.8).
Somente o amor seria capaz de predispor a Deus a buscar o
bem de uma humanidade corrompida, e que só se ocupava em
quebrantar-lhe as leis” (ANDRADE, 2006, p. 42 – acréscimo
nosso). Vejamos o que nos diz Paulo sobre isso:
4.1 O amor de Deus foi aplicado (Rm 5.5). O apóstolo Paulo
nos ensina que a razão da confiança por parte dos que tem fé
é que o amor de Deus esta derramado em nosso coração. Quando
a pessoa confia em Cristo e o recebe, ela recebe o Espirito
Santo (Rm 8.9), que constantemente a encoraja a manter sua
esperança em Deus. “A presença do Espirito Santo em nossa
vida nos torna cientes do amor de Deus, e esse amor nos dá
esperança inabalável no porvir. Logo, o cristão nunca deve
desistir diante do sofrimento, pois Deus certamente cumprira
suas promessas” (TOKUMBOH, 2010, p. 1394)
4.2 O amor de Deus foi imerecido (Rm 5.6,7). Paulo nos diz
que Deus nos amou quando éramos “fracos” (Rm 5.6-a);
“ímpios” (Rm 5.6-b); “pecadores” (Rm 5.8-b); e, “inimigos de
Deus” (Rm 5.10), ou seja, não merecíamos tão grande e
excelente amor. Paulo diz que é possível que alguém se
encoraje a morrer por um justo, ou seja, por um homem íntegro e
honesto, um cidadão respeitável e bom, uma pessoa útil ou
benevolente. Porém, Cristo morreu por nós, sendo nos ainda
pecadores. “Essa é uma demonstração clara do amor de Deus.
Ele nos recebe do jeito que estamos e, a partir daí, começa a
fazer algo novo e belo” (RADMACHER, 2010, p. 373).
4.3 O amor de Deus foi provado (Rm 5.7,8). Sem sombra de
dúvida, a maior revelação do amor Deus para com a
humanidade está na Pessoa de Cristo Jesus. Em João 3.16, o
Senhor Jesus afirmou isso: “Porque Deus amou o mundo de
tal maneira que deu o seu Filho unigênito[...]”. Confira
também: (Is 9.6; Mt 20.28; Jo 15.13; Rm 8.32). Jesus veio ao
mundo para mostrar qual é e sempre foi a atitude de Deus
para com os homens. Ele veio para provar aos homens
incontestavelmente que Deus é amor. “A morte de Cristo é a
mais alta manifestação do amor de Deus por nós. Embora
fôssemos rebeldes e desprezíveis. Cristo morreu por nós para
que assim pudéssemos chegar a Deus, ter paz com Ele e nos
tornarmos herdeiros de suas promessas. Cristo não morreu
para que nos tornássemos pessoas amadas; Cristo morreu porque
Deus já nos amava e queria nos levar para junto de si”
(APLICAÇÃO PESSOAL, 2010, p. 41).
CONCLUSÃO
Por causa do seu grande amor pela humanidade, Deus enviou
Jesus Cristo ao mundo para que, por meio dele, o
pecador pudesse ser justificado. Essa justificação trás
consigo grandes benefícios espirituais, e sem dúvida, o maior deles é
a possibilidade que o homem tem de reatar a sua comunhão com
Deus outrora perdida no Éden.
REFERÊNCIAS
• ADEYEMO, Tokumboh. Comentário Bíblico Africano. CPAD.
• APLICAÇÃO PESSOAL, Comentário do Novo Testamento. Vol. 02.
CPAD.
• BARCLAY, William. Comentário do Novo Testamento. PDF.
• CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e
Filosofia. HAGNOS.
• CLAUDIONOR, Corrêa de. Dicionário Teológico. CPAD.
• HOWARD, R.E, et al. Comentário Bíblico Beacon. Vol 08.
CPAD.
• LOPES, Hernandes dias. Comentário Exegético de Romanos.
HAGNOS.
OS BENEFÍCIOS DA JUSTIFICAÇÃO
TEXTO ÁUREO:
"Mas Deus prova o seu amor para
conosco em que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores." (Rm5.8)
VERDADE PRÁTICA:
A justificação pela fé em Cristo nos
libertou de Adão, símbolo do velho homem, para nos colocar em Cristo, onde
fomos feitos uma nova criação.
Segunda – 1Co 15.21 - O pecado entrou no mundo mediante a Queda de um único
homem
Terça – 1Co 15.22 - Todos morreram em Adão e só podem ser vivificados em Jesus
Quarta – 1Co 5.13 - O pecado só pode ser imputado havendo a lei
Quinta – Rm 5.15 - A suprema eficiência da redenção em Jesus Cristo
Sexta – Rm 5.17 - O pecado trouxe morte, mas Cristo trouxe a graça divina
Sábado – Rm 5.21 - A graça e a justiça reinam por intermédio de Cristo
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE
Romanos 5.1-12
1 TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso
Senhor Jesus Cristo;
2 Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos
firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo
que a tribulação produz a paciência,
4 E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.
5 E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está
derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
6 Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos
ímpios.
7 Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo
bom alguém ouse morrer.
8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós,
sendo nós ainda pecadores.
9 Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue,
seremos por ele salvos da ira.
10 Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela
morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos
pela sua vida.
11 E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor
Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.
12 Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a
morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos
pecaram.
HINOS
SUGERIDOS: 90, 310, 400da
Harpa Cristã
OBJETIVO
GERAL
Esclarecer que a justificação pela fé em Cristo nos libertou da lei do
pecado e nos fez novas criaturas.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
Apresentar as bênçãos decorrentes da justificação;
Mostrar as bênçãos do amor trinitário;
Explicar as bênçãos
decorrentes na nova criação.
• INTERAGINDO COM O
PROFESSOR
Professor, você já parou para
refletir a respeito das bênçãos decorrentes da justificação pela fé? Pare e
pense no que Cristo fez por você. Louve ao Salvador. Adore-o pela sua graça e
redenção.
O Filho de Deus assumiu o castigo que
era nosso. Ele tomou sobre si a nossa condenação. Na cruz Cristo cumpriu a
nossa pena nos justificando perante o Pai e fazendo de nós novas criaturas. Ele
nos libertou da lei do pecado. Uma vez livres e justificados pela fé temos paz
com Deus (Rm 5.1) e acesso à graça (Rm 5.2). Como pecadores jamais poderíamos
pagar a nossa dívida para com o Pai. Quando pela fé recebemos o perdão de Deus,
a culpa que perturbava as nossas consciências foi substituída pela graça e
misericórdia divina.
INTRODUÇÃO
Nos quatro primeiros capítulos da
Epístola aos Romanos, Paulo já havia escrito a respeito das origens e das bases
da nossa justificação. Faltava agora falar dos resultados dessa justificação.
Que benefícios ela nos trouxe? Quais seriam as bênçãos a ela associada? Paz,
alegria, esperança são algumas dessas bênçãos associadas à justificação.
Todavia, Paulo vai além, ele mostra que tudo isso só foi possível porque Deus
nos fez participante de uma bênção maior — sermos parte da nova criação. Esse
fato será mostrado através do contraste feito entre Adão, símbolo da velha
criação e Cristo, o segundo Adão, cabeça de uma nova criação.
PONTO CENTRAL
A justificação pela
fé nos concede muitos benefícios.
I-A BÊNÇÃO DA GRAÇA
JUSTIFICADORA (Rm 5.1-5)
1. A bênção da paz
com Deus.
No capítulo cinco de Romanos, Paulo
mostra os benefícios da justificação pela fé logo no primeiro versículo:
"Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com uso que Paulo faz da
palavra paz aqui é diferente daquele usado no mundo antigo. No geral, o termo
significava ausência de guerra. Porém, Paulo se refere ao vocábulo paz conforme
ele aparece no Antigo Testamento e cujo significando era a salvação dos
piedosos, prosperidade e bem-estar. Embora os manuscritos mais aceitos do
original grego tragam a palavra tenhamos em vez de temos, os teólogos concordam
que o argumento de Paulo aqui é a paz como efeito imediato dessa justificação.
Assim sendo essa paz deve ser desfrutada aqui e agora. Robertson, erudito em
grego bíblico, traduz essa expressão como gozemos de paz com Deus. Portanto,
uma paráfrase das palavras de Paulo ficaria da seguinte forma: "Já que
fomos justificados por meio da fé, desfrutemos, pois, dessa paz com Deus".
Deus tem paz para todos os que foram justificados em Cristo Jesus e deseja que
desfrutemos dela.
2. A bênção de
esperar em Deus.
Antes de falar da bênção de esperar em
Deus, Paulo fala como se deu esse acesso:
fé a esta graça, na qual estamos
firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus" (Rm 5.2). A fé no
Cordeiro de Deus nos abriu a porta da graça. Observe o comentário que William
Barclay faz a respeito desse texto: "O próprio Jesus nos introduz na presença
de Deus; nos abre a porta de acesso à presença do Rei dos reis. E quando se
abre essa porta o que encontramos é a graça; não condenação, nem juízo, nem
vergonha; senão o intocado e imerecido amor de Deus". A porta se abriu
para a esperança. No contexto de Romanos, esperança significa enfrentar o tempo
presente, com todos os seus desafios, porque se tem certeza quanto ao futuro. O
futuro não é algo mais desconhecido, porque a fé em Jesus nos tornou
participantes do seu reino.
3- A bênção de sofrer
por Jesus.
Na lista dos benefícios ou bênçãos
vindos da cruz encontramos uma que, no contexto atual, escandaliza muita gente.
Paulo tem no sofrimento uma motivação para se gloriar! "E não somente
isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz
a paciência, e a paciência a experiência; e a experiência, a esperança"
(Rm 5.3,4).
A palavra grega thlipsis, traduzida em português como tribulação, significa pressões,
dificuldades e sofrimentos. Que tipo de fé era essa que se alegrava
no sofrimento? Era a fé pura, sem os
resquícios da Teologia da Prosperidade, sem os paliativos espirituais criados
para entreter os cristãos modernos.
SÍNTESE DO TÓPICO l
Com a justificação
pela fé recebemos a bênção da paz com Deus.
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Inicie o tópico fazendo a seguinte
indagação: Quais são as bênçãos de correntes da justificação?" Incentive a
participação de todos e ouça os alunos com atenção. Em seguida copie no quadro
o esquema abaixo. Utilize-o para mostrar aos alunos algumas das bênçãos
decorrentes da justificação. Leia e discuta as referências bíblicas com os
alunos.
OS BENEFÍCIOS DA JUSTIFICAÇÃO
1. Paz com Deus
(5.1).
2. Acesso à graça, pela fé (5.2).
3. Esperança da glória de Deus
(5.2),
4 Alegria nas tribulações (5.3-5).
5. O amor divino derramado em nós
(5.5b).
6. O amor de Deus demonstrado a nós
através da morte de seu Filho (5.6-11).
II-AS BÊNÇÃOS DO AMOR
TRINITÁRIO (Rrn 5.5-11)
1. O amor que o Pai
outorga.
A visão que Paulo possui a respeito do
Senhor é muito diferente da do judaísmo dos seus dias. O Deus que Paulo está
revelando em suas epístolas é amor. Por isso, muito diferente daquele que os
judeus conheciam.
A expressão amor de Deus, que aparece
em Romanos 5.5, no original está no caso genitivo, indicando origem ou posse.
Deus é a origem e a fonte do amor. Embora o antigo Israel houvesse quebrado a
aliança, sendo digno de punição, Deus em seu amor infinito o procura para uma
reconciliação. Esse é o amor que perdoa.
O Deus da teologia paulina ama suas
criaturas e como prova maior desse amor enviou seu Filho para morrer por elas
(Jo 3.16). A justificação pela fé nos dá uma nova percepção da pessoa de Deus e
seus atributos, e essa percepção mostra que Ele é amor.
2. O amor que o
Espírito distribui.
Deus é a fonte do amor e o Espírito
Santo é quem o instrumentaliza na vida do crente. Paulo diz que o amor de Deus
está "[...] derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi
dado" (Rm 5.5b).
O apóstolo tem em mente a profecia de
Joel 2.28 e o evento de Pentecostes em Atos dos Apóstolos 2.4, onde há a
infusão do Espírito Santo sobre os crentes. Há alguns fatos interessantes com o
tempo verbal grego (tempo perfeito) da palavra ekchéo, traduzida aqui como
derramar. Esse verbo enfatiza uma ação passada, mas que continua com os efeitos
no presente. É como se ele dissesse, "o amor de Deus foi derramado em
nossos corações no passado quando cremos no Senhor, mas seus efeitos continuam
vivos no presente". Temos, pois, razão para amarmos porque o Espírito
Santo faz-nos viver esse amor.
3. O amor que o Filho
realiza.
O amor é originário do Pai,
operacionalizado pelo Espírito e realizado pelo Filho. Cristo é a manifestação
suprema do amor de Deus (Rm 5.6-8). Se quisermos conhecer o amor de Deus, basta
olharmos para Cristo, o bendito Filho de Deus.
SÍNTESE DO TÓPICO II
Com a justificação
pela fé recebemos a bênção do amor trinitário.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
O amor divino
derramado em nós (5.5b)
Temos a força que energiza a nossa
esperança que é "o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito
Santo', Esse amor só é derramado sobre um coração justificado, O interessante
desse versículo é o destaque ao amor que Deus tem por nós, e não o amor que
ternos para com Ele. Descobrimos também neste versículo a participação das três
Pessoas da Trindade na nossa justifica cão. Clifton J, Allen, em seu
Comentário aos Romanos, escreve sobre isto: "As três Pessoas da Trindade
têm sua parte na nossa salvação. Deus nos justifica por causa da nossa fé. Sua
justiça se torna possível por causa da redenção dada por Cristo, O Espírito
Santo nos torna cônscios da nossa necessidade, faz com que exerçamos a fé, e
faz transbordar os nossos corações com o amor de Deus. O amor de Deus satisfaz
a terna afeição do coração ou corresponde ao desejo do coração1. Portanto,
recebemos o amor de Deus em nossos corações e somos transbordados de alegria,
graça, poder e vida nova" (CABRAL, Elienai. Romanos: O Evangelho da Justiça
de Deus. 5.ed» Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.64,65).
VOCÊ
SABIA?
Dois Adãos (Rm
5.11-21)
Os teólogos se encantam com essas
passagens e discutem exatamente sobre como a morte foi transmitida a todos os
homens através do pecado de Adão. Essa questão para Paulo é de ordem prática. A
nossa herança racial de Adão é de pecado, morte, alienação. Agora, no entanto,
pertencemos a Cristo, o fundador de uma nova raça. Nossa herança nele é de
justiça e vida."
Ill- AS BÊNÇÃOS DA
NOVA RIAÇÃO (Rm 5.12-21)
1. O homem em Adão.
Os efeitos e as bênçãos da justificação
são agora ilustrados por Paulo com as figuras de Adão e Cristo. Primeiramente
Paulo fala do "homem em Adão", em Romanos 5.12-14. Existem várias
interpretações a respeito deste texto bíblico, mas a ideia mais aceita pelos
intérpretes é que Adão, como cabeça da raça humana, representava toda a
humanidade. Nesse aspecto, todos pecaram, pois, todos descenderam de Adão. Para
Paulo, o "homem em Adão", símbolo da velha criação, está condenado;
em desobediência; dominado pelo pecado e vencido pela morte. O homem em Adão é,
portanto, um projeto falido. Não há nenhuma esperança para ele.
2. O homem em Cristo.
O contraste entre Adão e Cristo é feito
com cores vivas pelo apóstolo em Romanos 5.15-17. O "homem em
Cristo", símbolo da nova criação de Deus, é justificado, obediente,
dominado pela graça e dominado pela vida com Deus.
O primeiro Adão é alma vivente, o segundo
Adão é Espírito vivificante; o primeiro Adão é da terra, o segundo Adão é do
céu; o primeiro Adão é pecador, o segundo Adão é justo; o primeiro Adão é
morte, o segundo Adão é vida. É exatamente isso que o apóstolo ensina em outro
lugar aos cristãos de Éfeso. Em Cristo, somos abençoados com toda sorte de
bênçãos espirituais; escolhidos nEle antes da fundação do mundo para sermos
santos; fomos feitos filhos de Deus; temos a redenção dos nossos pecados pelo
seu sangue e fomos selados com o Espírito Santo (Ef 1.1-13).
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Reproduza o quadro da página
seguinte. Leia com os alunos Romanos 5.15-21 e em seguida, utilizando o quadro
faça um contraste entre Adão e Cristo.
ADÃO
1. Peia ofensa de um só, morreram
muitos (v. 15).
2. Unia só ofensa e todos foram
condenados (v. 16),
3. Pela ofensa de um, reinou a morte
sobre todos (v. 17).
4. Por uma só ofensa veio o juízo todos
(v. 18).
5. Pela desobediência de um homem,
todos se fizeram pecadores (v. 19).
6. Pela ofensa de um só, abundou o
pecado (v. 20).
7. O pecado reinou peia morte (v. 21).
CRISTO
1. Peto dom da graça de UM só homem, a
graça foi abundante sobre muitos (v. 15).
2. A graça de um só homem transcorre de
muitas ofensas (v. 16),
3. Peia justiça de um só reinou a vida
(v. 17).
4. Por um só ato de justiça, veio a
graça sobre todos (v. 18),
5. Pela obediência de um homem, muitos
se tornaram justos (v. 19).
6. Pela justiça de um só, superabundou
a graça (v. 20).
7. A graça reinou pela justiça (v. 21).
SÍNTESE DO TÓPICO III
Com a justificação
pela fé recebemos a bênção do novo nascimento.
CONCLUSÃO
O capitulo cinco de Romanos mostra de
que forma Deus amou os homens. Ele os encontra pecadores, ímpios, e
indiferentes ao seu propósito. Mas, mesmo assim os ama. Numa demonstração
inimaginável de amor, Ele os justifica pela fé na pessoa bendita de Jesus Cristo
e os abençoa com todas as bênçãos espirituais. No capítulo 5 de Romanos o amor
de Deus parece romper todos os limites. Não é pelo que fazemos, mas pelo que
Cristo fez por nós! Como disse certo autor: "Não há nada que eu possa
fazer para Deus me amar mais e não há nada que eu possa fazer para Ele me amar
menos".
PARA REFLETIR
A respeito da Carta aos Romanos,
responda:
• Qual era o
significado da palavra paz no Antigo Testamento?
O uso que Paulo faz da palavra paz é
diferente daquele usado no mundo antigo. No geral, o termo significava ausência
de guerra. Porém, Paulo se refere ao vocábulo paz conforme ele aparece no
Antigo Testamento e cujo significado era a salvação dos piedosos, prosperidade
e bem-estar.
• Qual o primeiro
benefício da justificação?
A paz com Deus.
• Qual o significado
da palavra esperança no contexto de romanos?
No contexto de Romanos, esperança
significa enfrentar o tempo presente, com todos os seus desafios, porque se tem
certeza quanto ao futuro.
• Quem é a origem,
fonte do amor?
Deus é a origem e a fonte do amor.
• Faça um contraste
entre Adão e Cristo.
O primeiro Adão é alma vivente, o
segundo Adão é Espírito vivificante; o primeiro Adão é da terra, o segundo Adão
é do céu; o primeiro Adão é pecador, o segundo Adão é justo; o primeiro Adão é
morte, o segundo Adão é vida.
Assinar:
Postagens (Atom)